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A wallet with euro banknotes and documents on an office desk, symbolizing finance and budgeting.
Oportunidades 27 de junho de 2026

Salário mínimo sobe para 920 euros em 2026 — e a meta é 1.020 até 2028

Mais 50 euros face a 2025. Com 14 meses, dá 12.880 euros por ano. E o Governo já traçou o caminho até aos 1.020 euros.

Boa notícia para quem recebe o ordenado mínimo: desde 1 de janeiro de 2026, o salário mínimo nacional subiu para 920 euros por mês. São mais 50 euros do que os 870 euros de 2025 — não muda a vida, mas dá jeito ao fim do mês.

Quanto é, ao certo

Em Portugal o salário é pago 14 vezes por ano (os tais 12 meses mais os subsídios de férias e de Natal). Ou seja, 920 euros vezes 14 dão 12.880 euros por ano. Numa semana de 40 horas, ronda os 5,75 euros à hora.

E daqui para a frente?

O Governo já deixou o mapa traçado: a meta é chegar aos 1.020 euros mensais até 2028. Subidas graduais, ano a ano, em vez de um salto de uma vez.

O contexto que interessa

Não é só o mínimo a mexer. O setor da tecnologia tem puxado salários para cima em Lisboa e no Porto, e a chegada de empresas internacionais aumentou a procura por profissionais qualificados. Para quem está a entrar no mercado ou a pensar mudar de área, vale a pena olhar para onde a procura está mais quente.

A conclusão prática: o piso subiu, mas o custo de vida também não tira férias. Se está a negociar salário, use os números — e lembre-se de contar sempre com os 14 meses, que mudam a conta toda.

Veja também: Golden visa em 2026: o caminho dos fundos

Imagem ilustrativa · Foto: Jakub Zerdzicki / Pexels

Moedas e notas de euro
Oportunidades 29 de junho de 2026

Juros a subir: a poupança voltou a render (e o que fazer com isso)

Com o BCE a apertar e a Euribor em máximos, depósitos a prazo e certificados pagam outra vez juros que valem a pena. Um guia simples.

Durante anos, ter dinheiro parado no banco era um exercício de frustração: os depósitos rendiam praticamente zero e a inflação ia comendo o pouco que sobrava. Com o BCE de novo a subir juros e a Euribor em máximos de 18 meses, esse cenário mudou — e vale a pena aproveitar.

A boa notícia é que os depósitos a prazo voltaram a pagar juros que se notam, e os produtos de aforro do Estado também ganharam atratividade. Para quem tem uma almofada de segurança a dormir na conta à ordem, é o momento de a pôr a trabalhar.

Por onde começar

Primeiro, separe o dinheiro que pode mesmo bloquear por uns meses do que precisa de ter sempre à mão. Para o que pode bloquear, compare ofertas de depósitos a prazo entre bancos — as taxas variam mais do que se imagina — e veja as condições dos certificados de aforro e do Tesouro.

Segundo, leia as letras pequenas: prazo, penalização por levantamento antecipado e se a taxa é fixa ou indexada. E não se esqueça do imposto sobre os juros ao comparar rendimentos.

Não é ficar rico, é deixar de perder. Numa altura em que o crédito fica mais caro, fazer a poupança render é a outra metade da mesma equação.

Veja também: o BCE prepara nova subida de juros. As taxas de referência oficiais estão no Banco de Portugal.

Imagem ilustrativa · Wikimedia Commons

Moedas de euro empilhadas junto a um gráfico financeiro
Oportunidades 29 de junho de 2026

Golden visa: renovação passa a ser online e os fundos continuam a ser a porta de entrada

A AIMA abriu um portal para renovar a autorização de residência por investimento sem filas. E os fundos qualificados mantêm-se como a via preferida.

Boas notícias para quem investiu em Portugal à procura de residência: renovar o golden visa deixou de obrigar a marcações presenciais e filas intermináveis. A AIMA passou a aceitar os pedidos de renovação através de um portal dedicado, online de uma ponta à outra. Para uma autorização que se renova de poucos em poucos anos, é menos uma dor de cabeça.

A via dos fundos continua a mandar

Desde que o imobiliário deixou de contar para o programa, a porta de entrada mais usada passou a ser a dos fundos de investimento qualificados. Em vez de comprar um apartamento, o investidor aplica o capital num fundo elegível e cumpre os requisitos de permanência. É a opção que hoje domina os novos pedidos.

Vale, porém, separar bem as coisas. O golden visa dá residência; ao fim de cinco anos pode abrir caminho à residência permanente. A cidadania é outra etapa, com os seus próprios prazos — recentemente alterados.

