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A família Ingalls atravessa um campo com a carroça atrás, na nova série da Netflix
Entretenimento 7 de julho de 2026

Uma Casa na Pradaria volta a 9 de julho: a Netflix reinventa o clássico dos Ingalls

A nova série Uma Casa na Pradaria estreia na Netflix a 9 de julho, com os oito episódios de uma vez. Alice Halsey é Laura Ingalls e a 2.ª temporada já está garantida.

Meio século depois de a família Ingalls ter entrado nas tardes de televisão de milhões de casas — as portuguesas incluídas —, Uma Casa na Pradaria está de regresso. A nova versão do clássico estreia na Netflix esta quinta-feira, 9 de julho, e chega à maneira moderna: os oito episódios da primeira temporada ficam disponíveis todos de uma vez, em todo o mundo.

Quando estreia Uma Casa na Pradaria na Netflix?

A 9 de julho, com a temporada completa no dia da estreia. E há mais uma garantia para quem tem medo de se afeiçoar: a Netflix renovou a série para uma segunda temporada em março, meses antes de o primeiro episódio ir para o ar. Os detalhes oficiais e o trailer estão no Tudum, o site de bastidores da Netflix.

Quem entra na nova versão da série?

A pequena Alice Halsey veste o papel de Laura Ingalls, a narradora e alma da história, com Luke Bracey como Charles (o pai), Crosby Fitzgerald como Caroline (a mãe) e Skywalker Hughes como Mary. A série volta às origens: mais do que refazer a versão televisiva dos anos 70, adapta os livros autobiográficos de Laura Ingalls Wilder sobre a vida de uma família de colonos no Midwest americano do século XIX — poeira, invernos duros e ternura q.b.

Para a Netflix, é mais uma cartada na estratégia de ressuscitar clássicos com públicos de várias gerações. Para quem cresceu com as reposições da série original, é uma viagem no tempo com produção de 2026. E para os miúdos, provavelmente, a descoberta de que já havia dramas familiares antes do streaming. Se o plano para esta semana era ir às salas, julho também está forte no cinema — mas a pradaria fica à distância de um sofá.

Por Lucy Bennett

Imagem: Netflix

Jay-Z em 2011
Entretenimento 12 de julho de 2026

Jay-Z celebra 30 anos de Reasonable Doubt com Beyoncé e Blue Ivy no Yankee Stadium

Jay-Z abriu três noites no Yankee Stadium a celebrar os 30 anos de Reasonable Doubt — com Beyoncé logo na primeira música, Blue Ivy ao piano e Alicia Keys no encore.

Trinta anos depois de Reasonable Doubt, Jay-Z voltou a casa. O rapper de Brooklyn abriu no sábado à noite a primeira de três datas no Yankee Stadium, em Nova Iorque, para revisitar o álbum de estreia de 1996 com banda ao vivo — e transformou o aniversário numa reunião de família que deixou o estádio em delírio.

A surpresa veio logo na primeira música: Beyoncé apareceu de fato de riscas para cantar o refrão de Can’t Knock the Hustle, o papel que foi de Mary J. Blige no disco original. Normalmente, um convidado deste calibre guarda-se para o fim; pô-la a abrir o espetáculo foi a forma de Jay-Z avisar que a noite não ia ser normal.

O que fez Blue Ivy no concerto de Jay-Z?

Sentou-se ao piano e roubou a cena. Aos 14 anos, a filha mais velha do casal fechou Feelin’ It com um solo de piano, apresentada pelo pai como “a lendária Blue Ivy Carter” — um daqueles momentos que fazem a diferença entre um concerto grande e uma noite histórica. Nas de mais de três horas de espetáculo houve ainda lugar para Nas, o antigo rival tornado convidado de honra, e para Alicia Keys, que se juntou a Jay-Z no inevitável Empire State of Mind a fechar a noite.

Porque é que Reasonable Doubt importa?

