São dez espetáculos em dez dias em Amarante e não se paga bilhete em nenhum
A BapAmarante volta de 21 a 30 de agosto com dança, teatro, cinema, literatura e concertos espalhados por mercados, quintas, claustros e adros de igreja. O mote é reinventar o comum e o acesso é gratuito.
Amarante passa os próximos dez dias a receber artes performativas em sítios que não costumam servir para isso. A segunda edição da BapAmarante — Bienal de Artes Performativas de Amarante — arranca na sexta-feira, 21 de agosto, e fecha a 30. A programação completa tem dez propostas, o acesso é gratuito em todas, e o mote desta edição é reinventar o comum.
A abertura é logo às 22h00 de sexta, no Mercado Municipal, com “segunda-feira: atenção à direita!”, de Cláudia Dias, dentro do ciclo Sete Anos. No dia seguinte o mesmo mercado muda de função: das oito da manhã às duas da tarde, Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho instalam ali “Saber a Terra – Ensaiar a Relação”, uma oficina-performance que repete a 29.
O que há para ver, e onde
O sábado concentra-se na Quinta do Paço, em Travanca, com três momentos seguidos: às 18h30, Mónica Baldaque leva “As Casas da Vida de Agustina”, do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís; às 20h15, o concerto QUIETUDE, de Vítor Joaquim com João Silva; às 21h30, o filme “A Casa da Sibila”, de Luís Vieira Campos. No domingo, 23, a dança sai para o Parque Florestal com “Troca o Passo”, de Ana Rita Teodoro e João dos Santos Martins, às 17h30.
Depois a bienal faz uma pausa de quatro dias e regressa no fim de semana seguinte. “Neither Here Nor There”, de Jo Fong e Sonia Hughes, ocupa a Casa da Juventude a 28, 29 e 30. A 28, às 22h00, “simulacro”, de Carminda Soares e Margarida Montenÿ, entra nos claustros do Museu de Arte Moderna Amadeo de Souza-Cardoso. E o encerramento é comunitário: “a festa”, de Filipa Francisco, junta o Grupo de Cantares e Danças de Santa Cruz de Riba Tâmega e alunos do Conservatório de Amarante, a 29 no recinto das festas do Divino Salvador de Real e a 30 no Largo de São Gonçalo. No mesmo domingo de manhã, às 11h00, “Antiprincesas – Catarina Eufémia”, de Cláudia Gaiolas, é para levar os miúdos, no adro da igreja paroquial de Real.
Quem organiza
A bienal é da Sekoia – Artes Performativas, em parceria com a Câmara Municipal de Amarante, e a escolha dos espaços é deliberada: mercados, igrejas, parques, museus, o largo onde já há festa a acontecer. É teatro e dança contemporâneos entregues a quem passa, sem bilheteira a filtrar quem entra.
Se o plano for aproveitar o fim de semana no Norte, Amarante fica a menos de uma hora do Porto e no segundo fim de semana da bienal já estará a decorrer a romaria dos Remédios, em Lamego, a cerca de uma hora de estrada.
Por Leonor Sampaio
Imagem: Sara Raquel / BapAmarante (imagem de imprensa)