Antes de avançar

Os prazos de processamento continuam longos, com a espera entre submissão e biometria a rondar, em muitos casos, perto de um ano. Quem pondera entrar deve contar com paciência e aconselhar-se sobre custos e riscos de cada fundo antes de assinar fosse o que fosse. A informação oficial sobre o programa está na AIMA.

Veja também: a nova lei da nacionalidade e os novos prazos e os empregos de verão no turismo.

Imagem ilustrativa · Foto: Pixabay / Pexels

Profissional de hotelaria a servir numa mesa
Oportunidades 29 de junho de 2026

Empregos de verão no turismo: feiras de emprego chegam a cinco cidades

Com a época alta a aquecer, o turismo procura mãos. Há feiras de emprego em Vilamoura, Évora, Lisboa, Porto e Coimbra — e o IEFP ajuda a abrir portas.

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Se anda à procura de trabalho para os próximos meses, o verão é amigo. Com hotéis cheios e restaurantes a abarrotar, o turismo é o setor que mais contrata nesta altura do ano, e em 2026 há uma porta de entrada organizada: as feiras de emprego do turismo.

Onde e como

As feiras, organizadas em parceria entre o Turismo de Portugal, o IEFP e bolsas de emprego, passam este ano por cinco cidades: Vilamoura, Évora, Lisboa, Porto e Coimbra. A ideia é simples e eficaz — em vez de enviar dezenas de currículos para o vazio, fala-se cara a cara com quem recruta, muitas vezes com entrevistas no momento.

As funções mais procuradas são as do costume na época alta: rececionistas, empregados de mesa e bar, pessoal de cozinha, limpeza e animação. Não é preciso experiência longa para muitas delas; conta a vontade, a simpatia e, em boa parte dos casos, algumas línguas — o inglês abre quase sempre portas, e o francês ou o espanhol são um trunfo.

Antes de ir

Vale a pena preparar um currículo curto e atualizado, levar várias cópias e, se possível, ter o registo no IEFP em dia. Pode também consultar as ofertas no portal do IEFP online e candidatar-se antes de aparecer. Para quem precisa de uma ajuda extra, a linha do IEFP responde nos dias úteis.

É trabalho sazonal, sim, mas para muitos é a forma de juntar uns trocos, ganhar experiência e, às vezes, ficar com um contrato que dura para lá do verão.

Veja também: os estágios Iniciar do IEFP e os apoios à contratação. As ofertas oficiais estão no IEFP.

Imagem ilustrativa · Foto: Andrea Piacquadio / Pexels

Entrevista de emprego num escritório
Oportunidades 28 de junho de 2026

Vai contratar? Há apoios do IEFP que podem aliviar a fatura

Para empregadores, o IEFP mantém medidas de apoio à contratação em 2026. Saiba onde procurar antes de fazer uma admissão.

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Esta é para os patrões, sobretudo os das pequenas empresas que tantas vezes hesitam em contratar por causa dos custos. Em 2026, o IEFP mantém um conjunto de apoios à contratação que vale a pena conhecer antes de assinar um novo contrato.

A lógica destes apoios é simples: o Estado comparticipa parte do custo de contratar, sobretudo quando se trata de pessoas em situação mais difícil no mercado de trabalho, como desempregados de longa duração, jovens à procura do primeiro emprego ou quem tem deficiência ou incapacidade. A ideia é dar um empurrão a quem mais precisa e, ao mesmo tempo, baixar o risco para a empresa.

Por onde começar

O caminho passa pelo portal iefponline, onde estão as medidas disponíveis, as condições e os prazos de candidatura. Vale a pena reservar um bocadinho para ler com calma, porque cada medida tem regras próprias, valores diferentes e exigências de manutenção do posto de trabalho.

Um aviso de bom senso: estes apoios costumam ter verba limitada e prazos que fecham quando o dinheiro esgota. Quem anda a pensar em reforçar a equipa ganha em tratar disto cedo, e não no dia em que precisa da pessoa a começar.

Para o tecido empresarial mais pequeno, que é a esmagadora maioria em Portugal, estes mecanismos podem fazer a diferença entre adiar uma contratação e finalmente dar o passo.

Veja também: Emprego público e os concursos do Estado na BEP. Detalhes oficiais no IEFP.

Imagem ilustrativa · Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

Jovens a trabalhar com computador portátil
Oportunidades 28 de junho de 2026

Estágios INICIAR: candidaturas abertas até 30 de julho

A medida INICIAR do IEFP abre a porta a um primeiro estágio profissional para quem está a começar. As candidaturas decorrem até 30 de julho ou até esgotar a verba.

