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O Arco da Rua Augusta e a Praça do Comércio, em Lisboa, sede do Ministério das Finanças
Negócios 7 de julho de 2026

Penhoras do Fisco: 641 mil pedidos em 2025 e cobrança coerciva em máximos da década

O Fisco marcou 641.678 penhoras em 2025 (+3%) e recuperou 1.550 milhões de euros em dívidas, um recorde da década. O IVA lidera e as pensões penhoradas subiram 9%.

A máquina de cobrança do Fisco nunca trabalhou tanto. Em 2025, a Autoridade Tributária marcou 641.678 pedidos de penhora por dívidas fiscais, mais 3% do que no ano anterior — e recuperou 1.550 milhões de euros através da cobrança coerciva, o valor mais alto da última década.

Quantas penhoras fez o Fisco em 2025?

Foram mais de 641 mil pedidos de penhora ao longo do ano, a maioria sobre “outros valores e rendimentos” — contas bancárias, créditos e afins. No meio destes números há duas tendências a puxar em sentidos opostos: as penhoras de salários caíram 12%, para 75.620, mas as de pensões dispararam 9%, para 13.221. Ou seja, há menos trabalhadores no ativo a ver o ordenado cativo, mas mais reformados apanhados pela malha.

Que imposto rende mais à cobrança coerciva?

O IVA lidera destacado: 523,6 milhões de euros recuperados coercivamente em 2025, um crescimento de 19% face ao ano anterior. É o retrato de uma economia em que as empresas em aperto deixam o IVA para o fim da fila de pagamentos — e o Estado vai buscá-lo depois, com juros. O desempenho encaixa, aliás, num arranque de ano em que as empresas portuguesas até estão mais rentáveis, o que torna o volume de dívida cobrada à força ainda mais notável.

O que fazer se receber uma notificação de penhora?

O processo executivo não cai do céu: antes da penhora há citações e prazos para reagir, e a dívida pode ser paga em prestações ou contestada. O primeiro passo é consultar a situação no Portal das Finanças e, havendo margem, pedir um plano prestacional antes de a execução avançar — travar o processo cedo é sempre mais barato do que deixá-lo chegar ao salário ou à conta bancária.

Para o Estado, 2025 foi um ano de contas cheias. Para os contribuintes com dívidas atrasadas, foi um lembrete de que a paciência do Fisco tem prazo — e juros.

Por Beatriz Mota

Imagem: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Sede da Meta Platforms em Menlo Park, na Califórnia
Negócios 12 de julho de 2026

Meta quer duplicar a capacidade de computação para 14 gigawatts até 2027

Um memorando interno revela que a Meta planeia duplicar a computação para IA até 2027, com investimento recorde e um novo megacentro de dados no Canadá.

A Meta está a preparar a maior expansão de infraestrutura da sua história: segundo um memorando interno divulgado esta semana, a empresa planeia duplicar a capacidade total de computação para 14 gigawatts até 2027, com 7 gigawatts a entrar em funcionamento ainda este ano. Para pôr o número em perspetiva, um gigawatt equivale, grosso modo, à potência de uma central nuclear — e a Meta quer catorze só para treinar e servir modelos de inteligência artificial.…

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Sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, ao anoitecer
Negócios 12 de julho de 2026

Emprego na banca em máximos desde a queda do BES: mais 782 postos num ano

O emprego na banca portuguesa atingiu o nível mais alto desde a queda do BES, com 782 postos criados num ano — enquanto os balcões continuam a fechar.

Depois de uma década a encolher, a banca portuguesa voltou a contratar a sério: no último ano, o setor criou 782 postos de trabalho em termos líquidos, elevando o emprego para o nível mais alto desde a queda do BES, em 2014. É uma inversão de ciclo notável num setor que passou anos sinónimo de reestruturações e rescisões. Não é para os balcões — é para a tecnologia. Os bancos estão a reforçar equipas nas áreas digitais, de dados e de cibersegurança, e a…

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Torre da Nasdaq em Times Square, Nova Iorque
Negócios 11 de julho de 2026

SK Hynix dispara 13% na estreia na Nasdaq após maior IPO estrangeiro de sempre nos EUA

A SK Hynix fechou a subir 13% na estreia na Nasdaq, depois de levantar 26,5 mil milhões de dólares — o maior IPO de uma empresa estrangeira nos EUA.

