O GP da Austrália de MotoGP foi cancelado porque o helicóptero médico não podia voar
Chuva e falta de visibilidade em Phillip Island impediram o helicóptero médico de operar e levaram ao cancelamento das corridas de MotoGP, Moto2 e Moto3 no domingo. Marc Márquez fica com 10 pontos de vantagem sobre Jorge Martín, que partiu o rádio na queda do sprint. Portimão é a penúltima prova.
A última corrida de MotoGP em Phillip Island não chegou a ter partida. A organização cancelou no domingo o Grande Prémio da Austrália, e também as corridas de Moto2 e Moto3, porque a chuva e a falta de visibilidade não deixavam voar o helicóptero médico.
Num circuito isolado como este, o helicóptero não é um pormenor. O hospital mais próximo fica a mais de 45 minutos de estrada, e sem evacuação aérea não há corrida. A largada estava marcada para as 14h00 locais e foi sendo adiada à espera de uma aberta que nunca chegou. Por volta das 15h30, a Dorna confirmou o cancelamento e trocou a corrida por uma volta de despedida atrás do safety car, com os pilotos a pararem na reta da meta para cumprimentar quem aguentou horas nas bancadas.
Foi um fim discreto para uma casa de três décadas do motociclismo. A partir de 2027, o GP da Austrália passa para um circuito citadino em Adelaide.
O que muda no campeonato
Como não houve corrida, não houve pontos. O fim de semana ficou resumido ao sprint de sábado, e esse mexeu muito. Jorge Martín chegou à Austrália na liderança, lutou pela vitória com Marc Márquez e caiu na curva 8, à oitava volta. Márquez ganhou à frente do irmão Álex e de Fabio Di Giannantonio e passou para a frente: 365 pontos contra 355. Marco Bezzecchi é terceiro, com 315.
A queda custou caro a Martín. A Aprilia confirmou uma fratura sem desvio na extremidade do rádio do braço direito, e o espanhol não vai voltar a Espanha para tratamento, o que deixa em aberto uma tentativa de correr já na Malásia.
Portimão pode pesar
Com a corrida australiana riscada, sobram quatro provas e 148 pontos: Sepang (de 30 de outubro a 1 de novembro), o Qatar, Portimão e Valência. Ou seja, o título pode chegar ao Algarve ainda por decidir. E será dos últimos a ver-se nos canais de sempre, porque a MotoGP passa para a DAZN em Portugal a partir de 2027.
Por Vasco Almada
Imagem: Tom Reynolds / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)