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Calculadora e documentos para preenchimento de impostos
Oportunidades 30 de junho de 2026

IRS: hoje é o último dia para entregar a declaração

Termina a 30 de junho o prazo de entrega da declaração de IRS. Um lembrete rápido do que fazer hoje para não pagar coima.

Prazo
30 de junho de 2026
Candidatar / Saber mais

Se ainda não entregou o IRS, pare o que está a fazer. Hoje, 30 de junho, é o último dia do prazo de entrega da declaração relativa aos rendimentos do ano anterior. Deixar passar a data pode custar caro, com coimas que arrancam nas centenas de euros.

A boa notícia é que o processo está cada vez mais simples. Para muitos contribuintes, sobretudo trabalhadores por conta de outrem e pensionistas sem grandes complicações, existe a opção do IRS automático, em que a declaração já vem pré-preenchida e basta confirmar.

Antes de carregar em submeter

Vale a pena olhar com atenção para alguns pontos. Confirme se as despesas e deduções estão corretas, se os dependentes estão bem identificados e se faltou incluir algum rendimento. Pequenos erros agora evitam dores de cabeça mais tarde.

Quem tem dúvidas de fundo, rendimentos de várias fontes ou atividade aberta deve considerar uma ajuda profissional. Um contabilista pode poupar mais do que custa, sobretudo quando há deduções específicas em jogo.

E se hoje já não dá mesmo? Entregue na mesma assim que puder. Entregar com atraso é melhor do que não entregar de todo, e regularizar a situação rapidamente ajuda a limitar a penalização.

Última nota: faça tudo pelo portal oficial e desconfie de mensagens e links a pedir dados fiscais. Esta é época alta para tentativas de burla em nome das Finanças.

Veja também: Os depósitos a prazo voltaram a render. Entregue a declaração no Portal das Finanças.

Imagem ilustrativa · Foto: Polina Tankilevitch / Pexels

Voluntários de uma organização a trabalhar em conjunto
Oportunidades 6 de julho de 2026

Apoio a ONG da igualdade: 4 milhões de euros com candidaturas até 17 de julho

O concurso PESSOAS-2026-2 apoia ONG que trabalham na igualdade e não discriminação com 30 mil a 200 mil euros por projeto. As candidaturas fecham a 17 de julho de 2026.

Prazo
17 de julho de 2026
Candidatar / Saber mais

Há 4 milhões de euros à espera das organizações que trabalham a igualdade em Portugal — e o prazo fecha a 17 de julho. O concurso PESSOAS-2026-2, gerido pela CIG no âmbito do programa Pessoas 2030, financia ONG e entidades da sociedade civil sem fins lucrativos que atuam na igualdade e não discriminação, com apoios entre 30 mil e 200 mil euros por operação.

Quem se pode candidatar ao PESSOAS-2026-2?

Organizações não governamentais e entidades da sociedade civil sem fins lucrativos que trabalhem nas áreas do concurso: igualdade de género, combate à violência doméstica, não discriminação e prevenção do tráfico de seres humanos. O objetivo do aviso, lançado em março, é reforçar a capacidade técnica e financeira destas organizações — ou seja, não financia só projetos pontuais, financia músculo.

Quanto pode receber cada organização?

Cada operação aprovada terá um financiamento elegível entre 30.000 e 200.000 euros. A dotação global do concurso é de 4 milhões de euros. O prazo original já foi alargado uma vez, para 17 de julho de 2026 — não convém contar com nova prorrogação.

Como se submete a candidatura?

A candidatura é feita através do balcão do programa, com o aviso completo e os formulários disponíveis na página de concursos da CIG. Para dúvidas, a comissão disponibiliza o contacto cig@cig.gov.pt. Como em qualquer candidatura a fundos europeus, o segredo está em ler o aviso na íntegra antes de escrever uma linha — os critérios de elegibilidade e de pontuação estão todos lá.

