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Jalen Brunson, base dos New York Knicks
Desporto 29 de junho de 2026

Remontada histórica: Knicks recuperam de 29 pontos na final da NBA

Nova Iorque virou um jogo que parecia perdido frente aos Spurs (107-106) e ficou a uma vitória do título, na maior recuperação de sempre numa final.

Há jogos que entram nos livros de história pela frente e outros pela porta das traseiras. Este foi pela porta das traseiras: os New York Knicks estiveram a perder por 29 pontos frente aos San Antonio Spurs e ainda assim venceram por 107-106, na maior recuperação de sempre numa final da NBA.

Para se ter ideia do feito, o recorde anterior pertencia aos Boston Celtics, com uma reviravolta de 24 pontos na final de 2008. Os Knicks foram além disso num dos palcos mais míticos do desporto, e ficaram a uma única vitória do título, com 3-1 na série.

De drama a euforia

Estar a perder por quase 30 pontos numa final costuma ser sentença de morte. Mas o basquetebol tem destas coisas: um parcial avassalador, alguns lançamentos impossíveis e, de repente, um pavilhão inteiro a acreditar. San Antonio, que controlou grande parte do encontro, vai ter de digerir uma das derrotas mais dolorosas que o jogo permite.

Para os Knicks e os seus adeptos, habituados a décadas de promessas adiadas, está montado o cenário perfeito: a hipótese de fechar a série e levantar um troféu que tarda há muito. Resta saber se a magia se repete no jogo seguinte.

Veja também: o arranque dos portugueses em Wimbledon. Resultados e estatísticas oficiais em nba.com.

Imagem: Wikimedia Commons

Cristiano Ronaldo com a camisola da seleção portuguesa
Desporto 29 de junho de 2026

Portugal empata com a Colômbia e prepara o duelo decisivo com a Croácia

Um 0-0 sem golos em Miami deixa Portugal à espera do próximo embate do Mundial, frente à Croácia, a 3 de julho em Toronto.

Nem sempre o futebol dá espetáculo, e o empate a zero entre Portugal e a Colômbia, em Miami, foi um desses jogos de xadrez em que ninguém quis arriscar de mais. Resultado: 0-0, com a defesa a falar mais alto do que o ataque. Não enche o olho, mas também não estraga as contas — Portugal segue em frente com o foco já no próximo desafio.

A Croácia à espera

O próximo capítulo joga-se a 3 de julho, em Toronto, frente à Croácia. E essa é outra conversa. Os croatas são velhos conhecidos das grandes fases finais, daquelas equipas que não brilham sempre mas raramente se deixam apanhar desprevenidas. Vai exigir mais do que o que se viu em Miami: mais critério na última passada, mais pontaria.

A boa notícia é que a seleção mostrou solidez defensiva, e num Mundial a sério isso vale ouro. A má é que os golos não andam fáceis — e contra equipas habituadas a sofrer e a picar no contra-ataque, será preciso encontrar a chave do ferrolho.

O que está em jogo

Toronto pode definir muito do caminho de Portugal nesta prova. Há talento de sobra no plantel; falta agora juntar as peças no momento certo. Marque na agenda: 3 de julho, e que desta vez a bola entre. O calendário oficial da seleção está em fpf.pt.

Veja também: o arranque de Wimbledon com Nuno Borges.

Imagem: Wikimedia Commons

Nuno Borges em ação num court de ténis
Desporto 29 de junho de 2026

Wimbledon arranca hoje e Nuno Borges abre o relvado por Portugal

A catedral do ténis abre portas esta segunda-feira. O número um português entra em court frente a Tristan Boyer, de olho num possível duelo com Sinner.

Começa hoje aquele que é, para muitos, o torneio mais bonito do ano. Wimbledon abriu portas esta segunda-feira, com a relva ainda fresca, o branco obrigatório e os primeiros jogos do quadro principal a rolarem em Londres.

Por Portugal, as atenções vão todas para Nuno Borges. O número um nacional entra em court logo no dia de abertura, frente ao norte-americano Tristan Boyer, num jogo que, no papel, está ao seu alcance. Borges, aos 29 anos, chega a rondar o top 65 do ranking e fez uma preparação sólida na relva, com três vitórias em cinco jogos a apontar para boa forma na superfície mais traiçoeira do circuito.

O fantasma do segundo turno

Se passar esta primeira ronda, espera-o um presente envenenado: Jannik Sinner, número um do mundo, é o provável adversário da segunda eliminatória. Não é missão para sonhar com a vitória, mas o português tem um serviço forte e um jogo que incomoda — e na relva, onde um saque bem colocado decide pontos, ninguém gosta de o apanhar pela frente.

A relva premeia a coragem: pontos curtos, decisões rápidas, pouco tempo para pensar. É uma superfície que pode encurtar distâncias entre um top 10 e um jogador mais abaixo, e é precisamente aí que mora a esperança portuguesa.

Seja qual for o resultado, ter um português a abrir Wimbledon já é, por si só, motivo para ligar a televisão.

Veja também: a antevisão dos portugueses em Wimbledon e o arranque do mata-mata no Mundial. Resultados ao minuto no site oficial de Wimbledon.

Imagem: Wikimedia Commons

O defesa francês Clément Lenglet em ação
Desporto 28 de junho de 2026

Mercado: Benfica busca Lenglet para o lugar de Otamendi

O Benfica aposta no francês Clément Lenglet para a defesa, enquanto o Sporting reforça o meio-campo com Sergi Altimira. O verão promete movimento.

Acabou a Liga, mas o futebol não descansa: abriu a época das transferências, e os grandes já mexem as peças para 2026/27.

Na Luz, a grande dor de cabeça chama-se defesa central. Com Nicolás Otamendi a terminar contrato e a recusar renovar, o Benfica escolheu o francês Clément Lenglet para o substituir. O internacional de 31 anos deixa o Atlético de Madrid ao fim de duas temporadas e traz rodagem de quem já jogou ao mais alto nível. Pelo meio, há saídas a confirmar, como Henrique Araújo, e dúvidas sobre o futuro de jovens como António Silva, a um ano do fim do contrato.

