Juros a subir: a poupança voltou a render (e o que fazer com isso)
Com o BCE a apertar e a Euribor em máximos, depósitos a prazo e certificados pagam outra vez juros que valem a pena. Um guia simples.
Durante anos, ter dinheiro parado no banco era um exercício de frustração: os depósitos rendiam praticamente zero e a inflação ia comendo o pouco que sobrava. Com o BCE de novo a subir juros e a Euribor em máximos de 18 meses, esse cenário mudou — e vale a pena aproveitar.
A boa notícia é que os depósitos a prazo voltaram a pagar juros que se notam, e os produtos de aforro do Estado também ganharam atratividade. Para quem tem uma almofada de segurança a dormir na conta à ordem, é o momento de a pôr a trabalhar.
Por onde começar
Primeiro, separe o dinheiro que pode mesmo bloquear por uns meses do que precisa de ter sempre à mão. Para o que pode bloquear, compare ofertas de depósitos a prazo entre bancos — as taxas variam mais do que se imagina — e veja as condições dos certificados de aforro e do Tesouro.
Segundo, leia as letras pequenas: prazo, penalização por levantamento antecipado e se a taxa é fixa ou indexada. E não se esqueça do imposto sobre os juros ao comparar rendimentos.
Não é ficar rico, é deixar de perder. Numa altura em que o crédito fica mais caro, fazer a poupança render é a outra metade da mesma equação.
Veja também: o BCE prepara nova subida de juros. As taxas de referência oficiais estão no Banco de Portugal.
Imagem ilustrativa · Wikimedia Commons