A Viagem Medieval acaba domingo em Santa Maria da Feira (e este ano a história é a de D. Teresa contra o próprio filho)
Trinta anos de evento, 12 áreas temáticas e 202 bancas. Os cortejos saem todos os dias às 16h30 e às 18h, e o castelo só fecha às 00h30.
Faltam seis dias. A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria começou a 29 de julho e fecha no domingo, 9 de agosto, e quem ainda não foi tem exatamente esta semana para resolver o assunto.
A edição deste ano assinala 30 anos e escolheu voltar ao princípio de tudo: o Condado Portucalense, com a disputa entre D. Teresa e o filho, Afonso Henriques, ainda novo e já impaciente. É a véspera de São Mamede posta em cena numa vila inteira, o que dá ao programa uma tensão narrativa que as recriações históricas nem sempre têm.
O que está montado
São 12 áreas temáticas espalhadas pelas ruas, praças, jardins, margens do rio Cáster e pelo próprio castelo, com 202 bancas de venda e 19 espaços de restauração. Não é uma feira com um castelo ao fundo; é o castelo e a vila a funcionarem como recinto.
Os cortejos são o eixo do dia. “Afonso Henriques, o poder da vontade” sai às 16h30 e “Teresa, por vontade rainha” às 18h, todos os dias. À noite a coisa muda de tom: o cortejo “Rumo a S. Mamede” arranca às 22h e às 23h há “O Discurso do Rei – Na Véspera da História”, no castelo.
Horários e como planear a ida
De segunda a sexta abre às 13h e fecha às 00h30. Ao sábado e ao domingo abre uma hora mais cedo, às 12h. Vale a pena contar com isso: a diferença entre chegar às 17h e chegar às 21h30 é a diferença entre ver dois cortejos diurnos e apanhar o programa noturno inteiro, e há quem faça o dia todo.
Quem gosta deste registo tem companhia no calendário. A Festa da História em Bragança joga no mesmo terreno, com outra escala e outro século. O programa completo e as condições de bilheteira estão no site da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
Trinta anos depois, o que segura isto de pé continua a ser a mesma coisa: uma vila que decide, durante doze dias, que vai fingir que estamos noutro século — e faz isso a sério.
Por Leonor Sampaio
Imagem: JFVP / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)