O Lisboa Mágica volta de 18 a 23 de agosto e são 175 espetáculos de graça em 13 praças e jardins
O Lisboa Mágica 2026 decorre de 18 a 23 de agosto com 175 espetáculos gratuitos de magia de rua em 13 locais da cidade, com 15 artistas de 10 países. Datas, programa e locais.
Há festivais que enchem estádios e há este, que enche largos. O Lisboa Mágica está de volta entre 18 e 23 de agosto com 175 espetáculos, todos de entrada livre, espalhados por 13 praças, jardins e largos da capital.
É a 14.ª edição de um festival criado em 2006 com direção artística de Luís de Matos, e a fórmula continua a ser desarmante: em vez de bilhete, palco e cadeira numerada, há um artista, um círculo de gente à volta e a hipótese de estar a passar por ali por acaso.
Quando é o Lisboa Mágica 2026 e quanto custa?
De 18 a 23 de agosto, seis dias seguidos, e não custa nada — todas as apresentações são de acesso livre. O programa detalhado por dia e por local está no site oficial do festival, que é onde vale confirmar horários antes de sair de casa.
Onde acontecem os espetáculos do Lisboa Mágica?
A programação passa por 13 locais emblemáticos da cidade: Campo das Cebolas, Jardim Campo de Ourique, Jardim da Estrela, Jardim Fernando Pessa, Jardim Museu de Lisboa, Jardim Vasco da Gama, Largo do Carmo, Largo do Chiado, Palácio Baldaya, Parque Bensaúde, Praça de Campolide, Praça do Município e Praça Luís de Camões.
Repare na lista: não é só a zona dos turistas. Campolide, Campo de Ourique e o Palácio Baldaya, em Benfica, metem o festival em bairros onde a agenda cultural de agosto costuma ser mais magra, e isso é metade do encanto da coisa.
Este ano sobem à rua 15 artistas de 10 países — Argentina, Austrália, Chile, Coreia do Sul, Cuba, Espanha, Inglaterra, Itália, Japão e Portugal — com registos bem diferentes entre si, do humor à manipulação pura e ao que a organização gosta de chamar magia contemporânea.
Se está em Lisboa nessa semana, é provavelmente o melhor plano gratuito do mês. E se não estiver, agosto tem muito mais por onde escolher pelo país — mas poucos com esta probabilidade de ficar a olhar para as mãos de um desconhecido sem entender nada.
Por Leonor Sampaio
Imagem: Jorge Franganillo / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)