Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas
O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.
Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.
Atualizações
11 de julho de 2026
O ouro recuou 0,6% na sexta-feira, para os 4.115 dólares por onça, enquanto o petróleo subiu com a tensão no estreito de Ormuz — o WTI fechou perto dos 72 dólares e o Brent nos 76. Em Wall Street, a semana terminou positiva apesar de uma sexta-feira mista, marcada pela estreia da sul-coreana SK Hynix no Nasdaq, a maior entrada de sempre de uma empresa estrangeira na bolsa americana.
10 de julho de 2026
A semana trouxe duas estreias em bolsa a mexer com o setor dos chips: a sul-coreana SK Hynix, gigante das memórias para IA, estreou-se nos mercados norte-americanos, enquanto a Luxshare, fabricante dos AirPods, teve um arranque morno em Hong Kong, a fechar abaixo do preço de estreia. Sinal dos tempos: o apetite por semicondutores ligados à IA continua, mas já não é cheque em branco.
8 de julho de 2026
O petróleo disparou mais de 6% depois de Donald Trump declarar acabado o cessar-fogo com o Irão, na sequência de ataques a três petroleiros junto ao estreito de Ormuz: o WTI aproximou-se dos 75 dólares e o Brent dos 79, o maior salto diário desde o início de junho. As bolsas americanas caíram, com os futuros do Dow a perderem mais de 500 pontos, e o Tesouro dos EUA revogou a isenção que permitia ao Irão vender petróleo no mercado global. Combustíveis em Portugal devem refletir a subida já na próxima semana.
8 de julho de 2026
O PSI negociou perto dos 9 217 pontos (+0,35% no último fecho), o ouro manteve-se elevado, na zona dos 4 143 dólares por onça, e o euro valia cerca de 1,14 dólares. Bolsas europeias estáveis e metal precioso ainda caro.
7 de julho de 2026
O ouro estabilizou perto dos 4.150 dólares por onça, com os investidores à espera das atas da reunião de junho da Fed e a darem agora cerca de 50% de probabilidade a uma subida de juros em setembro, depois do arrefecimento do emprego nos EUA. Em Wall Street, o Dow segue acima dos 53 mil pontos, e o petróleo alivia com a recuperação do tráfego no estreito de Ormuz e com a OPEP+ a aumentar as quotas de produção para o próximo mês.
6 de julho de 2026
A OPEP+ confirmou novo aumento de produção e o petróleo abriu a semana em queda. O ouro recuou de cerca de 4.200 para perto de 4.143 dólares a onça, numa sessão de correção técnica, e as bolsas asiáticas fecharam maioritariamente no vermelho. Em Wall Street, os futuros regressaram do feriado de 4 de Julho sem direção definida, com o mercado a reavaliar o retorno dos investimentos em IA.
5 de julho de 2026
O ouro voltou a brilhar no arranque de julho: chegou perto dos 4.122 dólares por onça a 2 de julho, uma subida de cerca de 2,25% num só dia. Os bancos centrais, com a China à cabeça, continuam a comprar para diversificar reservas e reduzir a dependência do dólar, e o World Gold Council vê espaço para novas subidas até final do ano. Para quem tem poupanças, o metal segue a fazer de refúgio num semestre marcado por tensão geopolítica.
4 de julho de 2026
Wall Street fechou o primeiro semestre em máximos e arrastou consigo as poupanças europeias. O ouro negoceia perto de mínimos das últimas semanas, à medida que o mercado ajusta as apostas sobre o próximo passo da Fed.
2 de julho de 2026
O ouro recuou para mínimos recentes com a expectativa de juros mais altos por mais tempo. Petróleo estável depois do alívio no Estreito de Ormuz.
30 de junho de 2026
Fecho de mês: o ouro somou o quarto mês consecutivo de queda; as bolsas europeias oscilaram ao sabor das earnings e das pistas dos bancos centrais.
Por Beatriz Mota
Imagem: Stevebidmead / Wikimedia Commons (CC0)