Este é o livro em que Judi Dench conta sete décadas de palco e ecrã, aos 91 anos
"Is It Too Late to Make a Run for It?" saiu a 22 de outubro no Reino Unido (Michael Joseph, 368 páginas, 25 libras) e chega aos EUA a 3 de novembro. Foi escrito com o ator e encenador Brendan O'Hea, o mesmo parceiro do livro sobre Shakespeare.
Judi Dench tem 91 anos, sete décadas de carreira e, finalmente, um livro que conta a vida inteira. Chama-se “Is It Too Late to Make a Run for It?” (“Será tarde demais para fugir?”) e saiu a 22 de outubro pela Michael Joseph, uma chancela da Penguin: 368 páginas, 25 libras, em capa dura, ebook e audiolivro. A edição norte-americana, da St. Martin’s Press, chega a 3 de novembro.
O livro foi escrito em conversa com o amigo Brendan O’Hea, ator e encenador, que já tinha sido parceiro de Dench em “Shakespeare: The Man Who Pays the Rent”, em 2023. A fórmula repete-se: ela fala, ele pergunta, e o resultado lê-se como uma tarde de conversa.
O que lá está
A editora promete a infância em York, os pais que a formaram e o irmão que a empurrou para a representação. Há partidas pregadas em palco e fora dele, uma análise dos papéis mais marcantes no cinema e o casamento com o ator Michael Williams, que durou de 1971 até à morte dele, em 2001.
E há episódios que pedem para ser lidos. A Penguin fala de uma noite em que ficou trancada do lado de fora dos Óscares e de um encontro demasiado próximo com crocodilos no Bornéu. A mãe, segundo o resumo oficial, chegou a apontar-lhe uma mangueira de jardim.
Uma carreira com números raros
Os números ajudam a perceber porque é que este livro está a ser tão procurado. Dench ganhou um Óscar, dez BAFTA e oito prémios Laurence Olivier, um recorde. Para o público português, é sobretudo a M de sete filmes de James Bond, de “GoldenEye”, em 1995, a “Skyfall”, em 2012, e a rainha Isabel I de “A Paixão de Shakespeare”, o papel que lhe valeu a estatueta.
Nas entrevistas de lançamento, deixou claro que detesta o rótulo de “tesouro nacional” e que não tenciona parar. Num ano em que as homenagens de carreira se multiplicaram, ela preferiu contar a história com a própria voz. Ainda não há anúncio de uma edição portuguesa.
Por Lucy Bennett
Imagem: capa © Michael Joseph / Penguin Books (composição Tugadaily)