A EA vai fechar a BioWare, o estúdio de Mass Effect e Dragon Age
Numa carta aos trabalhadores publicada a 21 de outubro, a Electronic Arts anunciou que deixa cair o novo Mass Effect, que estava em fase inicial, e fecha a BioWare e o escritório de Edmonton. O corte total na empresa ronda os 400 postos, cerca de 3% do pessoal; a pausa no projeto Lotus, de The Sims, e uma equipa mais pequena em skate. fazem parte do mesmo pacote.
A Electronic Arts vai fechar a BioWare. O anúncio veio numa carta aos trabalhadores assinada pelo diretor de operações, David Tinson, e pelo responsável pelos estúdios, Cam Weber, que a EA tornou pública a 21 de outubro. Lá se lê que uma pequena equipa da BioWare estava a trabalhar num novo Mass Effect em fase inicial e que a empresa decidiu não avançar com esse desenvolvimento, o que implica fechar o estúdio e o espaço de Edmonton.
A própria carta chama-lhe um estúdio lendário que ajudou a definir os jogos de role-playing. É difícil discordar. Fundada em 1995 em Edmonton, no Canadá, por um grupo de médicos que trocou os consultórios pelos jogos, a BioWare assinou Baldur’s Gate, Neverwinter Nights, Star Wars: Knights of the Old Republic, Mass Effect e Dragon Age. Foi comprada pela EA em 2007. O último jogo que lançou foi Dragon Age: The Veilguard, em 2024.
Um corte maior do que a BioWare
O fecho faz parte de uma reorganização mais larga. Segundo a imprensa especializada, que cita fontes da empresa, a EA vai cortar cerca de 400 postos de trabalho, perto de 3% do pessoal, dos quais à volta de 50 na BioWare. A carta não dá números, mas dá o resto do mapa.
The Sims fica com uma das suas apostas em pausa: o projeto Lotus para, para concentrar a equipa no projeto Evergreen. O skate. continua, mas com uma equipa mais pequena. Do lado dos jogos de tiros, a Respawn e a DICE vão trabalhar juntas num projeto novo, Battlefield continua e Apex Legends recebe mais investimento.
O dinheiro vai para onde a EA acha que está o retorno. O FC e o resto da EA Sports, o Iron Man da Marvel e o próximo Star Wars Jedi seguem em frente, e há dois projetos desportivos a caminho, incluindo o regresso de Fight Night.
Porque é que isto pesa
A EA deixou a bolsa este ano, comprada por um consórcio que inclui o fundo soberano da Arábia Saudita, a Silver Lake e a Affinity Partners. Esta é a primeira grande poda desde então, e caiu em cima do estúdio com mais história de toda a casa.
Para quem esperava o regresso do comandante Shepard, a notícia é seca: o Mass Effect que a BioWare começou a provocar em 2020 não vai existir, pelo menos não feito por ela. É mais um sinal de uma indústria que está a mudar a forma como produz e vende jogos, a mesma que já tínhamos visto quando a PlayStation anunciou caixas sem disco lá dentro a partir de 2028.
Por Oliver Grant
Imagem: richcz3 / Flickr (CC BY 2.0)