Editado a 25 de junho de 1996, foi o disco que apresentou ao mundo um ex-traficante de Brooklyn com talento raro para transformar a rua em literatura — e que fundou o império que hoje inclui a editora e agência Roc Nation, cuja programação oficial está no site da Roc Nation. Três décadas depois, o catálogo aguenta-se sem esforço num estádio com mais de 50 mil pessoas.

As celebrações continuam: seguem-se mais duas noites no Yankee Stadium, e a julgar pela estreia, ninguém deve esperar duas vezes o mesmo alinhamento de convidados. O verão de 2026 está a ser generoso para os regressos — até os Rolling Stones apareceram com álbum novo — mas poucos chegam com esta pontaria.

Por Lucy Bennett

Imagem: Joella Marano / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Chris Martin, vocalista dos Coldplay e curador do espetáculo do intervalo da final do Mundial 2026
Entretenimento 12 de julho de 2026

Madonna, Shakira e BTS no intervalo da final do Mundial: o cartaz do primeiro halftime show

A final do Mundial 2026 terá o primeiro espetáculo de intervalo da história, com Madonna, Shakira e Burna Boy, BTS, Justin Bieber e os Coldplay, curado por Chris Martin.

Pela primeira vez em quase um século de Mundiais, a final vai ter espetáculo de intervalo — e a estreia não se fez por menos. Madonna, Shakira com Burna Boy, BTS, Justin Bieber, o maestro Gustavo Dudamel e os próprios Coldplay com o coro infantil PS22 dividem o palco do MetLife Stadium a 19 de julho, num alinhamento curado por Chris Martin. Até os Marretas entram na festa.

Quem atua no intervalo da final do Mundial 2026?

O cartaz confirmado pela FIFA junta Madonna, Shakira e Burna Boy, BTS, Justin Bieber, Gustavo Dudamel e os Coldplay com o coro PS22, mais a participação dos Muppets — tudo comprimido no intervalo da final. Martin não é cabeça de cartaz: é o arquiteto, no papel de curador que desenhou o alinhamento com a FIFA, ao estilo do Super Bowl. Para os BTS, é mais uma paragem num ano em que a tournée mundial Arirang os traz de volta aos estádios; para Madonna, o palco chega semanas depois do lançamento de Confessions II.

Porque é que o Mundial nunca teve halftime show?

Porque o intervalo do futebol dura 15 minutos e é sagrado — e é por isso que a produção promete um espetáculo relâmpago, ao serviço de uma causa: o evento apoia o Fundo Global de Educação da FIFA com a Global Citizen, que canaliza receitas para a escolarização de crianças em todo o mundo, como detalha a página oficial da iniciativa.

Falta saber o mais importante: se alguém se lembra de ir à casa de banho quando Madonna e os BTS estão a dividir 15 minutos de relvado.

Por Lucy Bennett

Imagem: Raph_PH / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Exterior do Madison Square Garden, em Nova Iorque
Entretenimento 11 de julho de 2026

Madison Square Garden: fuga de dados expõe lista secreta que vigiava 40 mil celebridades

Um ataque informático ao Madison Square Garden revelou uma base de dados com quase 40 mil figuras públicas, com etiquetas sobre orientação sexual e níveis de risco ligados a críticas ao dono, James Dolan.

O Madison Square Garden, a arena mais famosa de Nova Iorque, guardava um segredo pouco lisonjeiro: uma base de dados interna com quase 40 mil nomes do entretenimento, da política, do desporto e dos negócios, agora exposta por um ataque informático. Entre os campos registados havia etiquetas sobre orientação sexual e classificações de risco que, com frequência suspeita, coincidiam com críticas públicas ao dono da casa, James Dolan.

O que continha a base de dados do Madison Square Garden?