Prazo
30 de julho de 2026
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A par dos Estágios +Talento, há outra porta do IEFP que vale a pena conhecer: a medida INICIAR. As candidaturas estão abertas e correm até 30 de julho, ou até esgotar a verba disponível, o que costuma acontecer antes do prazo.

Como o nome sugere, esta medida pensa em quem está a iniciar o percurso profissional e precisa daquela primeira oportunidade para ganhar experiência prática numa empresa ou instituição. É a ponte entre acabar uma formação e mostrar serviço no terreno, que tantas vezes faz toda a diferença num currículo ainda em branco.

Vale a pena não deixar para depois

O conselho prático é direto: não espere pelo último dia. Como a verba é limitada e pode esgotar cedo, quem se candidata com antecedência joga com vantagem. Antes de avançar, confirme que cumpre os requisitos da medida e tenha o currículo a postos.

O melhor sítio para ver as condições, os apoios e tratar da candidatura é o portal iefponline, onde estão também as outras medidas de emprego e estágios em vigor. Vale a pena comparar e perceber qual encaixa no seu caso.

Para quem anda à procura daquela primeira experiência que abre portas, é uma hipótese a sério. As primeiras oportunidades são as mais difíceis de arranjar, e medidas como esta existem precisamente para isso.

Veja também: Os Estágios +Talento, para quadros qualificados. Candidaturas no portal iefponline.

Imagem ilustrativa · Foto: Mikhail Nilov / Pexels

Notas de euro da série Europa
Oportunidades 28 de junho de 2026

Golden visa: investidores resgatam 94,7 milhões dos fundos em 2026

Os resgates nos fundos do golden visa dispararam nos primeiros cinco meses do ano, no rasto das novas regras de cidadania. O que isto diz a quem investe.

Os números contam uma história interessante para quem investe com olho no golden visa. Entre janeiro e maio de 2026, os investidores resgataram cerca de 94,7 milhões de euros dos fundos ligados ao programa, mais do dobro do que saiu em todo o ano de 2025. Quando o dinheiro se mexe assim, há sempre um motivo.

O motivo principal tem nome: as novas regras de cidadania. Com os prazos para pedir o passaporte português a alongarem-se, muitos investidores reavaliaram o que tinham e decidiram realizar parte do investimento. Não é um abandono do programa, é um reposicionamento.

Para quem está a pensar entrar

A via dos fundos continua a ser a mais usada, e representa hoje a larga maioria das candidaturas. O modelo mantém-se: investir 500 mil euros ou mais num fundo aprovado, regulado pela CMVM, com maturidade de pelo menos cinco anos e uma fatia investida em empresas portuguesas.

A lição destes resgates não é fugir, é fazer contas com calma. Um fundo destes é um compromisso de anos, e a decisão de entrar ou sair deve pesar a parte de residência, a parte fiscal e o objetivo final. Mudanças na lei mudam o cálculo, e este ano provou-o.

Quem pondera dar o passo deve falar com quem percebe de fundos e de imigração, e ler tudo na fonte antes de assinar.

Veja também: Emprego público: como encontrar concursos do Estado na BEP.

Imagem: Wikimedia Commons

Candidatura a emprego num portátil
Oportunidades 28 de junho de 2026

Emprego público: como encontrar concursos do Estado na BEP

A Bolsa de Emprego Público reúne os concursos do Estado num só sítio. Um guia rápido para quem quer trabalhar na função pública.

Candidatar / Saber mais

Há quem procure emprego no privado e quem queira a estabilidade da função pública, e para esses há um endereço que vale ter nos favoritos: a Bolsa de Emprego Público, a BEP. É lá que o Estado, autarquias e organismos publicam os concursos abertos, de norte a sul.

A vantagem é juntar tudo num só sítio, com filtros por área, localização e tipo de vínculo. Em vez de andar a saltar de site em site, dá para definir a pesquisa à medida e até receber alertas das vagas que interessam.

Dicas para não falhar prazos

Os concursos públicos vivem de prazos e de documentos certos. Leia o aviso de abertura com atenção, prepare os comprovativos pedidos e submeta com folga, porque há sempre quem deixe para a última hora e tropece num detalhe.

Para quem valoriza segurança e progressão clara, a função pública continua a ser uma porta concreta, e a BEP é o caminho mais direto para a encontrar.

Veja também: os Estágios +Talento do IEFP. Concursos atualizados na Bolsa de Emprego Público.

