O Gabriel Índio já é jogador do Benfica, dois dias depois de fazer 18 anos
O Benfica oficializou a contratação do central brasileiro Gabriel Índio, de 18 anos, ao Athletic Club por cerca de quatro milhões de euros e com contrato até 2031.
Há contratações que esperam por uma assinatura e há contratações que esperam por um aniversário. Esta era das segundas. O Benfica oficializou a contratação de Gabriel Índio, central brasileiro que fez 18 anos a 28 de julho e que, no mesmo dia, passou a poder mudar-se legalmente para a Europa. O anúncio saiu por todos os canais oficiais do clube nessa mesma tarde.
Quanto pagou o Benfica pelo Gabriel Índio?
Cerca de quatro milhões de euros ao Athletic Club, o clube mineiro que o formou na fase final do percurso. Do lado brasileiro festejou-se como se festeja um recorde, porque foi mesmo isso: a maior venda da história do clube. O contrato com o Benfica vai até 2031, ou seja, cinco épocas, que é a duração típica de quem é comprado a pensar no que vai valer daqui a três anos e não no próximo domingo.
Quem é o Gabriel Índio?
Um defesa central de dezoito anos com um percurso mais rodado do que a idade sugere. Passou pelas formações do Flamengo e do Botafogo, seguiu para o Serrano e acabou no Athletic Club, onde o treinador português Rui Duarte o subiu à equipa principal em setembro de 2025. Já leva 14 jogos em 2026, o que para um miúdo que ainda agora chegou à maioridade é rodagem a sério.
O retrato técnico que dele fazem é consistente: muito rápido para um central, agressivo no duelo, forte no jogo aéreo e com bom critério na saída de bola. É esse último ponto que costuma separar quem fica dos que voltam a fazer as malas.
E agora, onde é que ele joga?
Provavelmente pelo caminho mais longo, que no Seixal é o normal para quem chega com esta idade. O Benfica tem tido mão pesada no mercado este verão, entre a chegada de Jhon Durán por empréstimo e o resto da lista que ainda não fechou, e a defesa não é propriamente o setor onde há vagas à espera. A Primeira Liga arranca a 8 de agosto, portanto o relógio anda depressa.
Para já, o que o clube comprou foi tempo. Aos dezoito anos, quatro milhões são um bilhete de lotaria caro. Aos vinte e um, se as coisas correrem como o Benfica costuma planear, chamam-lhe outra coisa.
Por Vasco Almada
Imagem: GualdimG / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)