Segundo a investigação da imprensa norte-americana que analisou os ficheiros, a lista de talentos incluía dezenas de figuras públicas marcadas com etiquetas LGBTQ e cerca de 400 pessoas com uma classificação de risco — de sinalizado a risco elevado — que aparentava refletir sobretudo se a pessoa tinha criticado Dolan, presidente executivo da MSG Sports and Entertainment. As práticas estender-se-iam a outras salas do grupo, como a Sphere de Las Vegas e o Radio City Music Hall.

Como aconteceu o ataque informático?

Um grupo autodenominado ShinyHunters enganou um funcionário ao telefone — a técnica conhecida como vishing — e obteve acesso aos sistemas da empresa. Como o resgate exigido não foi pago, os dados foram publicados. A empresa, que enfrenta agora várias ações coletivas em tribunais federais, mantém a sua comunicação institucional no site oficial do grupo MSG.

A ironia é digna de argumento de série: uma arena que vive de receber estrelas passava o tempo a catalogá-las pelas costas. Depois de Harry ter perdido o processo de privacidade contra o Daily Mail, este caso mostra o outro lado da moeda — quando quem vigia as celebridades não é um tablóide, mas a própria casa de espetáculos.

Por Lucy Bennett

Imagem: Ajay Suresh from New York, NY, USA / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Catherine Laga'aia, protagonista de Moana em imagem real
Entretenimento 11 de julho de 2026

Moana em imagem real desilude na estreia: 45 milhões para um filme de 250

A Moana em imagem real da Disney abriu com 40 a 45 milhões de dólares nos EUA, abaixo do esperado para um orçamento de 250 milhões. Críticas dão 35% no Rotten Tomatoes.

A Moana de carne e osso não está a navegar como a Disney sonhava. O remake em imagem real, que chegou às salas esta sexta-feira, aponta para uma estreia entre 40 e 45 milhões de dólares nos Estados Unidos — bem abaixo dos 60 e tal milhões que o estúdio esperava, e um número desconfortável para um filme que custou 250 milhões antes sequer do marketing.

Quanto fez a Moana em imagem real na estreia?

As contas do fim de semana apontam para 40 a 45 milhões de dólares nos EUA, depois de 4,5 milhões nas antestreias de quinta-feira. Para contexto: a Moana animada de 2016 abriu com 57 milhões, e a Moana 2, em 2024, disparou até aos 140. Ou seja, a versão com atores — Catherine Laga’aia como Moana e Dwayne Johnson outra vez como Maui, agora em pessoa — está a estrear abaixo do original que veio refazer, numa semana que era para ser dela no calendário de julho.

Porque está a Moana a ficar aquém?

A crítica não ajudou: 35% no Rotten Tomatoes, abaixo até do Branca de Neve (39%) e do Aladdin (57%), e o cansaço dos remakes em imagem real parece cada vez mais real. O verão também está competitivo — a Toy Story 5 abriu com recorde da saga há poucas semanas e continua a aspirar famílias às salas. A ficha oficial do filme está no site da Disney.

A boa notícia para a Disney? O fim de semana ainda não acabou, e o mercado internacional pode amaciar a queda. A má: quando o público prefere rever o desenho animado em casa, o oceano não chama — devolve.

Por Lucy Bennett

Imagem: Gage Skidmore / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Retrato do ator Anthony Hopkins
Entretenimento 11 de julho de 2026

Anthony Hopkins estreia-se como compositor aos 88 anos: 'Bracken Road' já saiu

Anthony Hopkins assinou pela Decca Classics e lançou 'Bracken Road', primeiro single do álbum 'Life Is a Dream', gravado com Gustavo Dudamel e a Philharmonia.

Anthony Hopkins tem dois Óscares, 88 anos e, desde sexta-feira, uma carreira nova: compositor de música clássica com contrato discográfico. O ator galês assinou pela Decca Classics e lançou o primeiro single, “Bracken Road”, antecipando o álbum de estreia, “Life Is a Dream”, com chegada marcada para 21 de agosto.

