Portugal volta ao Europeu de voleibol feminino sete anos depois (e estreia-se amanhã em Baku)
A seleção entra em prova na sexta-feira frente ao Azerbaijão, coanfitrião, na capital azeri. É a segunda presença de sempre num Campeonato da Europa e o grupo tem os Países Baixos e a Bélgica pelo meio.
A seleção portuguesa feminina de voleibol entra amanhã no Campeonato da Europa, em Baku, contra o Azerbaijão. É a segunda presença de sempre da equipa na prova e a primeira em sete anos, e a estreia calha logo contra uma das seleções que recebem a competição em casa.
A fase final está repartida por quatro países — República Checa, Suécia, Turquia e Azerbaijão — com 24 seleções divididas em quatro grupos. Passam aos oitavos os quatro primeiros de cada grupo.
O grupo é o que é
Portugal ficou no Grupo C, que junta os Países Baixos, a Bélgica, a Roménia, a Espanha e o próprio Azerbaijão. Os neerlandeses foram bronze em 2023 e são sextos do ranking mundial; a Bélgica é décima primeira. A Roménia e a Espanha são adversários conhecidos, contra os quais Portugal ainda não venceu.
O selecionador Hugo Silva não disfarça a dimensão da tarefa. Chama ao grupo “extremamente competitivo” e antecipa que a estreia contra o Azerbaijão, com casa cheia do lado de lá da rede, será “um teste imediato” à personalidade da equipa. Portugal chegou aqui como um dos melhores segundos classificados da fase de qualificação.
O que “fazer história” quer mesmo dizer
Vale a pena ser concreto sobre o ponto de partida. Em 2019, na estreia absoluta em Europeus, Portugal perdeu os cinco jogos que disputou — Itália, Polónia, Eslovénia, Bélgica e Ucrânia. Somando os parciais, foram quinze sets perdidos e apenas um ganho, esse contra as belgas. A barra, portanto, está a uma altura muito precisa: um set, um jogo, qualquer coisa que não tenha acontecido da primeira vez.
Uma equipa deliberadamente mais nova
Hugo Silva descreve a renovação do plantel como “uma necessidade”, não uma opção, e chamou catorze jogadoras: Amanda Cavalcanti, Joana Garcez e Raissa Cassamá nas centrais, Matilde Calado e Rita Campos como líberos, Júlia Kavalenka e Maria Reis Lopes nas opostas, Ana Figueiras e Mariana Garcez na distribuição, e Ana Rui Monteiro, Alice Clemente, Inês Campos, Margarida Maia e Joana Milho na zona 4.
Depois do Azerbaijão seguem-se a Bélgica, os Países Baixos, a Espanha e a Roménia, com a fase de grupos a estender-se até ao final do mês. O calendário e os resultados oficiais ficam disponíveis no site do EuroVolley. Foi um verão de resultados fortes nas modalidades portuguesas, das sete medalhas na natação aos pódios do atletismo, e este é o teste seguinte.
Por Vasco Almada
Infografia: Tugadaily · dados do Campeonato da Europa feminino de 2019