Alojamento local não trava: novas empresas disparam a dois dígitos
O turismo continua a puxar pela economia e o alojamento de curta duração é o exemplo mais visível, com a criação de empresas a crescer a bom ritmo.
Se há motor que não desliga na economia portuguesa, é o turismo. E dentro dele, o alojamento local — os apartamentos e casas arrendados a curto prazo a quem visita o país — é a face mais visível do fenómeno. A criação de novas empresas ligadas a este segmento registou um crescimento expressivo, de cerca de um terço num único ano, sinal de que muita gente continua a apostar no negócio de receber turistas.
Um setor que gera emprego
O turismo é apontado como o maior ecossistema industrial na criação de emprego em Portugal, e o alojamento de curta duração é parte central dessa engrenagem. Cada apartamento no mercado alimenta uma cadeia: limpeza, manutenção, check-in, lavandaria, pequenos fornecedores locais. Quando o setor cresce, esse efeito multiplica-se por bairros inteiros.
O outro lado da moeda
Nem tudo é simples. O mesmo alojamento local que enche os cofres e cria emprego é também apontado como um dos fatores de pressão sobre a habitação nas cidades, ao retirar casas do mercado de arrendamento tradicional. É um equilíbrio delicado, que autarquias e Governo tentam gerir com regras e limites por zonas.
Para quem pensa entrar no negócio, o conselho é fazer contas frias: licenças, impostos e sazonalidade mudam muito o resultado final.
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Por Beatriz Mota
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