A história por trás da peça é das que dão filme. Hopkins escreveu “Bracken Road” em 1963, quando era um jovem ator no teatro Liverpool Playhouse e improvisava ao piano antes dos ensaios. O álbum reúne obras orquestrais compostas ao longo de mais de seis décadas — o homem aprendeu piano aos 4 anos e escrevia música para peças locais ainda adolescente, muito antes de Hannibal Lecter lhe comer a agenda.

Quem gravou o álbum de Anthony Hopkins?

Não é uma gravação de fim de semana: “Life Is a Dream” foi registado em abril no Alexandra Palace, em Londres, pela Philharmonia Orchestra sob a direção de Gustavo Dudamel, um dos maestros mais requisitados do planeta. Os detalhes do lançamento estão na página da Decca Classics, que descreve o projeto como a concretização de um desejo que antecede a própria carreira de ator — “a música foi o meu primeiro amor”, tem repetido Hopkins.

O timing até faz sorrir: esta é a semana em que os veteranos se recusam a sair de cena, com os Rolling Stones a lançarem o 25.º álbum de originais e Hopkins a estrear-se aos 88. Idade da reforma? Aparentemente é só uma sugestão.

Por Lucy Bennett

Imagem: Omar David Sandoval Sida / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Imagem promocional do Big Brother Verão, da TVI
Entretenimento 10 de julho de 2026

Big Brother Verão 2026: quem são os concorrentes, quando dá e quanto vale o prémio

O Big Brother Verão da TVI está no ar com 18 concorrentes anónimos, Maria Botelho Moniz na condução e um prémio que pode chegar aos 100 mil euros.

O reality show mais falado do verão português já está em marcha — e este ano voltou às origens. O Big Brother Verão da TVI arrancou a 28 de junho com uma casa cheia de caras desconhecidas: 18 concorrentes anónimos, nove rapazes e nove raparigas, a disputar um prémio que pode chegar aos 100 mil euros.

Quem apresenta o Big Brother Verão 2026?

Maria Botelho Moniz volta a assumir os comandos: conduz as galas de domingo e as emissões especiais das noites de segunda a sexta. À sua volta gira um painel de comentadores em modo tribunal permanente — de Cinha Jardim a Francisco Monteiro e Márcia Soares, ex-concorrentes reconvertidos em analistas, prova de que neste formato ninguém sai verdadeiramente da casa.

O que muda nesta edição?

A aposta nos anónimos, depois de edições recheadas de famosos. A produção prometeu a competição «maior e mais feroz» de sempre, com uma casa de desafios desenhada para pôr os 18 à prova desde o primeiro dia — e as primeiras semanas têm dado razão à promessa, com o elenco escolhido a dedo a dar que falar nas redes. A emissão pode ser acompanhada na TVI e nas plataformas digitais do canal, com todos os desenvolvimentos no site oficial do programa.

Entre galas, nomeações e a inevitável cadeira quente, o Big Brother Verão promete encher as noites até setembro. Para quem prefere ficção a realidade, a nova ‘Uma Casa na Pradaria’ chegou esta semana à Netflix — cada verão tem as suas famílias disfuncionais, umas com guião e outras sem.

Por Lucy Bennett

Imagem: TVI

Jack White em concerto
Entretenimento 10 de julho de 2026

Jack White lança 'Frozen Charlotte': o álbum que faz da sexta-feira um dia de rock

Jack White editou 'Frozen Charlotte' esta sexta-feira, no mesmo dia do 25.º álbum dos Rolling Stones. O que se sabe do novo disco do ex-White Stripes.

Sexta-feira generosa para quem gosta de guitarras: Jack White lançou ‘Frozen Charlotte’, o seu novo álbum de originais, destacado pela crítica norte-americana entre os discos da semana. E que semana — no mesmo dia em que os Rolling Stones puseram cá fora o 25.º álbum de estúdio, o ex-White Stripes veio lembrar que o rock de garagem também tem agenda própria.

O que se sabe do novo álbum de Jack White?

