Cabo Verde no Mundial: o sonho dos Tubarões Azuis
Empataram com a Espanha na estreia e hoje medem forças com o Uruguai. A história de Cabo Verde no Mundial é de arrepiar — e fala português.
Há histórias que parecem inventadas. Cabo Verde — pouco mais de meio milhão de pessoas, espalhadas por umas ilhas no Atlântico — está no seu primeiro Mundial. E não foi lá para fazer figura: na estreia, empatou a zero com a Espanha, uma das favoritas ao título. Primeiro ponto de sempre, num dos sustos do torneio.
A qualificação já tinha sido épica, em outubro de 2025, com um 3-0 ao Eswatini. Cabo Verde tornou-se um dos países mais pequenos de sempre a chegar a um Mundial — em área, o mais pequeno; em população, o segundo menos povoado.
Gente com histórias
O melhor são as pessoas. O defesa Roberto “Pico” Lopes trabalhava num banco em Dublin quando recebeu uma mensagem no LinkedIn a convidá-lo para a seleção — achou que era spam. Hoje está num Mundial. O guarda-redes Vozinha fez questão de levar a mãe às bancadas. Não é só futebol; é orgulho de um país inteiro.
Hoje, domingo, Cabo Verde defronta o Uruguai. Para os falantes de português deste lado do Atlântico, há aqui uma equipa fácil de adotar como segunda paixão — depois de Portugal, claro. Força, Tubarões Azuis.
Imagem ilustrativa · Foto: Marlin Clark / Pexels