Sporting também não pára

Em Alvalade, o foco está no meio-campo. O Sporting está a fechar a contratação de Sergi Altimira, do Betis, um negócio que pode abrir a porta de saída ao capitão Morten Hjulmand. Chegou também Issa Doumbia para dar mais músculo ao setor.

Para o adepto, é a parte do ano em que se sonha alto e se discute tudo ao balcão do café: quem fica, quem sai, quem é o reforço que falta. As novelas vão durar semanas, com avanços, recuos e aquele anúncio de última hora que ninguém viu chegar.

Uma palavra de cautela, que nesta altura é ouro: até haver foto com o cachecol e assinatura oficial, é tudo conversa de mercado. Vamos seguir o que se confirma, não o que se rumoreja.

Veja também: Porto e Braga também reforçam. Mais no site oficial do Benfica.

Imagem: Wikimedia Commons

O troféu do Campeonato do Mundo da FIFA
Desporto 28 de junho de 2026

Mundial arranca nos mata-mata e Portugal já espreita a Croácia

A fase a eliminar do Mundial 2026 começou com África do Sul a defrontar o Canadá. Portugal entra a 2 de julho, frente à Croácia.

Acabou a parte das contas e dos cenários. O Mundial 2026 entrou hoje na fase em que um mau dia manda para casa: começaram os mata-mata.

Com o novo formato de 48 seleções, há uma ronda nova logo a abrir, os dezasseis avos de final. O primeiro jogo colocou frente a frente a África do Sul e o Canadá, no SoFi Stadium, na Califórnia, a dar o pontapé de saída a três semanas que vão produzir um campeão. A partir daqui é tudo a doer: quem perde, arruma as botas.

E Portugal?

A seleção das quinas garantiu a passagem e tem encontro marcado: defronta a Croácia a 2 de julho. Depois do nulo com a Colômbia, a equipa sabe que entra agora na parte do torneio onde os detalhes decidem, um lance de bola parada, um momento de inspiração, uma defesa a tempo.

A Croácia é velha conhecida das noites difíceis e raramente facilita. Mas Portugal tem argumentos de sobra e um grupo experiente para sonhar com um percurso longo. O segredo, como sempre nos mata-mata, é entrar concentrado desde o primeiro minuto, porque já não há segunda oportunidade.

Marque na agenda, prepare os nervos e o sofá: julho promete noites de roer as unhas.

Veja também: Portugal apanha a Croácia nos oitavos. Calendário oficial na FIFA.

Imagem: Wikimedia Commons

Bruno Fernandes em ação pela seleção de Portugal
Desporto 28 de junho de 2026

Mundial entra nos mata-mata: Portugal apanha a Croácia a 2 de julho

Os oitavos de final arrancam a 29 de junho e Portugal, segundo do grupo, defronta a Croácia em Toronto. A partir daqui, quem perde vai para casa.

Acabou a fase de grupos e começa a parte que tira o sono. Os oitavos de final do Mundial 2026 arrancam a 29 de junho, e a regra muda por completo: quem perde, arruma as botas e vai para casa. Nada de empates simpáticos, nada de “fica para a próxima jornada”.

Portugal já sabe o caminho. Depois do empate a zero com a Colômbia, a seleção terminou em segundo no grupo e tem encontro marcado com a Croácia, a 2 de julho, em Toronto. É um adversário de respeito, com história recente de chegar longe nestas provas e de fazer sofrer qualquer um nos prolongamentos.

O que esperar

A Croácia é daquelas equipas que não se assusta com o calendário. Joga no meio-campo, controla o ritmo e adora levar os jogos para o fim, onde a experiência conta. Portugal, com a baliza segura e gente decisiva à frente, terá de impor o seu futebol cedo e não deixar o jogo arrastar-se para o terreno que mais convém ao rival.

Para o adepto, é o tipo de jogo que vale uma tarde colada ao ecrã. Um Portugal-Croácia em mata-mata raramente é aborrecido, e a memória de duelos passados entre estas duas seleções promete tensão até ao apito final.

A partir daqui, é tudo ou nada. E é isso que torna esta fase a mais bonita, e a mais cruel, de todo o Mundial.

Veja também: Portugal empata 0-0 com a Colômbia e apanha a Croácia.

Imagem: Wikimedia Commons

Estádio do Dragão, no Porto
Desporto 28 de junho de 2026

Mercado: Porto investe num talento polaco, Braga garante Tiknaz

O FC Porto contratou o jovem polaco Oskar Pietuszewski por 10 M€. O Braga assegurou Demir Ege Tiknaz a título definitivo.

A janela de transferências já está a aquecer, e os grandes do Norte não estão parados. O FC Porto, campeão nacional em título, apostou no futuro: contratou Oskar Pietuszewski, extremo polaco de apenas 17 anos, ao Jagiellonia Bialystok, por cerca de 10 milhões de euros e um contrato de quatro anos.

É o tipo de aposta que o Dragão conhece bem: comprar jovens promissores, dar-lhes palco e, com sorte, vendê-los mais caro lá para a frente. Pietuszewski chega com a etiqueta de talento, agora é mostrar serviço.

Braga reforça o meio-campo

Mais a norte, o SC Braga tratou de assegurar Demir Ege Tiknaz a título definitivo, vindo do Besiktas, num negócio de 7 milhões de euros mais um possível bónus de 500 mil. O médio passa a ser arsenalista a tempo inteiro depois de já conhecer a casa.

Há mais novelas em aberto, do interesse do Chelsea em Diogo Costa às movimentações em torno de jogadores do Sporting. O verão promete.

Veja também: a saída de Otamendi do Benfica. Confirmações oficiais nos sites do FC Porto e do SC Braga.

Imagem: Wikimedia Commons

Cristiano Ronaldo
Desporto 28 de junho de 2026

Portugal empata 0-0 com a Colômbia e apanha a Croácia

Sem golos em Miami, Portugal termina o Grupo K em segundo. No 'mata-mata', o adversário é a Croácia, a 2 de julho.