‘Frozen Charlotte’ chegou às plataformas e às lojas esta sexta-feira, 10 de julho, e foi imediatamente apontado pela NPR como um dos lançamentos essenciais da semana. O título vai buscar o nome às bonecas vitorianas de porcelana — imagem bem ao gosto do universo gótico-americano de White, colecionador confesso de relíquias estranhas e riffs ainda mais estranhos.

Onde ouvir e o que esperar?

O disco está nas plataformas habituais e em vinil na loja do músico, com edições especiais no site oficial de Jack White e na Third Man Records, a editora-quartel-general de Nashville. Espere o que White faz melhor: blues eletrificado, produção analógica e a sensação de que cada faixa podia desmontar-se a meio — mas nunca desmonta.

Num verão em que os regressos se acumulam — dos Stones aos U2, que também acordaram esta semana — White joga noutra liga: a dos que nunca chegaram a ir embora. A Frozen Charlotte das lendas vitorianas era uma boneca que não se podia aquecer; o disco, garantem os primeiros ouvintes, faz precisamente o contrário.

Por Lucy Bennett

Imagem: Raph_PH / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Os Rolling Stones em concerto
Entretenimento 10 de julho de 2026

Rolling Stones lançam 'Foreign Tongues': 25.º álbum chega com McCartney, Bruno Mars e um adeus a Charlie Watts

'Foreign Tongues', o 25.º álbum de estúdio dos Rolling Stones, chegou esta sexta-feira: 14 faixas com Paul McCartney, Bruno Mars, Robert Smith e uma gravação inédita com Charlie Watts.

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Aos 60 e muitos anos de carreira, os Rolling Stones continuam a não saber parar — e ainda bem. ‘Foreign Tongues’, o 25.º álbum de estúdio da banda, chegou esta sexta-feira às plataformas e às lojas: 14 faixas gravadas em menos de um mês nos estúdios Metropolis, em Londres, com produção de Andrew Watt e uma lista de convidados que parece um festival inteiro.

Quem participa no novo álbum dos Rolling Stones?

Segure-se: Paul McCartney, Bruno Mars, Robert Smith (The Cure), Steve Winwood — que empresta o órgão a ‘Jealous Lover’ — e Chad Smith, dos Red Hot Chili Peppers. E há um momento para lenço: uma das faixas recupera uma gravação feita com Charlie Watts antes da morte do baterista, em 2021. O avanço do disco fez-se com o single ‘In the Stars’, lançado em maio em lado A duplo com ‘Rough and Twisted’, e no lançamento em Londres Mick Jagger e Ronnie Wood ainda ofereceram um ‘Ringing Hollow’ acústico de surpresa a uma plateia com direito a James Bond. As edições e a digressão prometida estão no site oficial da banda.

É o último álbum dos Stones?

Tudo indica que não. Apesar dos rumores de despedida, a banda terá pelo menos mais dez canções escritas para um próximo disco — ‘Foreign Tongues’ chega menos de três anos depois de ‘Hackney Diamonds’ (2023), que por sua vez tinha demorado 18 anos a suceder a ‘A Bigger Bang’. Ou seja: os Stones passaram de um álbum por geração para um ritmo de banda nova.

A semana, de resto, está a ser generosa para os dinossauros bem conservados do rock: os U2 também lançaram single novo e anunciaram álbum. Aos 82 anos, Jagger continua a fazer a pergunta errada parecer certa: reformar porquê, se a voz ainda chega lá?

Por Lucy Bennett

Imagem: Jim Pietryga / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Os U2 em concerto
Entretenimento 10 de julho de 2026

U2 lançam 'Street of Dreams', o primeiro single do primeiro álbum novo em nove anos

Os U2 lançaram 'Street of Dreams', primeiro single do próximo álbum de originais — o primeiro da banda em nove anos, com Larry Mullen Jr. de volta à bateria.

