O Benfica joga quinta-feira na Luz e precisa de virar o 2-1 do St. Gallen para não cair já da Liga Europa
A segunda mão da segunda pré-eliminatória joga-se a 30 de julho às 20:00 no Estádio da Luz. Depois da derrota por 2-1 na Suíça, os encarnados precisam de vencer por dois golos ou ganhar por um e levar o jogo a prolongamento.
Quinta-feira, 30 de julho, 20:00, Estádio da Luz. O Benfica entra em campo com uma conta simples e desconfortável: tem de recuperar um golo de desvantagem contra uma equipa suíça que já provou que sabe magoar.
Na primeira mão, a 23 de julho, o St. Gallen ganhou 2-1 em casa. Balde marcou aos 37 minutos, Rafa respondeu aos 44 e Gaal fez o segundo dos suíços aos 80 — o pior momento possível para sofrer, com a equipa portuguesa já a gerir o jogo para trás. Não foi um acidente isolado: foi um Benfica que chegou como favorito e saiu com a eliminatória virada ao contrário.
O que precisa o Benfica para passar?
Vencer por dois golos de diferença resolve tudo. Vencer por um empata a eliminatória e leva o jogo a prolongamento, já que a UEFA acabou com a regra do golo fora. Qualquer empate ou derrota manda o Benfica para fora antes de agosto começar, num verão em que a equipa de Marco Silva ainda está a montar-se — o primeiro reforço oficial chegou em finais de junho e o plantel andou a testar-se em particulares, incluindo um 2-0 ao Villarreal no Algarve.
Porque é que esta eliminatória vale tanto?
Porque é a porta de entrada para a terceira pré-eliminatória e, no fim dessa escada, para a fase de liga da competição. Cair aqui não é só um susto de julho: é receita, ranking e coeficiente que desaparecem antes de a Primeira Liga sequer começar, e o campeonato arranca no fim de semana de 9 de agosto, com o Benfica a receber o Académico de Viseu.
Quem quiser confirmar horário e arbitragem tem a ficha oficial no site da UEFA, que é onde estas coisas ficam certas.
A Luz cheia numa noite de julho com uma eliminatória por virar costuma dar bom espetáculo. É pena que o guião não fosse este.
Vale a pena recordar como correu a primeira mão na Suíça antes de assumir que isto se resolve por inércia.
Por Vasco Almada
Imagem: Massimo Catarinella / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)