Não houve golos, mas houve emoção até ao último segundo. Portugal empatou 0-0 com a Colômbia em Miami, no último jogo do Grupo K, e fechou a fase de grupos no segundo lugar, com cinco pontos, atrás dos colombianos, que somaram sete.

O lance que gelou o banco português aconteceu nos descontos: Davinson Sánchez cabeceou para o fundo da baliza num pontapé de canto, mas o golo foi anulado por um fora de jogo milimétrico. Para a Colômbia, ficou o registo curioso de ter conseguido o seu primeiro nulo de sempre num Mundial.

O que vem aí

Com o apuramento já garantido antes deste jogo, o empate só decidiu posições. E define um caminho exigente: nos oitavos, Portugal mede forças com a Croácia, a 2 de julho. Velhos conhecidos, sempre duros de roer.

Cristiano Ronaldo e companhia terão de afinar a pontaria, porque no mata-mata não há margem para empates sem golos. Mas a equipa segue viva, e isso é o que conta.

Veja também: os adversários do Grupo K e a goleada ao Uzbequistão. Resultados oficiais na FIFA.

Imagem: Wikimedia Commons

Bandeira de Cabo Verde
Desporto 27 de junho de 2026

Cabo Verde faz história: estreia-se no Mundial e vai aos oitavos

Na sua primeira presença num Campeonato do Mundo, Cabo Verde fechou a fase de grupos sem perder e garantiu a passagem aos oitavos. Pela frente está a Argentina de Messi.

Há histórias que custam a acreditar mesmo quando estão a acontecer à nossa frente. Cabo Verde, um arquipélago com meio milhão de habitantes, estreou-se num Campeonato do Mundo e não se ficou pela visita: passou a fase de grupos sem perder um único jogo.

O fecho foi um 0-0 com a Arábia Saudita, em Houston. Não foi o jogo mais vistoso, mas foi o resultado certo na altura certa — e, com a vitória da Espanha sobre o Uruguai a cair do lado bom, os Tubarões Azuis terminaram o grupo no segundo lugar e seguiram em frente. Antes disso já tinham arrancado empates à Espanha, na estreia, e ao Uruguai. Três jogos, três pontos partilhados com pesos-pesados, zero derrotas. Para uma primeira vez, é quase insolente.

Para quem fala português, esta campanha tem um sabor especial. A seleção bebe muito da diáspora — boa parte do plantel cresceu ou joga na Europa, vários com raízes e ligações a Portugal — e joga com aquela mistura de organização e atrevimento que dá gosto ver. Não há aqui complexos: Cabo Verde entrou em campo a discutir os jogos, não a sobreviver a eles.

Agora vem o teste maior de todos. Nos oitavos espera a Argentina de Lionel Messi, campeã do mundo em título e candidata a tudo. No papel, é desproporcional. Mas se há equipa que já mostrou que não liga muito ao que diz o papel, é precisamente esta. Ninguém em são consciência colocava Cabo Verde nesta fase há um mês — e aqui estão eles.

Ganhem ou percam o que vier a seguir, o feito já está garantido. É a prova de que um país pequeno, bem organizado e sem medo pode sentar-se à mesa dos grandes. E, convenhamos, há poucas coisas tão bonitas no futebol como ver um estreante recusar-se a fazer figura de comparsa. Resta torcer — e aproveitar cada minuto desta aventura enquanto dura.

Imagem: Wikimedia Commons

Vista panorâmica de um estádio de futebol cheio de adeptos.
Desporto 27 de junho de 2026

Portugal fecha o grupo com a Colômbia já com os oitavos no bolso

Com o apuramento garantido após o 5-0 ao Uzbequistão, Portugal joga o último jogo do grupo frente à Colômbia. Em cima da mesa, o primeiro lugar e a gestão do plantel.

A parte mais difícil já está feita. Depois de tropeçar na estreia frente à RD Congo e de responder com uma goleada de 5-0 ao Uzbequistão, Portugal chega à última jornada do grupo com o apuramento para os oitavos garantido. O jogo com a Colômbia, em Miami, é daqueles que se joga já com a cabeça meio na fase seguinte.

Isso não quer dizer que não esteja nada em causa. Há um primeiro lugar do grupo a discutir, e terminar em cima pode significar um caminho mais suave — ou pelo menos diferente — na fase a eliminar. Para Roberto Martínez, é também a oportunidade de gerir minutos, dar descanso a quem acumulou desgaste e espreitar soluções para o que aí vem, sem nunca facilitar ao ponto de entregar o jogo.

Do outro lado está uma Colômbia sempre incómoda, rápida nos últimos metros e com gente habituada aos grandes palcos. Não é adversário para se encarar com displicência, mesmo que a tabela já sorria a Portugal. Um deslize pode trocar as contas do grupo num instante, e ninguém quer entrar nos oitavos a reboque de uma má exibição.

Para Cristiano Ronaldo e companhia, a gestão é também física e mental. O Mundial é longo, joga-se em estádios quentes e o verdadeiro torneio só começa agora, no mata-mata onde um mau dia manda qualquer um para casa. O importante é chegar inteiro e em confiança — e, se possível, com o grupo fechado em primeiro.

Resumindo: missão principal cumprida, mas ainda há detalhes a afinar. Portugal joga este fim de semana mais contra si próprio do que contra a Colômbia. E é precisamente nessas alturas, quando o resultado imediato pesa menos, que se percebe se uma equipa está mesmo pronta para ir longe.

Imagem ilustrativa · Foto: Almuntadhar Faris / Pexels

Atleta a competir em canoagem num rio
Desporto 27 de junho de 2026

Gabriel Fernandes é campeão da Europa de maratona em canoagem

O canoísta português sagrou-se campeão europeu de maratona na categoria C1, mais uma medalha de ouro para a canoagem nacional.

Enquanto o país tinha os olhos no futebol, um português subia ao lugar mais alto do pódio europeu noutra modalidade: Gabriel Fernandes sagrou-se campeão da Europa de maratona em canoagem, na categoria C1 (canoa de um lugar).