A fome dos investidores por tudo o que toque em inteligência artificial tem um novo recorde para mostrar. A sul-coreana SK Hynix, fabricante das memórias que alimentam os chips da Nvidia, estreou-se na Nasdaq com uma subida de 13%, para 168,01 dólares, depois de uma operação que levantou 26,5 mil milhões de dólares. Porque é o maior IPO de sempre de uma empresa estrangeira nos Estados Unidos, batendo o recorde que a Alibaba detinha desde 2014 (25 mil…

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Navio e gruas no Porto de Leixões, em Matosinhos
Negócios 11 de julho de 2026

Exportações portuguesas crescem 5,1% em maio, mas défice comercial agrava-se no acumulado do ano

As exportações de bens cresceram 5,1% em maio, segundo o INE, e as importações recuaram 1,6%. No acumulado até maio, porém, o défice comercial agravou-se em 1.732 milhões de euros, para 14.383 milhões.

As exportações portuguesas de bens cresceram 5,1% em maio face ao mesmo mês de 2025 — o melhor registo em quase dois anos — enquanto as importações recuaram 1,6%, segundo os dados do comércio internacional divulgados pelo INE. Um mês para emoldurar, portanto. O problema é o filme completo do ano, que conta uma história menos animadora. No acumulado de janeiro a maio, as exportações caíram 0,2% e as importações subiram 3,5% em termos homólogos. Resultado:…

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Barras de ouro
Negócios 11 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Logótipo da Delta Cafés, do grupo Nabeiro
Negócios 10 de julho de 2026

Delta resgata Mocoffee: 3 milhões para salvar a fábrica de cápsulas da Azambuja

O grupo Nabeiro injeta 3 milhões na Mocoffee, fica acionista único e paga 6 milhões aos credores. O plano prevê perdão de 64% de uma dívida de 23,4 milhões.

A Delta vai ficar com a Mocoffee — e com ela uma fábrica na Azambuja capaz de produzir 350 milhões de cápsulas de café por ano. O plano de recuperação da produtora, que chegou a 2026 à beira da insolvência com 23,4 milhões de euros de dívidas, passa por uma injeção de 3 milhões do grupo Nabeiro, que fica como acionista único. Cerca de 36% do que lhes é devido: o plano negociado em processo especial de revitalização (PER) prevê um perdão de 64,4% da…

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Sede do Banco Europeu de Investimento, no Luxemburgo
Negócios 10 de julho de 2026

Campeões Tecnológicos Europeus: Portugal adere a fundo do BEI que quer mobilizar 80 mil milhões

Portugal aderiu à Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus do BEI, que quer angariar 15 mil milhões de euros e mobilizar até 80 mil milhões para 1.500 tecnológicas em expansão.

Portugal vai entrar com dinheiro próprio na nova fase da Iniciativa Campeões Tecnológicos Europeus, a aliança de investimento liderada pelo Banco Europeu de Investimento que quer mobilizar até 80 mil milhões de euros para 1.500 empresas tecnológicas europeias em fase de expansão. O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, à margem da reunião do Ecofin, em Bruxelas. Ainda não se sabe — e essa é a parte…

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ISTSat-1, o primeiro satélite universitário português
Negócios 10 de julho de 2026

Setor espacial português vale 1,2 mil milhões de euros — e cada euro gera mais 1,17 na economia

O setor espacial em Portugal contribuiu com 1,2 mil milhões de euros para o PIB entre 2019 e 2024, diz o estudo da Novaspace para a Agência Espacial Portuguesa.

O espaço já é um negócio a sério em Portugal: entre 2019 e 2024, as atividades espaciais contribuíram diretamente com 1,2 mil milhões de euros para o PIB nacional. A conta é do estudo socioeconómico que a Novaspace fez para a Agência Espacial Portuguesa — o retrato mais completo de sempre do setor — e vem com um multiplicador que explica o entusiasmo: por cada euro que o espaço acrescenta diretamente à economia, geram-se mais 1,17 euros nas cadeias de…

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Cálice de vinho do Porto
Negócios 9 de julho de 2026

Vinhos portugueses: AEP junta compradores de seis mercados europeus no Porto

A terceira edição do Portugal Premium Wines trouxe importadores do Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Bélgica, Irlanda e Escandinávia ao Porto para negociar com 20 produtores nacionais.

