Portugal bateu o recorde nos Jogos do Mediterrâneo (e metade das 32 medalhas são de ouro)
Taranto 2026 fechou com 32 medalhas — 16 de ouro, sete de prata e nove de bronze — e o oitavo lugar do medalheiro. São mais sete do que em Oran 2022, mas o que muda não é o total.
Portugal fechou os Jogos do Mediterrâneo de Taranto com 32 medalhas — 16 de ouro, sete de prata e nove de bronze — e o oitavo lugar do medalheiro. É a melhor prestação de sempre do país na prova, em três participações.
O número que circulou foi o 32. É o menos interessante dos três.
O que mudou foi a cor
Tarragona 2018 deu 24 medalhas. Oran 2022 deu 25. Sete a mais em quatro anos é um progresso discreto, e se a história parasse aí seria uma linha quase plana.
Só que metade destas 32 são de ouro. Dezasseis finais ganhas, num campeonato onde estão Itália, França, Espanha, Turquia e Grécia. Uma delegação que chega a muitos pódios está bem preparada; uma delegação que ganha metade deles decide bem os dias em que não pode falhar. São coisas diferentes, e a segunda é mais difícil.
Quem é que lá esteve
A missão portuguesa levou 172 atletas a Itália, em representação de 30 modalidades. Noventa e nove eram mulheres e 73 eram homens — a delegação do Comité Olímpico de Portugal foi maioritariamente feminina, e num recorde construído sobretudo à custa de finais ganhas isso não é um detalhe decorativo.
Ao todo, Taranto juntou 3.854 atletas de 26 países da bacia do Mediterrâneo, entre 21 de agosto e 3 de setembro. Foi a primeira vez que a cidade da Apúlia recebeu a competição.
Pelo caminho ficaram histórias que já contámos, como o ouro de Ana Brito no K1 500, quando a contagem ainda ia em cinco. Nessa altura escrevemos que as modalidades por disputar decidiriam o total. Decidiram: triplicou.
A próxima edição é em 2030 e o que interessa saber, daqui a quatro anos, não é se Portugal passa das 32. É se volta a ganhar metade do que disputa.
Por Vasco Almada
Gráfico: Tugadaily, com dados do IPDJ