A canoagem é uma daquelas modalidades em que Portugal, discretamente, é uma potência. Não enche estádios nem domina os noticiários, mas ano após ano traz medalhas de europeus e mundiais — fruto de um trabalho de clubes, rios e treinadores que poucos veem.

O que é a maratona em C1

Ao contrário das provas de velocidade, de poucos segundos, a maratona é resistência pura: dezenas de minutos de remada intensa, com troços a pé em que os atletas saem da água e correm com o barco às costas até ao rio seguinte. Ganhar exige cabeça fria, pernas e uma técnica afinada ao milímetro.

Para Fernandes, este ouro confirma o estatuto e dá moral para o que vem a seguir na temporada. Para a modalidade, é mais um nome a juntar a uma tradição que já deu campeões mundiais e olímpicos a Portugal.

Fica a sugestão: da próxima vez que passar por um rio com um clube de canoagem, espreite um treino. É mais duro do que parece — e é onde se fazem campeões como este.

Imagem ilustrativa · Foto: Aleksandar Andreev / Pexels

Nicolás Otamendi
Desporto 27 de junho de 2026

Otamendi fecha o capítulo no Benfica e ruma ao River Plate

O central argentino deixou o Benfica a custo zero e assinou pelo River Plate, encerrando uma das eras mais marcantes da defesa encarnada.

Era uma saída anunciada, mas nem por isso menos sentida. Nicolás Otamendi deixou o Benfica a custo zero e assinou pelo River Plate, regressando à Argentina depois de vários anos a comandar a defesa da Luz.

O central foi um daqueles jogadores que dividiu opiniões e acabou por conquistar quase toda a gente: experiente, líder, com aquela veia competitiva que às vezes lhe valia cartões mas que os adeptos adoram ter do seu lado. Levou troféus, capitania e muitos jogos grandes às costas.

O que muda no Benfica

Perder um central com este peso a custo zero é sempre agridoce: poupa-se no balanço, mas abre-se um buraco de liderança que não se compra na esquina. O Benfica entra agora numa fase de reconstrução da defesa, e os adeptos vão querer ver caras novas à altura — e depressa, porque a época não espera.

Para Otamendi, é um regresso quase romântico ao futebol sul-americano, perto do fim de carreira, num dos maiores clubes do continente. Há despedidas mais tristes; esta tem ar de volta a casa.

Resta o obrigado. Pelos golos improváveis, pelas defesas de corpo e por aquele feitio que, no fundo, é o que faz um capitão.

Imagem: Wikimedia Commons

O Court Central de Wimbledon, em Londres
Desporto 27 de junho de 2026

Wimbledon arranca segunda-feira: três portugueses na luta e o regresso de Serena

A relva mais famosa do ténis abre a 29 de junho. Sinner e Djokovic na mesma metade do quadro e olhos postos nos portugueses.

Quando
29 de junho de 2026
Onde
Londres, Inglaterra

Acabou o aquecimento. A relva sagrada de Wimbledon abre portas na segunda-feira, 29 de junho, e segue até 12 de julho — o torneio mais elegante (e mais teimosamente tradicional) do calendário do ténis.

O quadro masculino

A grande conversa é o sorteio: Novak Djokovic e Jannik Sinner calharam na mesma metade do quadro, o que significa que, se tudo correr pela hierarquia, só se encontrariam nas meias-finais. Para os fãs, é meio caminho andado para um confronto de gerações — o veterano que tudo ganhou contra o número um que herdou o trono.

E os portugueses?

Há motivos para acompanhar de perto: três tenistas portugueses estiveram no quadro de qualificação masculino, dois deles cabeças de série. A fase de “qualifying”, disputada entre 22 e 25 de junho, é aquele funil cruel onde se decide quem ganha o direito de pisar os relvados principais. Ter representação lusa logo às portas do quadro principal é, por si só, uma boa notícia para um país que historicamente não respira ténis.

Curiosidade que vai dar que falar

Há ainda um regresso a puxar holofotes: Serena Williams volta a disputar um quadro de singulares em Wimbledon, quatro anos depois, e estreia-se diante da jovem Maya Joint. Seja qual for o resultado, é o tipo de história que faz o público parar para ver.

Duas semanas de relva, branco obrigatório e morangos com natas. O verão do ténis está oficialmente aberto.

Imagem: Wikimedia Commons

A stunning panoramic shot of Levi's Stadium in Santa Clara during a packed football game at sunset.
Desporto 26 de junho de 2026

Mercado em movimento: o que já mexeu nos grandes antes da nova época

Enquanto o Mundial enche os ecrãs, Benfica, Porto e Sporting já estão a desenhar os plantéis para 2026/27.

O Mundial domina as atenções, mas nos bastidores os clubes portugueses não param. A nova época da Liga arranca a 9 de agosto, e há pouco mais de mês e meio para fechar plantéis — por isso o mercado já borbulha.

No Porto, entrou o jovem extremo polaco Oskar Pietuszewski (17 anos, vindo do Jagiellonia por cerca de 10 milhões) e também Jakub Kiwior, do Arsenal, para reforçar o eixo. Saiu Ángel Alarcón rumo ao Utrecht.

No Sporting, há saídas a tratar: Rodrigo Ribeiro foi para o Augsburg e Diogo Travassos para o Braga. E há ruído à volta de Pedro Gonçalves, com o Como de Fàbregas a sondar o terreno. No Benfica, o nome quente é Pavlidis, com o Besiktas a mostrar interesse.

O que isto nos diz

É cedo, e metade destes negócios ainda pode virar do avesso. Mas o padrão repete-se: os grandes vendem jovens valorizados, encaixam, e reinvestem. Fique de olho — em pré-época, as surpresas chegam quase sempre nos últimos dias.

Imagem ilustrativa · Foto: Robert Hernandez Villalta / Pexels

Wide view of Gonzalo Pozo Ripalda Stadium in Quito, Ecuador. Captures the peaceful atmosphere of an empty soccer field.
Desporto 26 de junho de 2026

O Equador abana a Alemanha e o mapa dos oitavos ganha emoção

Surpresas à séria na fase de grupos do Mundial 2026: o Equador venceu a Alemanha e há já meio quadro a desenhar-se.

