Este festival ocupa os palcos de Lisboa de 13 a 29 de novembro (e abre com uma despedida)
O Alkantara Festival 2026 junta dança, teatro e performance de criadores do Ruanda à Coreia do Sul em salas como o D. Maria II, a Culturgest, o CCB e o CAM Gulbenkian. Abre a 13 de novembro com a peça de despedida dos Cão Solteiro. Bilhetes nas bilheteiras de cada sala; oficinas gratuitas com inscrição.
Durante dezassete dias, de 13 a 29 de novembro, o Alkantara Festival espalha-se por meia Lisboa. Há dança, teatro e performance em salas que vão do Teatro Nacional D. Maria II à Culturgest, do CCB ao CAM Gulbenkian, passando pelo MAAT, pelo MNAC e pelo Teatro do Bairro Alto.
O programa completo, dia a dia e com horários, está no site do Alkantara Festival.
A abertura é um adeus
A primeira noite pertence aos Cão Solteiro. A companhia lisboeta apresenta com o realizador André Godinho uma peça de despedida, “Menos de Cão Solteiro & André Godinho”, na Sala Garrett do D. Maria II, a 13 (21h00), 14 (19h00) e 15 de novembro (16h00). No mesmo dia 13, às 22h00, o coletivo MeioFio dá a festa de abertura.
No primeiro fim de semana há ainda “Haribo Kimchi”, do sul-coreano Jaha Koo, e “Save the Last Dance for Me”, do italiano Alessandro Sciarroni, com duas sessões no CCB no sábado, 14 (15h00 e 17h00). Dorothée Munyaneza, entre o Ruanda e França, estreia mundialmente “Shikama” no CAM Gulbenkian, de 14 a 16. E a eritreia-italiana Muna Mussie leva “Cinema Impero” ao MNAC.
O meio e o fim do festival
A 21 e 22, os Rimini Protokoll apresentam “Mali Futuro Live”. No domingo, 22, às 11h00, Stefan Kaegi, um dos fundadores do coletivo, fala sobre performers ausentes e públicos que assumem papéis.
A última semana é das mais cheias. A brasileira Carolina Bianchi traz “The Brotherhood”, o segundo capítulo da Trilogia Cadela Força, à Culturgest (26 a 28). Cleo Diára, entre Cabo Verde e Portugal, mostra “Please, Love Me!” no Teatro do Bairro Alto (27 a 29). O libanês Ali Chahrour sobe ao D. Maria II com “Quando Vi o Mar” (27 e 28), e Tita Maravilha e Vânia Doutel Vaz fecham com “Prato Feito REPARA” no MAAT (28 e 29).
Depois dos espetáculos
A Casa Independente, no Intendente, é o ponto de encontro do festival, com DJ sets e concertos em várias noites. Há conversas depois de algumas sessões, e as oficinas e a masterclass são gratuitas, com inscrição prévia no site.
Bilhetes
Os bilhetes vendem-se nas bilheteiras de cada sala, online e presencialmente, e os preços variam de casa para casa. Há descontos para estudantes, professores, desempregados, pessoas com deficiência e acompanhantes, profissionais das artes e grupos.
Novembro em Lisboa já estava carregado, entre os 35 espetáculos do Misty Fest e o LEFFEST, que faz 20 anos com Cronenberg no júri. O Alkantara é a escolha de quem prefere um corpo em palco a uma tela ou a um palco de concerto.
Por Leonor Sampaio
Ilustração: Tugadaily