A Festa do Avante faz 50 anos em setembro e o bilhete dos três dias continua nos 35 euros
A Festa do Avante 2026 celebra a 50.ª edição de 4 a 6 de setembro, na Quinta da Atalaia, no Seixal. Datas, preços dos bilhetes, cartaz e o que há para além dos concertos.
Meio século é muito tempo para qualquer coisa em Portugal, quanto mais para um festival que se monta e desmonta todos os anos no mesmo pedaço de terra do Seixal. A Festa do Avante chega em 2026 à 50.ª edição, de 4 a 6 de setembro, na Quinta da Atalaia, em Amora — e, num verão em que quase tudo subiu de preço, o bilhete continua a ser um dos argumentos mais fortes que tem.
Quando e onde é a Festa do Avante 2026?
De sexta a domingo, 4, 5 e 6 de setembro, no recinto da Quinta da Atalaia, no Seixal, do outro lado do Tejo em relação a Lisboa. É uma edição de aniversário, o que na prática significa programa mais carregado do que o costume e uma boa dose de retrospetiva pelo caminho.
Quanto custa o bilhete da Festa do Avante?
A entrada permanente, que dá acesso aos três dias, custa 35 euros, e há uma versão a 55 euros que inclui merchandising. Quem preferir decidir à última da hora paga por dia e só à porta: 40 euros a 4 de setembro, 45 euros a 5 e 32,50 euros a 6. Crianças até aos 15 anos entram sem pagar, desde que acompanhadas por um adulto com bilhete normal. A venda faz-se online, nas lojas Fnac e nos centros de trabalho do partido organizador, e os detalhes estão no site oficial da festa.
Quem toca na Festa do Avante 2026?
O cartaz musical passa dos 60 concertos e mistura gerações sem grande cerimónia: Carolina Deslandes, Carlão, Ivandro, António Zambujo, Pedro Jóia com Ney Matogrosso, The Black Mamba, Regula, Aldina Duarte, e nomes vindos de fora como Bombino, Yuri da Cunha e os 47 Soul. É uma programação que, ao contrário de quase todos os festivais de verão, não vive de um cabeça de cartaz único.
Depois há tudo o resto, que é metade da razão pela qual muita gente vai: teatro, cinema, debates, exposições, desporto, ciência, artes plásticas, espetáculos de rua, a Festa do Livro e do Disco e mais de 70 espaços de comida a representar regiões e países. Quem gosta de festivais em que se come bem e se anda muito vai reconhecer o mesmo espírito das grandes festas de fim de verão junto à água, como as noites de concertos gratuitos em Cascais — só que aqui em versão maratona de três dias.
Por Leonor Sampaio
Imagem: Pablo Tupin-Noriega / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)