Enquanto meio país olhava para os termómetros, no Porto falava-se de exportações a copo cheio. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) promoveu até esta quinta-feira a terceira edição do Portugal Premium Wines, uma missão inversa que trouxe importadores de seis mercados europeus estratégicos para negociar diretamente com produtores nacionais. É uma iniciativa da AEP que, em vez de levar os produtores lá fora, traz os compradores cá dentro: importadores…

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Gráfico de crescimento económico com linha ascendente
Negócios 9 de julho de 2026

PIB de Portugal cresce 2,2% no segundo trimestre e Católica revê 2026 em alta

A economia portuguesa terá crescido 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, segundo o NECEP da Católica, que subiu a previsão anual de 1,5% para 1,8%.

A economia portuguesa terá crescido 2,2% em termos homólogos no segundo trimestre de 2026, e a Universidade Católica reviu em alta a previsão para o conjunto do ano — de 1,5% para 1,8%. É a confirmação de que a recuperação ganhou tração depois de uma primeira metade do ano marcada por energia cara e cadeias de distribuição perturbadas. Segundo o NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab, o PIB terá crescido 0,6% em cadeia (face ao trimestre anterior) e 2,2%…

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Gruas num estaleiro de construção
Negócios 8 de julho de 2026

Criação de empresas em Portugal recua 4,1% no semestre — mas a construção dispara

Nasceram 27.831 empresas em Portugal no primeiro semestre de 2026, menos 4,1% do que há um ano. A construção cresceu 11% e é, pela primeira vez, o segundo setor que mais empresas cria.

Portugal criou 27.831 novas empresas no primeiro semestre de 2026 — menos 4,1% do que no mesmo período do ano passado. À primeira vista é uma má notícia; vista de perto, é uma fotografia com mais nuance: fecham menos empresas do que antes e há um setor a remar claramente contra a maré. A construção. O setor registou um crescimento de 11% em novas empresas no semestre e alcançou, pela primeira vez, o segundo lugar entre todas as atividades económicas. Não…

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Frota do Grupo Paulo Duarte
Negócios 8 de julho de 2026

Grupo Paulo Duarte: britânica ICG compra 33,5% e investe até 200 milhões na transportadora de Torres Vedras

O Grupo Paulo Duarte vendeu 33,5% do capital à gestora britânica ICG, que vai investir até 200 milhões de euros para criar um gigante ibérico do transporte de mercadorias.

Uma das transportadoras mais antigas de Portugal acaba de ganhar um sócio de peso. A gestora de ativos britânica ICG, cotada em Londres, comprou 33,5% do Grupo Paulo Duarte e compromete-se a investir até 200 milhões de euros para acelerar o crescimento da empresa de Torres Vedras — com um objetivo declarado: transformá-la num dos maiores operadores de transporte rodoviário de mercadorias da Península Ibérica. No dia a dia, pouco — e isso é deliberado. A…

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Linha de produção industrial moderna
Negócios 6 de julho de 2026

Estatuto Inovadora COTEC 2026: 1.171 empresas portuguesas distinguidas

A COTEC Portugal atribuiu o Estatuto Inovadora 2026 a 1.171 empresas, com 202 estreias e a indústria transformadora de novo à cabeça das distinções.

Há um clube de empresas inovadoras em Portugal e ele voltou a crescer. A COTEC Portugal distinguiu 1.171 empresas com o Estatuto Inovadora COTEC 2026 — das quais 174 no âmbito do programa Evolution — num ano em que entraram 202 novas empresas para a lista. É um selo atribuído anualmente pela COTEC Portugal, a associação empresarial para a inovação, que reconhece empresas com desempenho relevante em inovação e sustentabilidade. Na prática, funciona como um…

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Edifício da Biblioteca e Arquivo do Banco de Portugal, em Lisboa
Negócios 6 de julho de 2026

Empresas portuguesas mais rentáveis no arranque de 2026, diz o Banco de Portugal

A rendibilidade das empresas portuguesas subiu no primeiro trimestre de 2026 e aproxima-se de máximos, com o custo dos financiamentos a cair de 4,8% para 4,3%.

As empresas portuguesas começaram 2026 com as contas mais compostas. A rendibilidade subiu nos primeiros três meses do ano e voltou a aproximar-se dos máximos históricos deste indicador, segundo dados do Banco de Portugal — e, para variar, a fatura dos juros também deu tréguas. Dois motores explicam a melhoria: resultados que continuam a crescer e financiamento mais barato. O custo dos financiamentos obtidos recuou de 4,8% no primeiro trimestre de 2025…

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