Eduardo Quaresma renovou com o Sporting até 2031 e passou a ter 80 milhões de cláusula
O defesa-central Eduardo Quaresma prolongou contrato com o Sporting até junho de 2031, com cláusula de rescisão de 80 milhões de euros e subida salarial.
O Sporting resolveu um dos seus assuntos mais previsíveis do verão: Eduardo Quaresma assinou até junho de 2031. O contrato anterior ia até 2028, por isso são três anos extra — e, mais importante do que a data, uma cláusula de rescisão que passa a ser de 80 milhões de euros.
Oitenta milhões por um central formado em Alcochete diz menos sobre o mercado e mais sobre o que o clube acha que tem em mãos. Quaresma subiu também na hierarquia salarial do plantel, o que normalmente é o sinal mais fiável de todos: os clubes não pagam mais a quem estão a preparar para vender barato.
Porque é que o Sporting blindou agora o contrato?
Porque um contrato até 2028 começa a ficar curto, e contratos curtos são convites. Um defesa-central português, criado na casa, com minutos consistentes na equipa principal e ainda longe do pico físico, é exactamente o perfil que os clubes ingleses de meio da tabela andam a comprar por valores que há cinco anos pareciam absurdos — como se viu esta semana quando António Silva saiu do Benfica para o Bournemouth por cerca de 25 milhões.
Renovar antes de a proposta chegar é mais barato do que negociar depois. É gestão básica de activos, com chuteiras.
O que muda para a defesa leonina esta época?
Estabilidade, sobretudo. Depois de o clube ter feito a época arrancar com uma goleada de 4-1 ao Nottingham Forest na pré-temporada, fixar o eixo defensivo antes do primeiro jogo oficial evita a novela habitual de agosto, aquela em que um titular treina à parte porque tem a cabeça noutro sítio.
O comunicado e os detalhes contratuais estão no site oficial do Sporting.
Falta agora a parte difícil, que nenhum contrato garante: jogar ao nível dos oitenta milhões.
Por Vasco Almada
Imagem: Sporting Clube de Portugal / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)