Nove anos depois, os U2 voltaram a carregar no play. “Street of Dreams”, lançada esta semana, é o primeiro single do próximo álbum de estúdio da banda irlandesa — o primeiro disco inteiramente de originais desde 2017 — e chega com dois sinais de que isto é a sério: The Edge em modo clássico, com as guitarras cristalinas da casa, e Larry Mullen Jr. outra vez sentado na bateria.

O que já se sabe de “Street of Dreams”?

É um hino luminoso, na melhor tradição da banda, com a tarola rolante de Mullen a empurrar a canção. O vídeo foi filmado na Cidade do México, com os U2 em cima de um autocarro personalizado pelo artista Chavis Mármol — incluindo um mini-concerto público no tejadilho, à boa maneira de quem já tocou em todo o lado e ainda se diverte. O single e as edições oficiais estão no site oficial dos U2.

Quando sai o novo álbum dos U2?

Na segunda metade de 2026, prometem — sem data nem título anunciados. O aquecimento, esse, já vinha de trás: este ano a banda editou dois EPs de inéditos com seis faixas cada, “Days of Ash” e “Easter Lily”, uma forma pouco habitual de limpar a garganta antes do disco grande.

O verão musical, de resto, não abranda: entre digressões-recorde como a dos BTS, que estão a caminho da Europa, e regressos de peso como este, 2026 está a compor um cartaz difícil de ignorar. Para uma banda com 50 anos de estrada quase feitos, soar a novidade é talvez o truque mais difícil — e é exatamente o que aqui tentam.

Por Lucy Bennett

Imagem: Remy / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Bonnie Tyler em palco em 1997
Entretenimento 9 de julho de 2026

Bonnie Tyler morre aos 75 anos num hospital em Portugal

A voz rouca de Total Eclipse of the Heart morreu durante a noite num hospital em Portugal, na sequência da doença que a levara a uma cirurgia de emergência em maio.

Bonnie Tyler, a galesa dona de uma das vozes mais reconhecíveis da música pop, morreu aos 75 anos — e a notícia toca Portugal de perto: a cantora morreu durante a noite num hospital português, anunciou a família, na sequência da doença que vinha a ser tratada desde a primavera.

Tyler tinha sido submetida a uma cirurgia de emergência a um intestino perfurado e chegou a estar um mês em coma induzido, de que saíra em junho. A morte, disse a equipa da artista, aconteceu de forma inesperada. A ligação a Portugal não era de passagem: Tyler tinha casa no Algarve há décadas e dividia a vida entre o País de Gales e o sul português, onde era presença conhecida.

Porque é que Bonnie Tyler ficou famosa?

Pela voz — aquela rouquidão inconfundível, resultado de uma operação às cordas vocais nos anos 70 que, em vez de acabar com a carreira, lhe deu uma assinatura. It’s a Heartache (1977) fê-la estrela; Total Eclipse of the Heart (1983), escrita por Jim Steinman, tornou-a eterna — um dos power ballads mais tocados de sempre, número um dos dois lados do Atlântico. Holding Out for a Hero completou a santíssima trindade dos anos 80. A discografia completa está no site oficial da cantora.

O que se sabe sobre a morte?

A família e a equipa anunciaram que a cantora morreu de forma inesperada durante a noite, num hospital em Portugal, em consequência da doença que estava a ser tratada. O anúncio não detalhou a unidade hospitalar. As homenagens multiplicaram-se em poucas horas, do mundo da música aos fãs que fizeram das suas baladas hinos de karaoke em quatro décadas.

A música pop perde uma das suas grandes vozes num verão que já levou Victor Willis, a voz dos Village People. Fica o consolo de sempre: as canções. E convenhamos — enquanto houver um karaoke aberto, haverá sempre alguém, algures, a gritar “turn around, bright eyes”.

Por Lucy Bennett

Imagem: Nadir Chanyshev / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Os sete membros dos BTS
Entretenimento 9 de julho de 2026

BTS: a digressão Arirang bate recordes em Londres e ruma à Europa

A digressão mundial Arirang dos BTS bateu recordes de público em Londres e segue para Munique e Paris — uma das maiores tournées da carreira do grupo.

