Portugal fecha o grupo com a Colômbia já com os oitavos no bolso
Com o apuramento garantido após o 5-0 ao Uzbequistão, Portugal joga o último jogo do grupo frente à Colômbia. Em cima da mesa, o primeiro lugar e a gestão do plantel.
A parte mais difícil já está feita. Depois de tropeçar na estreia frente à RD Congo e de responder com uma goleada de 5-0 ao Uzbequistão, Portugal chega à última jornada do grupo com o apuramento para os oitavos garantido. O jogo com a Colômbia, em Miami, é daqueles que se joga já com a cabeça meio na fase seguinte.
Isso não quer dizer que não esteja nada em causa. Há um primeiro lugar do grupo a discutir, e terminar em cima pode significar um caminho mais suave — ou pelo menos diferente — na fase a eliminar. Para Roberto Martínez, é também a oportunidade de gerir minutos, dar descanso a quem acumulou desgaste e espreitar soluções para o que aí vem, sem nunca facilitar ao ponto de entregar o jogo.
Do outro lado está uma Colômbia sempre incómoda, rápida nos últimos metros e com gente habituada aos grandes palcos. Não é adversário para se encarar com displicência, mesmo que a tabela já sorria a Portugal. Um deslize pode trocar as contas do grupo num instante, e ninguém quer entrar nos oitavos a reboque de uma má exibição.
Para Cristiano Ronaldo e companhia, a gestão é também física e mental. O Mundial é longo, joga-se em estádios quentes e o verdadeiro torneio só começa agora, no mata-mata onde um mau dia manda qualquer um para casa. O importante é chegar inteiro e em confiança — e, se possível, com o grupo fechado em primeiro.
Resumindo: missão principal cumprida, mas ainda há detalhes a afinar. Portugal joga este fim de semana mais contra si próprio do que contra a Colômbia. E é precisamente nessas alturas, quando o resultado imediato pesa menos, que se percebe se uma equipa está mesmo pronta para ir longe.
Imagem ilustrativa · Foto: Almuntadhar Faris / Pexels