Nesta zona de Bragança o Sol desaparece por completo a 12 de agosto, às 19h31
O eclipse é total apenas no Parque Natural de Montesinho. No resto do continente a ocultação vai dos 92% aos 99%, nos Açores e na Madeira ronda os 74% a 78%, e há cerca de 390 ações marcadas pelo país.
Há uma faixa estreita no nordeste transmontano onde, a 12 de agosto, o Sol vai desaparecer inteiro. Fora dela, Portugal inteiro fica com um Sol quase todo tapado — e a diferença entre 99% e 100% é maior do que o número sugere.
A totalidade acontece no Parque Natural de Montesinho, no concelho de Bragança, junto às aldeias de Rio de Onor e Guadramil. É o único ponto do país onde a ocultação chega aos 100%, e dura poucas dezenas de segundos: as estimativas apontam para cerca de 26 segundos.
As horas, por região
Os números oficiais são estes. Em Bragança o eclipse começa às 18h33, tem o máximo às 19h31 e termina às 20h24. Em Lisboa e no Porto os tempos são semelhantes, com o máximo a cair entre as 19h31 e as 19h34, conforme a localidade.
A ocultação varia: entre 92% e 99% em todo o território continental, o chamado eclipse parcial profundo, e entre 74% e 77% nos Açores e na Madeira. Nos Açores o fenómeno acontece mais cedo em hora local, com máximo às 18h37.
Escolha uma zona desobstruída para oeste. Ao fim da tarde de agosto, o Sol está baixo, e um prédio ou uma linha de árvores mal colocada estraga tudo.
Onde ir, se quiser companhia
As principais iniciativas do nordeste foram transferidas para o Aeródromo Municipal de Bragança, com entrada gratuita, transporte reforçado e estacionamento para milhares de viaturas. É a resposta óbvia ao problema de meter dezenas de milhares de pessoas em aldeias de estrada única.
O Centro Ciência Viva de Bragança organiza o Festival Geração Ciência entre 10 e 12 de agosto, e a plataforma nacional lista cerca de 390 ações espalhadas por todos os distritos, entre observações públicas, palestras, oficinas e caminhadas, a maior parte gratuitas. Se não quiser viajar, é quase certo que há alguma coisa a acontecer perto de casa.
Segurança, e não é conversa
Nada de olhar a olho nu, nada de telescópio sem filtro solar próprio, e óculos de sol normais não servem para isto. Só óculos de eclipse certificados. Os gratuitos distribuídos em óticas voltaram a esgotar, mas os modelos de cartão à venda por poucos euros fazem exatamente o mesmo trabalho, desde que tenham certificação.
Quem for até Trás-os-Montes tem prémio duplo: o pico das Perseidas cai na mesma noite, e o céu de Montesinho é dos mais escuros do país.
O mapa completo de ações e a tabela de horas por distrito estão na plataforma oficial do Eclipse do Sol 2026.
Por Leonor Sampaio
Imagem: Wikimedia Commons (CC BY 2.0)