Os BTS estão de volta ao topo — e desta vez à escala de estádio. A digressão mundial Arirang do grupo sul-coreano passou por Londres com dois concertos esgotados que se tornaram o maior evento de sempre no Tottenham Hotspur Stadium desde a sua abertura. Agora, a caravana segue para o continente.

Quantos concertos tem a digressão Arirang?

É colossal: a tournée 2026-2027 abrange 34 regiões e 88 espetáculos por Ásia, América do Norte, Europa, América Latina e Austrália, tornando-se uma das mais ambiciosas da carreira dos BTS. O alinhamento junta temas do quinto álbum de estúdio, Arirang — como “SWIM”, “2.0” e “Like Animals” — aos habituais êxitos globais “Butter” e “Dynamite”.

O que aconteceu em Londres?

Muito mais do que dois concertos. A cidade recebeu a experiência “BTS THE CITY”, de 4 a 10 de julho, com monumentos iluminados, exposições e ativações espalhadas pela capital britânica — o mesmo modelo já visto em Seul, Las Vegas e Busan. Foi, no fundo, uma tomada da cidade pela febre ARMY.

E a seguir?

Depois de Londres, a digressão continua a perna europeia com passagens por Munique e Paris. Para os fãs portugueses, a lógica é a mesma dos grandes momentos da cultura pop que temos acompanhado — vale a pena estar atento aos anúncios de novas datas. Enquanto a temporada de prémios também aquece, com as nomeações dos Emmy já conhecidas, o calendário oficial do grupo está no site dos BTS.

Por Lucy Bennett

Imagem: The White House / Wikimedia Commons (domínio público)

Templo do festival Burning Man no deserto de Black Rock, Nevada
Entretenimento 8 de julho de 2026

The Man Will Burn: HBO estreia série documental sobre o Burning Man a 9 de julho

A série documental The Man Will Burn estreia na HBO a 9 de julho: quatro episódios sobre a evolução turbulenta do Burning Man, da pandemia ao festival atolado na lama em 2023.

O festival mais estranho do planeta chega ao pequeno ecrã. The Man Will Burn, a série documental da HBO sobre o Burning Man, estreia esta quinta-feira, 9 de julho, com novos episódios a 16, 23 e 30 — quatro capítulos realizados por Jehane Noujaim e Vikram Gandhi, com acesso direto à liderança do projeto que todos os anos ergue (e queima) uma cidade no deserto do Nevada.

De que fala The Man Will Burn?

Da década em que o Burning Man quase ardeu por dentro. A série arranca nas origens contraculturais de São Francisco, com o fundador Larry Harvey, e segue a transformação do encontro anarquista num evento multimilionário adorado por bilionários da tecnologia. Pelo caminho: o cancelamento na pandemia, o “Renegade Burn” que devolveu o festival às origens sem pedir licença, a guerra interna sobre comercialização e influencers, e o épico “Mud Burn” de 2023, quando dias de chuva transformaram o deserto num lamaçal e milhares fugiram do recinto.

A crítica tem elogiado o acesso — raro — aos bastidores, ainda que a Hollywood Reporter note que a série às vezes prefere a superfície fotogénica ao incómodo. Seja como for, é televisão feita para quem gosta de ver utopias a embater na realidade, na semana em que as nomeações dos Emmys puseram a televisão em polvorosa.

Onde ver The Man Will Burn em Portugal?

A série fica disponível na HBO Max, com o primeiro episódio a 9 de julho e os restantes às quintas-feiras seguintes. A página oficial do projeto, com o trailer, está no site do Burning Man.

Por Lucy Bennett

Imagem: RawWriter / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Noah Wyle, protagonista de 'The Pitt'
Entretenimento 8 de julho de 2026

Emmys 2026: 'The Pitt' lidera com 25 nomeações e 'Hacks' bate recorde na comédia

As nomeações dos Emmys 2026 foram anunciadas: 'The Pitt' lidera com 25, 'Hacks' faz história na comédia com 24 e a cerimónia é a 14 de setembro, com Mariska Hargitay como anfitriã.

