As Jornadas do Património abrem na sexta. O fim de semana ganhou um navio-hospital e um lagar escavado na rocha
De 18 a 27 de setembro há atividades em quase todos os distritos, e boa parte é gratuita. Escolhemos o que acontece entre sexta e domingo, de Viana do Castelo a Avis, mais o Iminente, as brasas de Cascais e o Colombo no Porto Santo.
Sexta-feira é o primeiro dia das Jornadas Europeias do Património, e durante dez dias muita coisa que costuma estar fechada passa a estar aberta. O tema de 2026 é “Reviver, resistir, reinventar”. Na prática, o programa nacional corre de 18 a 27 de setembro, com atividades em quase todos os distritos e uma boa parte delas de entrada livre.
Este é o primeiro dos dois fins de semana.
Lisboa e o Norte, no sábado
O Palácio Fronteira, em São Domingos de Benfica, abre o jardim em visita livre das 10h00 às 18h00, com entrada gratuita e a última admissão às 17h30. As visitas guiadas aos Segredos do Palácio Fronteira saem às 10h00, 12h00, 14h30 e 16h00, com bilhete.
Mais a norte, o Museu Municipal de Penafiel leva visitantes ao Castro de Monte Mozinho na manhã de sábado, entre as 10h30 e as 12h30. É um sítio que muda de sentido quando alguém explica as pedras.
No Mosteiro da Batalha, a visita das 16h00 às 17h30 é conduzida pelos jovens e adultos da Associação Casa do Mimo, que apoia pessoas com deficiência. Guias diferentes, mosteiro igual.
E em Oliveira do Bairro, o Museu de Etnomúsica da Bairrada tem um Teatro de Robertos das 15h00 às 17h00, pelo grupo Mandrágora. Marionetas, pancadaria de pau e riso das crianças: a coisa é mais antiga do que parece.
Um navio, uma fábrica de pólvora e um lagar na rocha
A partir de sexta-feira, o navio-hospital Gil Eannes entra no programa com visita livre aos espaços museológicos, das 09h30 às 19h00, em Viana do Castelo. Foi construído para acompanhar a frota do bacalhau e tem enfermaria, sala de operações e camarotes por onde se anda.
Também na sexta, das 17h00 às 20h00, a Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços recebe uma sessão sobre a própria memória. É um dos conjuntos de património industrial mais importantes do país, e não se visita em qualquer fim de semana.
No domingo, o interior responde. Em Celorico da Beira, entre as 16h00 e as 19h00, faz-se a recriação histórica do fabrico de vinho num lagar escavado diretamente na rocha, junto à antiga escola primária de Fornotelheiro. Em Alcobaça, o Museu Nacional do Vinho tem visitas guiadas das 10h00 às 17h00. E em Avis, o Centro de Arqueologia abre as portas das 11h00 às 16h30, num dia aberto que é raro.
Em Leiria sobe-se ao castelo a partir de sexta: o ÁGORA volta para três noites de música, performance, instalações e oficinas, das 19h30 às 22h00. A lista completa, filtrável por distrito e tipo de atividade, está na plataforma oficial das Jornadas.
E se o património não lhe apetecer
O Iminente está em Marvila até domingo, na antiga Escola Industrial Afonso Domingues, a fazer dez anos.
Em Cascais, o Chefs on Fire ocupa o Parque Marechal Carmona no sábado e no domingo, do meio-dia à meia-noite, com mais de 40 cozinheiros a trabalhar só com fogo, fumo e lenha. São 5.000 pessoas por dia, no máximo, bilhetes a partir de 50 euros, e a comida e a bebida pagam-se lá dentro. A estação fica a dez minutos a pé.
E, se o fim de semana for passado mais a sul e no meio do Atlântico, o Festival Colombo fecha domingo em Vila Baleira, com entrada gratuita e programa das 15h00 às 23h00.
Por Leonor Sampaio
Imagem: Carlos Luis M C da Cruz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)