Imagem ilustrativa · Foto: Markus Winkler / Pexels

Jovens profissionais a trabalhar num escritório
Oportunidades 28 de junho de 2026

Estágios +Talento: candidaturas abertas até 30 de julho

A 1.ª edição de 2026 dos Estágios +Talento do IEFP decorre até 30 de julho, para quem tem qualificação de nível 6 ou superior.

Prazo
30 de julho de 2026
Candidatar / Saber mais

Se acabou de tirar um curso superior e anda à procura da primeira porta de entrada no mercado, aqui está uma. A primeira edição de 2026 dos Estágios +Talento, do IEFP, está com candidaturas abertas até 30 de julho, ou até esgotar a verba disponível, o que costuma acontecer antes do prazo.

O programa destina-se a quem tem qualificação de nível 6 ou superior do Quadro Nacional de Qualificações, ou seja, licenciatura, mestrado ou equivalente, e quer ganhar experiência prática numa entidade empregadora. É a tal ponte entre a teoria da faculdade e o dia a dia de uma empresa.

Vale a pena pôr-se a jeito

Como a verba pode esgotar cedo, o conselho é simples: não deixe para a última. Reúna o currículo, confirme que cumpre os requisitos e veja as condições no portal oficial antes de avançar.

Para quem está a começar, um estágio bem aproveitado abre portas que um anúncio de emprego, sozinho, raramente abre.

Veja também: o StartUp Voucher para criar emprego próprio. Candidaturas e regras no IEFP.

Imagem ilustrativa · Foto: Gustavo Fring / Pexels

A bustling outdoor café scene in Istanbul with people enjoying tea during sunset.
Oportunidades 27 de junho de 2026

Verão é época de contratar: onde estão as vagas sazonais em Portugal em 2026

Turismo, restauração, retalho e logística aceleram o recrutamento de verão. Saiba que setores e regiões procuram mais gente.

Se anda à procura de trabalho — ou de um biscate de verão para encher a carteira nas férias —, esta é a altura do ano em que as portas se abrem mais. Com o pico turístico à porta, as empresas estão a reforçar equipas a bom ritmo para não ficarem a descoberto nos meses de maior loucura.

Os setores que mais procuram

A pressão concentra-se no turismo, hotelaria, restauração, retalho e logística — todos eles a precisar de mãos extra de junho a setembro. Mas não fica por aí: tecnologia, saúde, energias renováveis, engenharia e centros de serviços empresariais mantêm níveis de contratação altos durante todo o ano, e o verão não trava isso.

Para quem procura algo sazonal, a hotelaria e a restauração são a entrada mais fácil; para quem quer construir carreira, vale a pena olhar para as áreas qualificadas, onde a falta de profissionais dá poder de negociação a quem se candidata.

Onde estão as vagas

A geografia é clara: Lisboa e Porto lideram destacados a oferta de emprego. A seguir aparecem Setúbal, Braga, Aveiro, Faro e Leiria, além de polos industriais e tecnológicos como Oeiras e a Maia. O Algarve, como seria de esperar, ferve no verão com vagas de hotelaria e restauração.

Conselho prático

Num mercado com falta de mão de obra, quem se candidata tem mais força do que pensa. Negoceie: muitos empregadores oferecem bónus, prémios de desempenho e até a possibilidade de ficar efetivo depois da época. Tenha o currículo a postos, candidate-se cedo (idealmente com semanas de antecedência) e não tenha medo de perguntar pelas condições.

O verão dá calor — e, este ano, também dá emprego a quem o procura.

Imagem ilustrativa · Foto: Buğra / Pexels

Pessoa a trabalhar num portátil a partir de casa
Oportunidades 27 de junho de 2026

Trabalhar em tech em Portugal: vagas, salários e o visto D8 para quem vem de fora

Lisboa e Porto continuam a contratar em tecnologia, e o visto D8 mantém Portugal no topo da lista de quem trabalha à distância na Europa.

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Se trabalha em tecnologia — ou quer entrar na área — Portugal continua a ser um sítio com vagas e com vida. Lisboa e Porto mantêm-se como os grandes polos, com startups a contratar engenheiros, gestores de produto, analistas de dados e perfis de vendas.

Onde estão as vagas

As startups são quem mais alimenta o mercado. Em Lisboa há centenas de posições abertas, muitas em empresas bem financiadas (incluindo nomes ligados a aceleradoras internacionais). O Porto também aquece, com funções de desenvolvimento, automação de testes e desenvolvimento de negócio. E uma boa fatia já oferece remoto ou híbrido — o que abre o leque a quem não vive nas duas grandes cidades.

