O Bons Sons 2026 já tem cartaz e bilhetes — e a aldeia de Cem Soldos festeja 20 anos de 6 a 9 de agosto
Cartaz, datas e bilhetes do Bons Sons 2026: mais de 40 nomes da música portuguesa em 11 palcos, na aldeia de Cem Soldos, Tomar. Passe geral a 60 euros, diários a 35.
Há festivais em recintos e há o Bons Sons, onde o recinto é uma aldeia inteira. De 6 a 9 de agosto, Cem Soldos, no concelho de Tomar, volta a abrir as ruas, os quintais e as eiras à 13.ª edição do festival — e esta é especial: o projeto celebra 20 anos, com um cartaz fechado de mais de 40 nomes da música portuguesa e bilhetes já à venda.
As contas dão vontade de rir a quem vem dos preços dos grandes festivais: o passe geral de quatro dias custa 60 euros — com campismo incluído — e sobe para 70 quando esgotar a fase atual; os bilhetes diários ficam-se pelos 35. Ao todo serão mais de 50 atuações, entre concertos, espetáculos e sessões de DJ, espalhadas por 11 palcos. A bilheteira oficial está no site do festival.
Quanto custam os bilhetes para o Bons Sons 2026?
O passe geral está a 60 euros nesta fase (depois 70) e o bilhete diário custa 35 euros, com entrada paga a partir dos 12 anos — valores que fazem do Bons Sons um dos festivais mais acessíveis do verão. A novidade desta edição é o Palco Rosa Ramalho, batizado em homenagem à escultora: leva concertos para antigas eiras e hortas nos arredores da aldeia, com lotação limitada e inscrição prévia.
O alinhamento privilegia projetos coletivos e regressos de artistas da história do festival — os primeiros nomes anunciados incluíram A Sul, Cacique’97, Crua, Lavoisier, Líquen, Mães Solteiras, Miss Universo, MXGPU, Romeu Bairos e Seara — e junta parcerias com o Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, o Festival Materiais Diversos, as Curtas em Flagrante e debates da plataforma Gerador. Ou seja: música, cinema, artes performativas e conversas, tudo à escala de aldeia.
Agosto vai cheio de opções — do Paredes de Coura, com cartaz por dias já fechado, à Feira de São Mateus em Viseu — mas nenhum se parece com este: em Cem Soldos, quem recebe o festival é a própria população. Vinte anos depois, o lema continua a ser o mesmo — vem viver a aldeia.
Por Leonor Sampaio
Imagem: Bons Sons