Há 395 bolsas sociais da EPIS com candidaturas abertas até 25 de setembro
A 16.ª edição do programa distribui 970 mil euros por alunos do secundário, do superior e jovens adultos com deficiência em estágio, em todo o país, incluindo Açores e Madeira.
Candidatar / Saber maisChega a esta altura do ano a mesma conta de cabeça em milhares de casas portuguesas: matrícula, manuais, transportes, e às vezes um quarto arrendado noutra cidade. As Bolsas Sociais da EPIS existem para essa conta, e a 16.ª edição está aberta.
São 395 bolsas, num investimento total de 970 mil euros. As candidaturas correm até 25 de setembro de 2026 e cobrem todo o território nacional, continente, Açores e Madeira.
Quem se pode candidatar
O programa é mais largo do que uma bolsa de estudo clássica, e é isso que o distingue. Podem candidatar-se alunos do ensino secundário, estudantes do pós-secundário e do ensino superior, e jovens adultos com deficiência que estejam em estágio ou em processo de inserção profissional. Há ainda uma linha dirigida a escolas com projetos de inclusão social, o que significa que a candidatura pode partir da instituição e não só do aluno.
O critério junta duas coisas que costumam andar separadas nos concursos: mérito académico e carência económica. Não basta ter boas notas, nem basta comprovar necessidade.
O histórico do programa
Entre 2011 e esta edição de 2026, a EPIS reconheceu 137 escolas e instituições e atribuiu 1.918 bolsas, num investimento social acumulado de 4,17 milhões de euros. É um programa com track record suficiente para não ser confundido com um anúncio de circunstância.
Os documentos exigidos e o formulário estão na página oficial das Bolsas Sociais EPIS. Vale ler os requisitos antes de reunir papelada, porque as linhas de candidatura têm exigências diferentes entre si.
Uma nota de calendário para quem entra agora no superior: esta bolsa não substitui o apoio do Estado. A janela de candidatura às bolsas de estudo da DGES tem prazos próprios e é onde a maioria dos estudantes deve começar. As duas coisas podem ser tratadas em paralelo.
Por Miguel Sarmento
Imagem: EPIS - Empresários pela Inclusão Social