Já há nomeados para os Emmys 2026 — e a lista trocou as voltas às previsões. O drama hospitalar “The Pitt”, da HBO Max, lidera a corrida com 25 nomeações, seguido da temporada de despedida de “Hacks”, que soma 24 e estabelece um recorde para uma comédia numa única temporada. O anúncio foi feito esta quarta-feira e a lista completa está no site oficial dos Emmys.

Que séries dominam as nomeações dos Emmys 2026?

Atrás do pelotão da frente vem a estreia de peso da Apple TV, a comédia de terror “Widow’s Bay”, com 19 nomeações, e só depois “Pluribus”, com 18 — a série de ficção científica que as previsões davam como grande favorita, como contámos na antevisão destas nomeações. Seguem-se “DTF St. Louis” com 13 e “Saturday Night Live” e “Spider-Noir” com 11 cada. Nas contas por plataforma, a HBO Max ficou à frente com 122 nomeações, contra 111 da Netflix e 87 da Apple TV.

Quando é a cerimónia dos Emmys 2026?

Os prémios entregam-se a 14 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles — excecionalmente a uma segunda-feira, porque o domingo ficou ocupado por um jogo de futebol americano da NBC. A anfitriã é Mariska Hargitay, que no outono arranca a sua 28.ª temporada em “Law & Order: SVU” e entretanto ganhou estatuto de veterana mais querida da televisão americana.

Entre agora e setembro há tempo para pôr a leitura em dia: se a lista serve de bússola, “The Pitt” é a série que os votantes acham que devia estar no topo da sua fila.

Por Lucy Bennett

Imagem: Kevin Paul / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Tilly Norwood, a atriz gerada por inteligência artificial, em retrato promocional oficial
Entretenimento 8 de julho de 2026

Tilly Norwood: a "atriz" gerada por IA vai protagonizar o primeiro filme, Misaligned

Tilly Norwood, a atriz criada por inteligência artificial que revoltou Hollywood, vai protagonizar Misaligned, o seu primeiro longa-metragem. Eis o que se sabe.

Tilly Norwood não existe — e vai protagonizar um filme. A “atriz” gerada por inteligência artificial, criada pelo estúdio britânico Particle6, foi anunciada esta semana como protagonista de Misaligned, o seu primeiro longa-metragem, produzido pelo próprio estúdio que a inventou. Hollywood, que já a tinha recebido de dentes cerrados, voltou a ferver.

O que é o filme Misaligned?

É descrito como uma comédia dramática de crescimento “com caos existencial de IA à mistura”, passada no “Tillyverse”, um mundo digital surreal algures na nuvem. Tilly interpreta — apropriadamente — um ser de IA sem corpo, sem infância e sem experiência vivida, mas com acesso às memórias de toda a gente. O projeto está em desenvolvimento inicial e, garante o estúdio, será feito com realizadores, argumentistas e montadores humanos, ao lado de especialistas em IA.

Porque é que Tilly Norwood é polémica?

Porque para os atores de carne e osso ela não é uma personagem, é um precedente. Quando foi apresentada, em 2025, o sindicato dos atores americanos denunciou publicamente a criação, e várias estrelas recusaram a ideia de “atores” sintéticos treinados, no limite, com o trabalho de atores reais. O anúncio do filme reacende essa guerra num verão em que a IA já domina as conversas — dos ecrãs de cinema aos palcos da diplomacia, onde a ONU tenta pôr ordem na tecnologia.

Para o público, o teste é mais simples: alguém vai querer ver? Julho já está cheio de estreias com humanos dentro — Misaligned, quando chegar, vai ter de provar que uma protagonista sem pulso consegue prender uma sala às escuras.

Por Lucy Bennett

Imagem: Particle6 / tillynorwood.com