Se há coisa que este Mundial está a entregar, é drama. O Equador foi a maior bofetada das últimas horas: venceu a Alemanha por 2-1 e lembrou a toda a gente que num torneio a 48 não há jogos fáceis.

A Alemanha, recorde-se, já tinha o apuramento tratado depois do 7-1 ao Curaçao e do 2-1 à Costa do Marfim — por isso a derrota dói mais no orgulho do que na classificação. Mas serve de aviso: a fase a eliminar não perdoa distrações.

Quem já está dentro

O quadro vai ganhando forma. México, Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Colômbia, Suíça, Canadá, Brasil, Marrocos e a surpreendente África do Sul — primeira presença de sempre nos eliminatórios — já garantiram lugar. Portugal junta-se à lista e decide o primeiro lugar do grupo amanhã.

A fase a eliminar (a “ronda dos 32”, neste formato alargado) arranca a 28 de junho. A partir daí, é mata-mata puro: um mau dia e vai-se para casa. Exatamente como gostamos.

Imagem ilustrativa · Foto: Alejandro Robles Duque / Pexels

Dynamic soccer match scene with players competing for the ball on a professional field.
Desporto 26 de junho de 2026

Mundial: o quadro da fase a eliminar começa a ganhar forma

Com os grupos quase fechados, já se desenham duelos de respeito. Portugal segura o topo do Grupo K à espera do jogo decisivo com a Colômbia.

A parte boa de um Mundial a 48 equipas é que a fase de grupos parece nunca mais acabar — e, de repente, acaba toda ao mesmo tempo. Estamos nessa fase: os grupos estão quase fechados e o quadro da eliminatória começa a desenhar-se, com alguns duelos de fazer crescer água na boca.

Os duelos que já se sabem

Há cruzamentos de peso à vista. Os Países Baixos vão medir forças com Marrocos, num reencontro com história recente. O Japão, que terminou em segundo no seu grupo, apanhou pela frente nada menos que o Brasil — um teste brutal logo à entrada. A Suíça ganhou o Grupo B depois de bater o Canadá por 2-1, e os canadianos seguem como segundos. E o Equador foi a melhor das equipas em terceiro lugar, garantindo lugar na próxima ronda.

E Portugal?

A seleção está bem na fotografia. Portugal segura o topo do Grupo K, mas a história ainda não está escrita: no domingo há um duelo direto com a Colômbia que decide quem termina em primeiro. Vencer ou empatar pode valer um caminho mais simpático na eliminatória; escorregar atira a equipa para o lado mais complicado do quadro.

É essa a beleza desta altura da prova. Cada jogo já não é só três pontos — é a diferença entre apanhar um adversário acessível ou esbarrar cedo num grande. Para nós, resta torcer, fazer as contas e esperar que domingo corra de feição.

Imagem ilustrativa · Foto: Franco Monsalvo / Pexels

Captivating aerial view of a soccer stadium in Manizales, Colombia, under a vibrant sunset sky.
Desporto 26 de junho de 2026

Portugal-Colômbia: amanhã decide-se quem manda no Grupo K

Os dois já estão apurados, mas o jogo de sábado em Miami vale o primeiro lugar — e um caminho mais simpático nos oitavos.

Já podemos respirar: Portugal está nos oitavos. Mas amanhã ainda há contas para fazer, e não são pequenas. Em Miami, às 00h30 de domingo (hora de Portugal), a Seleção encontra a Colômbia naquilo que é, na prática, uma final do Grupo K.

A matemática é direta. A Colômbia lidera e, se não perder, fica em primeiro. Portugal só salta para o topo se ganhar. E porque é que isso importa, se ambos já seguem em frente? Porque o primeiro lugar costuma trazer um adversário teoricamente mais acessível na ronda seguinte — e, num Mundial a 48 equipas, cada atalho conta.

Dois pesos-pesados frente a frente

Do lado colombiano há motivos de sobra para respeito: James Rodríguez a orquestrar, Luis Díaz a partir tudo pela esquerda e Luis Suárez (o do Sporting) a faro de golo. Bateram o Uzbequistão por 3-1 e seguraram a República Democrática do Congo com um 1-0 competente.

Portugal chega lançado depois do 5-0 ao Uzbequistão, com Ronaldo a fazer o bis e Nuno Mendes a desenhar um livre directo de antologia. No meio-campo, o luxo é quase indecente: Vitinha e João Neves a girar, Bruno Fernandes mais à frente. Se a defesa segurar a velocidade de Díaz, há aqui jogo para ganhar.

Leve a camisola, ponha o despertador — e deixe o café preparado. Esta vale a pena.

Imagem ilustrativa · Foto: Jose David Cortes / Pexels

Excited Brazilian fans holding flag at soccer match in vibrant stadium atmosphere.
Desporto 25 de junho de 2026

Mundial a 48: como funciona a nova fase a eliminar (e quem passa)

Pela primeira vez há 'oitavos de 32 avos'. Passam os dois primeiros de cada grupo mais oito terceiros. Explicamos sem dores de cabeça.

Este Mundial é o primeiro com 48 seleções, e isso trouxe uma novidade que confunde meio mundo: a fase a eliminar começa nos 16 avos de final, ou seja, com 32 equipas em campo. Sim, leu bem — antes dos oitavos, há mais uma ronda.

A regra de quem passa é simples: avançam os dois primeiros de cada um dos doze grupos, mais os oito melhores terceiros classificados. Faça as contas: 24 + 8 dá os tais 32. A partir daí é a morte súbita de sempre — quem perde, arruma as botas e vai para o aeroporto.

As datas e o que vem aí

A fase a eliminar arranca a 28 de junho e os 16 avos prolongam-se até 4 de julho, com os vencedores a seguirem para os oitavos. Para Portugal, a matemática ainda está a fechar-se: o lugar e o adversário dependem do último jogo do grupo. Traduzindo: vale a pena não perder o próximo apito.

Imagem ilustrativa · Foto: Caio / Pexels

Iconic FIFA soccer ball and Vancouver stadium, showcasing urban sports architecture.
Desporto 25 de junho de 2026

Mundial, quarta-feira: México e Brasil mandam, Suíça tramita o Canadá

A última jornada de grupos a aquecer. Resultados, surpresas e quem já tem lugar marcado nos eliminatórios.

