Três episódios sobre Mourinho, filmados ao longo de dois anos, chegam à Netflix a 11 de agosto
A série documental tem três partes e estreia em todo o mundo no mesmo dia. Ferguson, Drogba, Casillas, Figo e Ricardo Carvalho estão entre quem fala à câmara.
Chama-se MOURINHO, tem três episódios e chega à Netflix a 11 de agosto, em todo o mundo ao mesmo tempo. Foi filmado ao longo de dois anos, com acesso ao próprio treinador, o que já o separa da biografia autorizada feita à pressa.
O ponto de partida é fácil de datar. Passaram vinte anos sobre a noite em que o FC Porto ganhou a Liga dos Campeões e empurrou para o centro do futebol europeu um treinador que, até ali, poucos fora de Portugal sabiam nomear. Desde então venceu campeonatos em quatro países, levantou a Champions uma segunda vez e voltou recentemente ao Real Madrid — decisão que também mexeu com o banco do Benfica.
Quem fala
A lista de entrevistados é onde se percebe a ambição do projeto. Alex Ferguson, Didier Drogba, Iker Casillas, Zlatan Ibrahimović, Frank Lampard, John Terry, Samuel Eto’o, Marcelo, Javier Zanetti, Petr Čech, Marco Materazzi e Massimo Moratti falam à câmara. Do lado português aparecem Luís Figo, Ricardo Carvalho, André Villas-Boas e Rui Faria, o adjunto que o acompanhou durante quase toda a carreira.
É um elenco que junta quem o adorou a quem se desentendeu com ele. Costuma ser bom sinal.
Quem está por trás
A produção é da VENTURELAND. Produz John Battsek, o mesmo de BECKHAM, ao lado de Miles Coleman. Realiza Joe Pearlman, que assinou os documentários de Robbie Williams e de Lewis Capaldi — um currículo mais de música do que de desporto, e talvez seja exatamente esse o ponto. Quem filma estrelas pop sabe o que fazer com um homem que passou vinte anos a gerir a sua própria imagem.
A Netflix vende a série como o retrato de uma contradição: o vencedor de que o futebol não consegue prescindir e com quem nem sempre consegue viver. A ficha oficial da série confirma os três episódios, a data e o elenco de entrevistados.
Para quem cresceu a ver o Porto de 2004, isto vai ser menos um documentário e mais um álbum de família.
Por Lucy Bennett
Imagem: Netflix