O visto D8, o íman dos nómadas digitais

Para quem vem de fora e já trabalha à distância, o visto D8 (nómada digital) mantém Portugal no topo das preferências europeias: clima agradável, custo de vida ainda competitivo face a outras capitais e uma comunidade internacional grande, sobretudo em Lisboa. É o tipo de combinação difícil de bater.

Como avançar

Portais como o Startup Jobs, o Wellfound ou as bolsas das aceleradoras são bons pontos de partida. Tenha o CV em inglês afinado (a maioria das tech trabalha nesta língua) e um perfil online atualizado. Se vier de fora, trate cedo do NIF e da documentação do visto — é o que costuma atrasar a chegada.

O mercado não está em euforia como em 2021, mas está saudável. Quem tem competências procuradas, encontra porta.

Imagem ilustrativa · Foto: Kampus Production / Pexels

Flat lay of stock market analysis tools including calculator, graphs, and magnifying glass.
Oportunidades 27 de junho de 2026

Golden visa em 2026: o caminho é pelos fundos, não pelo imobiliário

Desde 2023 que comprar casa já não dá golden visa. O que resta? Sobretudo fundos regulados — 500 mil euros, cinco anos e poucos dias por ano em Portugal.

O golden visa português já não é o que era — e, para muita gente, é melhor assim. A grande mudança veio com a lei Mais Habitação, em 2023, que cortou de vez a compra de imóveis como via de acesso. A ideia foi tirar pressão dos preços das casas. Resultado: o investimento migrou para outro lado.

A estrela: fundos de investimento

Hoje, o caminho mais usado são os fundos regulados pela CMVM. As regras-base: investir pelo menos 500 mil euros, num fundo com maturidade mínima de cinco anos e que aplique pelo menos 60% do capital em empresas portuguesas. Fundos com ligação, direta ou indireta, ao imobiliário estão fora.

Pode dividir o investimento por mais do que um fundo, desde que o total chegue aos 500 mil. E há uma vantagem que pesa: o golden visa pede apenas uma presença mínima de sete dias por ano em Portugal — pouco, para quem não se quer mudar já.

As outras portas

Além dos fundos, continuam válidas as vias de apoio à cultura e às artes, investigação científica, criação de emprego e investimento em negócios. Menos populares, mas a contar.

O senão

Entre 2019 e 2024, os fundos elegíveis atraíram cerca de 260,85 milhões de euros — sinal de que o modelo pegou. O problema não é entrar, é esperar: os pedidos de golden visa estão no fim da fila da AIMA. Quem investe agora deve contar com paciência. Fundos certos, expectativas realistas — e aconselhamento independente antes de assinar seja o que for.

Veja também: Mudar-se para Portugal em 2026: qual o visto certo

Imagem ilustrativa · Foto: Hanna Pad / Pexels

Equipa de jovens profissionais a trabalhar numa estratégia de negócio
Oportunidades 27 de junho de 2026

Tem uma ideia de negócio? O Startup Voucher dá até 200 mil euros

O programa StartUp Portugal apoia quem quer lançar uma ideia inovadora — com financiamento, mentoria e rede. Veja como funciona.

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Tem aquela ideia de negócio guardada na gaveta há meses, à espera de coragem (e de dinheiro)? Vale a pena conhecer o StartUp Portugal, o programa do Estado para apoiar quem quer pôr uma ideia inovadora de pé.

O que está em cima da mesa

Dentro deste guarda-chuva há várias medidas, mas uma chama particularmente a atenção: o Startup Voucher, pensado para projetos em fase inicial. Os participantes podem aceder a financiamento — fala-se em até 200 mil euros — além de mentoria e acesso a uma rede de contactos que, muitas vezes, vale tanto como o cheque.

O programa organiza-se em três frentes: dar vida ao ecossistema, garantir financiamento e ajudar as empresas a internacionalizar-se. Por outras palavras: não é só dar dinheiro e desaparecer, é acompanhar o crescimento.

Para quem é

É sobretudo para empreendedores com ideias com potencial de inovação e escala — não tem de ser a próxima multinacional, mas tem de ser algo que se distinga. Lisboa e Porto têm os hubs mais conhecidos (Startup Lisboa, UPTEC), mas há estrutura espalhada pelo país.

O primeiro passo

Espreite o site oficial do StartUp Portugal, veja as candidaturas abertas e os critérios de cada medida — mudam ao longo do ano. Prepare um pitch claro: que problema resolve, para quem, e porque é que a sua solução é diferente. Quem chega organizado, chega mais longe.

Dinheiro a fundo perdido e mentoria à séria não aparecem todos os dias. Se a ideia é boa, não a deixe ganhar pó.

Imagem ilustrativa · Foto: Mikael Blomkvist / Pexels