A quarta-feira fechou os grupos A, B e C com alguns donos de casa a sorrir e outros a roer as unhas. No grupo A, o México não brincou em serviço e bateu a Chéquia por 3-0, enquanto a África do Sul arrancou um 1-0 à Coreia do Sul. Resultados que arrumam a casa antes dos eliminatórios.

No grupo B, a Suíça deu uma lição ao anfitrião Canadá, vencendo por 3-1 e tirando-lhe o primeiro lugar. E no grupo C, o Brasil fez o que se esperava — 3-0 à Escócia, sem dó — enquanto Marrocos e Haiti protagonizaram o jogo dos golos, com os marroquinos a ganharem por 4-2.

O que fica

Brasil, México, Suíça e Marrocos saem da jornada com a moral em alta e bilhete carimbado para a fase a eliminar. Os anfitriões andam irregulares — o Canadá tropeçou, e isso mexe com o quadro. Agora é prender o cinto: a partir do fim de semana, qualquer deslize manda para casa.

Imagem ilustrativa · Foto: The Six / Pexels

José Mourinho
Desporto 24 de junho de 2026

Mourinho ruma ao Real Madrid e o Benfica entrega o leme a Marco Silva

O Special One troca a Luz pelo Santiago Bernabéu e o Benfica chama Marco Silva, de regresso ao futebol português após mais de uma década.

Se há novela que aquece o verão futebolístico, é esta. José Mourinho vai deixar o Benfica e regressar ao Real Madrid — com uma cláusula de saída acessível, na ordem dos três milhões de euros, a abrir-lhe a porta para Madrid.

No lugar do Special One entra Marco Silva. O antigo treinador do Fulham volta ao futebol português mais de uma década depois de o ter deixado, e herda um plantel já em remodelação.

O mercado já mexe

Pelo meio, há nomes a saltitar. O central Tomás Araújo, de 24 anos, está cobiçado — fala-se de interesse em Espanha e do Bayern de Munique — enquanto o Sporting prepara a saída de Maximiliano Araújo. Já se concretizaram negócios como a ida de Rodrigo Ribeiro para o Augsburgo e de Diogo Travassos para o Braga.

Para o adepto, a pergunta é só uma: consegue Marco Silva manter o Benfica na luta pelo título sem o magnetismo (e o drama) de Mourinho? O verão promete.

Imagem: Wikimedia Commons

Football enthusiasts gather in team jerseys, celebrating their passion for the game outdoors.
Desporto 24 de junho de 2026

Mundial 2026: Ronaldo faz história e a Croácia sofre para ganhar

Portugal goleou e Cristiano entrou para os livros como primeiro a marcar em seis Mundiais. À volta, Inglaterra empatou a zero e a Croácia venceu a custo.

Há dias em que o futebol nos lembra porque é que largamos tudo para ver um jogo. Portugal arrumou o Uzbequistão por 5-0 e Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, fez um bis que o coloca onde mais ninguém esteve: primeiro jogador de sempre a marcar em seis edições do Mundial.

A seleção de Roberto Martínez, depois do 1-1 suado com a RD Congo na estreia, decide o primeiro lugar do Grupo K frente à Colômbia, em Miami, a 28 de junho.

Pelo resto do mapa

O dia não foi só nosso. A Inglaterra empatou a zero com o Gana num jogo para esquecer, e a Croácia precisou de um golo de Budimir para bater o Panamá por 1-0. Luka Modric, eterno, chegou aos 200 internacionalizações, quarto de sempre. Entre recordes e empates aborrecidos, é o Mundial a aquecer — e o melhor ainda está para vir.

Imagem ilustrativa · Foto: Omar Ramadan / Pexels

A vibrant aerial view of a bustling football match at Pereira's modern stadium in Colombia.
Desporto 24 de junho de 2026

Portugal nos oitavos: o jogo com a Colômbia decide quem vem a seguir

Já apurada, a Seleção joga a 27 o primeiro lugar do Grupo K. Ganhar pode dar o Canadá; ficar em segundo aponta para um nome bem mais assustador — a Espanha.

A boa notícia já a conhecemos: Portugal está nos oitavos de final. A goleada por 5-0 ao Uzbequistão, com Ronaldo a marcar e a tornar-se o primeiro jogador a faturar em seis Mundiais, tratou do apuramento. Agora falta saber em que lugar a Seleção termina o Grupo K — e isso muda tudo o que vem a seguir.

A conta é simples. No dia 27, contra a Colômbia, uma vitória deve garantir o primeiro lugar. E o primeiro lugar abre um caminho mais simpático: o provável adversário seria o vencedor do Grupo B, neste momento o Canadá, anfitrião e ainda em rodagem ao mais alto nível. Em Vancouver, a 7 de julho, seria um teste exigente mas tentador.

O cenário a evitar

Se Portugal empatar ou perder e cair para segundo, a coisa fica feia mais cedo: o caminho mais provável leva ao vencedor do Grupo H, com a Espanha — campeã europeia em título — como grande favorita. Ninguém quer um clássico ibérico logo nos oitavos.

Por isso o jogo com a Colômbia, que à partida parecia uma formalidade, é tudo menos isso. Vale o primeiro lugar, vale o caminho, e talvez valha evitar a vizinha do lado mais cedo do que se gostaria. Atenção ao apito.

Imagem ilustrativa · Foto: Jose David Cortes / Pexels

Lionel Messi
Desporto 23 de junho de 2026

Messi entra na história: já é o maior marcador de sempre dos Mundiais

Bis frente à Áustria, recorde de Klose ultrapassado e Argentina nos oitavos. Aos 38 anos, o argentino continua a escrever capítulos.

Há jogadores que ganham recordes e há jogadores que parecem combinar com eles. Lionel Messi voltou a fazer das suas: marcou os dois golos na vitória da Argentina por 2-0 sobre a Áustria, em Dallas, e tornou-se o maior marcador da história dos Mundiais.

A conta agora é redonda — e impressionante. Com o bis desta segunda-feira, Messi chegou aos 18 golos em fases finais, deixando para trás os 16 do alemão Miroslav Klose, que segurava o recorde desde 2014. Já tinha igualado a marca com um hat-trick na estreia frente à Argélia; bastou-lhe uma noite para a tornar sua.

Como aconteceu

Nem tudo lhe correu de feição. Messi falhou uma grande penalidade na primeira parte, daquelas que costumam pesar na cabeça. Respondeu da melhor maneira: um remate caprichado ainda antes do intervalo desbloqueou o jogo, e já nos descontos da segunda parte fechou as contas. A Argentina, campeã em título, segue tranquila para os oitavos.

Pelo meio, mais um detalhe para os livros: tornou-se o terceiro jogador a marcar em seis Mundiais… não, em seis jogos seguidos de fases finais — juntando-se a nomes do passado distante como Just Fontaine (1958) e Jairzinho (1970). Aos 38 anos, e provavelmente no seu último Mundial, o argentino parece decidido a não deixar saudades por falta de golos.

Imagem: Wikimedia Commons

Aerial image showcasing the sports complex and mountain range of Ibagué, Colombia under a clear sky.
Desporto 23 de junho de 2026

Portugal já está na próxima fase — e a Colômbia decide o resto

Com a goleada ao Uzbequistão, a Seleção garantiu a passagem. O último jogo do Grupo K vale o primeiro lugar e um caminho mais simpático.

Boas notícias para quem gosta de fazer contas (e para quem detesta): já não é preciso. Com os quatro pontos somados, Portugal carimbou a presença na fase a eliminar do Mundial. Missão principal cumprida.

O que falta resolver é a cereja no topo: o primeiro lugar do Grupo K. E aí entra o último jogo, frente à Colômbia, uma das equipas mais fortes que a Seleção podia apanhar nesta fase. Quem ficar em primeiro evita, à partida, alguns dos cabeças-de-série mais temíveis no cruzamento seguinte — por isso, apesar do apuramento garantido, este não é jogo para gerir a pensar nas férias.

Porque é que isto importa

Num Mundial alargado, terminar bem o grupo pode poupar quilómetros e adversários incómodos lá mais para a frente. Acabar em primeiro costuma significar um oitavos (ou, neste formato, uma ronda dos 32) menos exigente. É a diferença entre escolher o caminho e deixar que o caminho nos escolha.

Para já, fica o essencial: Portugal está em frente, Ronaldo está em forma e o sofá pode descansar até ao próximo apito. A Colômbia que venha — desta vez, sem a pressão de ter de ganhar a todo o custo.

Imagem ilustrativa · Foto: Alejandro Botero / Pexels

Cristiano Ronaldo
Desporto 23 de junho de 2026

Portugal 5-0 Uzbequistão: Ronaldo faz história e a Seleção solta-se

Bis de Ronaldo, um livre de sonho de Nuno Mendes e o carimbo de Leão. Portugal goleia em Houston e encaminha a passagem em frente.

Se a estreia frente à RD Congo tinha sido para roer as unhas, esta foi para pôr os pés em cima da mesa. Em Houston, Portugal fez o jogo que toda a gente esperava na abertura e desfez o Uzbequistão por 5-0.

O guião escreveu-se cedo. Logo aos seis minutos, Cristiano Ronaldo apareceu na cara do golo a fechar um cruzamento milimétrico de Cancelo. E não ficou por aí: marcou o segundo dele no jogo e, de caminho, entrou de vez nos livros de história — é o primeiro jogador a marcar em seis Mundiais diferentes e passou a ser o melhor marcador de sempre de Portugal em fases finais. Aos 41 anos. Há quem se reforme; ele coleciona recordes.

Não foi só o capitão

Entre os dois golos de Ronaldo, Nuno Mendes desenhou um livre daqueles que se guardam para mostrar aos netos. A juntar, um autogolo infeliz do guarda-redes uzbeque Nematov e, já no segundo tempo, um remate forte de Rafael Leão a sair do banco para fechar a contas. Cinco bolas, zero sustos, posse de bola a mandar do princípio ao fim.

E agora?

Com esta vitória, Portugal soma quatro pontos no Grupo K e garante presença na próxima fase. O último jogo, frente à Colômbia, decide quem termina em primeiro — e isso pesa no cruzamento seguinte. Mas, por uma noite, dá para respirar fundo e saborear. A Seleção precisava de uma goleada destas para soltar os ombros. Apareceu na hora certa.

Imagem: Wikimedia Commons

Exciting rugby game unfolding under stunning sunset in large stadium.
Desporto 23 de junho de 2026

Portugal joga hoje: às 18h, com o Uzbequistão e contas a fazer

Segundo jogo do grupo K, em Houston. Depois do empate com a RD Congo, uma vitória encaminha a Seleção para os oitavos.

Marque na agenda: hoje às 18h (hora de Portugal continental), a Seleção volta a jogo. Adversário, o Uzbequistão. Palco, o NRG Stadium, em Houston, com aquele calor do Texas que não vai facilitar a vida a ninguém.

Depois do empate a uma bola com a RD Congo na estreia, Portugal precisa de somar. As contas são simples de perceber: uma vitória encaminha praticamente a equipa para os oitavos e tira pressão do último jogo, frente à Colômbia.

O que esperar

É o primeiro encontro de sempre entre as duas seleções — e é também a estreia absoluta do Uzbequistão numa fase final de um Mundial. Não há, por isso, histórico para consultar nem fantasmas para exorcizar. O favoritismo é claramente português, mas estreantes costumam entrar sem nada a perder, e isso pede respeito.

Para quem vai acompanhar do sofá: 18h, é só preparar o lanche. E se Portugal entrar concentrado, o serão promete ser mais calmo do que o da estreia.

Imagem ilustrativa · Foto: Magda Ehlers / Pexels

Wide view of a sports complex in Delhi, India, showcasing tennis courts and floodlights under a clear sky.
Desporto 22 de junho de 2026

Cabo Verde arranca 2-2 ao Uruguai e mantém o sonho vivo

Os Tubarões Azuis voltaram a surpreender no Mundial: empate frente ao Uruguai, primeiro golo de sempre num Campeonato do Mundo e o apuramento ainda nas suas mãos.

Há histórias bonitas e depois há a de Cabo Verde neste Mundial. Os Tubarões Azuis, na sua estreia absoluta numa fase final, empataram 2-2 com o Uruguai em Miami Gardens — e quem viu sabe que podia ter sido ainda melhor.

O jogo teve de tudo. Kevin Pina abriu o marcador aos 21 minutos, de livre direto, no que foi o primeiro golo de sempre de Cabo Verde num Campeonato do Mundo. O Uruguai deu a volta ainda antes do intervalo, com Maxi Araújo e Canobbio já em tempo de compensação, mas Hélio Varela voltou a igualar aos 61. No fim, só um Uruguai aos papéis e algumas defesas evitaram a reviravolta caboverdiana.

O que isto vale

Cabo Verde é terceiro do Grupo H com dois pontos, os mesmos do Uruguai e a apenas dois da líder Espanha. Tradução para o último jogo: uma vitória sobre a Arábia Saudita e a seleção fica no mata-mata. Sim, leu bem — Cabo Verde, com pouco mais de meio milhão de habitantes, a um passo dos oitavos.

Para o mundo lusófono, este é daqueles momentos que se guardam. Quando uma equipa pequena joga sem medo dos grandes nomes, o futebol fica mais bonito — e há festa em Portugal como em qualquer cidade onde se fale português.

Imagem ilustrativa · Foto: Arto Suraj / Pexels

Aerial view of the Arena das Dunas stadium in Natal, Brazil, showcasing its modern architecture and empty seating areas.
Desporto 22 de junho de 2026

Mundial: segunda-feira pesada com Argentina e França em campo

Dia 22 traz quatro jogos. A Argentina mede forças com a Áustria no Texas e a França defronta o Iraque em Filadélfia — ambas a poderem carimbar os oitavos.

Se a sua segunda-feira precisava de uma desculpa para acabar no sofá, o Mundial trata disso: são quatro jogos, e dois deles com gente grande.

O prato forte chega ao fim da tarde (hora de Portugal): a Argentina, que arrancou a golear a Argélia por 3-0, encontra a Áustria no AT&T Stadium, em Arlington. Logo a seguir, a França — que bateu o Senegal por 3-1 na estreia — defronta o Iraque em Filadélfia. Os bicampeões e vice-campeões recentes querem fechar já a passagem aos oitavos sem sustos.

Os outros dois

A noite ainda guarda Noruega–Senegal, no MetLife Stadium, e Jordânia–Argélia, em Santa Clara. A Noruega vem lançada depois do 4-1 ao Iraque, e o Senegal precisa de reagir à derrota com a França. Há contas de apuramento a mexer em todos eles.

E Portugal?

Hoje, descanso para a seleção — não há jogo de Portugal no calendário desta segunda. Boa altura para recarregar baterias (as dos jogadores e as nossas) antes do próximo compromisso. Por agora, é sentar, ver os grandes a jogar e fingir que percebemos todos de tática.

Imagem ilustrativa · Foto: Andre Dantas / Pexels

A stunning aerial shot showcasing the iconic Cape Town Stadium surrounded by the urban landscape and greenery.
Desporto 21 de junho de 2026

Cabo Verde no Mundial: o sonho dos Tubarões Azuis

Empataram com a Espanha na estreia e hoje medem forças com o Uruguai. A história de Cabo Verde no Mundial é de arrepiar — e fala português.

Há histórias que parecem inventadas. Cabo Verde — pouco mais de meio milhão de pessoas, espalhadas por umas ilhas no Atlântico — está no seu primeiro Mundial. E não foi lá para fazer figura: na estreia, empatou a zero com a Espanha, uma das favoritas ao título. Primeiro ponto de sempre, num dos sustos do torneio.

A qualificação já tinha sido épica, em outubro de 2025, com um 3-0 ao Eswatini. Cabo Verde tornou-se um dos países mais pequenos de sempre a chegar a um Mundial — em área, o mais pequeno; em população, o segundo menos povoado.

Gente com histórias

O melhor são as pessoas. O defesa Roberto “Pico” Lopes trabalhava num banco em Dublin quando recebeu uma mensagem no LinkedIn a convidá-lo para a seleção — achou que era spam. Hoje está num Mundial. O guarda-redes Vozinha fez questão de levar a mãe às bancadas. Não é só futebol; é orgulho de um país inteiro.

Hoje, domingo, Cabo Verde defronta o Uruguai. Para os falantes de português deste lado do Atlântico, há aqui uma equipa fácil de adotar como segunda paixão — depois de Portugal, claro. Força, Tubarões Azuis.

Imagem ilustrativa · Foto: Marlin Clark / Pexels

Lamine Yamal
Desporto 21 de junho de 2026

Espanha não brinca em serviço: 4-0 e Yamal a mandar

A Espanha despachou a Arábia Saudita com um 4-0 sem apelo. Lamine Yamal voltou a ser o nome em todas as bocas.

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre quem manda neste lado do quadro, a Espanha tratou de as apagar. Foi um 4-0 à Arábia Saudita que não admitiu discussão — daqueles jogos em que a meio já dá vontade de mudar de canal por pena do adversário.

No meio de tudo esteve Lamine Yamal, outra vez. O miúdo joga com a calma de quem já viu este filme mil vezes e o estádio inteiro a olhar para os pés dele. A Espanha tocou, girou, esperou os espaços e, quando eles apareceram, não perdoou.

Porque é que isto nos interessa

Porque a Espanha é candidata a sério e estes são os tipos que Portugal pode encontrar mais à frente. Ver a “Roja” a engrenar tão cedo na prova é um aviso para toda a gente — e um espetáculo para quem só quer bom futebol.

Para já, ficamos com a sensação habitual: quando esta geração espanhola está com a cabeça no sítio, é um problema para o planeta inteiro. Próximo capítulo a caminho.

Imagem: Wikimedia Commons