Veja também: os avisos do Portugal 2030 abertos a empresas. O aviso completo está na CIG e no Pessoas 2030.

Imagem ilustrativa · Foto: RDNE Stock project / Pexels

Profissional de saúde num hospital
Oportunidades 5 de julho de 2026

SNS abre milhares de vagas: onde estão os concursos para médicos e enfermeiros

711 lugares para medicina de família, quase 1.750 para hospitais e vários concursos de enfermagem. Onde procurar e o que muda com a dedicação plena.

Se trabalha na saúde ou está a formar-se na área, 2026 traz uma vaga grande de contratações no Serviço Nacional de Saúde. E ao contrário de outros concursos do Estado, aqui a procura por profissionais é real e transversal ao país.

Quantas vagas do SNS há e onde?

O Ministério da Saúde identificou 711 lugares para contratar médicos jovens em medicina geral e familiar, 68 em saúde pública e 1.749 na área hospitalar. Os concursos de medicina de família e saúde pública são abertos pela ACSS, enquanto na área hospitalar cabe às unidades locais de saúde e aos IPO lançar os procedimentos. Entre as especialidades hospitalares, a anestesiologia surge com 126 vagas, a pediatria com 109 e a ginecologia-obstetrícia com 91.

Na enfermagem, há vários concursos de enfermeiro especialista abertos — por exemplo na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, em áreas como reabilitação, saúde comunitária, saúde infantil e pediátrica, saúde materna e obstétrica e saúde mental. A Administração Regional de Saúde do Norte abriu um procedimento para 61 lugares na carreira especial de enfermagem.

O fator dedicação plena

Há um detalhe que pesa no salário: o regime de dedicação plena, com um suplemento de 25%, está refletido nas tabelas salariais de 2026. Para muitos profissionais é a diferença entre ficar no privado ou apostar no SNS.

Onde procurar? Os concursos aparecem no portal de recrutamento do SNS e nos sites da ACSS e das administrações regionais. Esta contratação é a outra face de um problema que já contámos: mais de 1,6 milhões de pessoas sem médico de família. Consulte as vagas oficiais no recrutamento do SNS.

Imagem ilustrativa · Foto: RDNE Stock project / Pexels

Bandeira da União Europeia
Oportunidades 3 de julho de 2026

Portugal 2030: os apoios abertos para empresas e quem quer arrancar

Há milhões da União Europeia à espera de projetos. Um mapa simples dos avisos de financiamento e por onde começar a candidatura.

Há uma expressão que soa a burocracia mas que pode valer muito dinheiro a quem tem um projeto na gaveta: Portugal 2030. É o nome do grande pacote de fundos europeus que financia investimento, inovação, digitalização e qualificação em Portugal até ao final da década — e, ao longo do ano, vai abrindo avisos com envelopes generosos para empresas e empreendedores.

O que costuma ser financiado

Os apoios cobrem áreas variadas: modernização de pequenas e médias empresas, transição digital e verde, investigação e desenvolvimento, formação de trabalhadores e criação de negócios inovadores. Cada aviso tem regras próprias — a quem se destina, que despesas cobre, que percentagem comparticipa — por isso o segredo é ler as condições com atenção antes de sonhar com o cheque.

Por onde começar

O ponto de partida é o portal oficial do Portugal 2030, onde se listam os avisos abertos e respetivos prazos. Muitas empresas recorrem a consultores para montar a candidatura, mas o primeiro passo — perceber se há um aviso que encaixa no seu projeto — pode e deve ser dado por conta própria. Um bom projeto mal enquadrado perde-se; um projeto médio bem candidatado avança.

O conselho de sempre: prazos apertam depressa, portanto quem anda a pensar não deve deixar para a última.

Veja também: empregos sazonais de verão, para quem procura trabalho já. Avisos e candidaturas no portal Portugal 2030.

Imagem: Wikimedia Commons

Pessoa a estudar num computador portátil
Oportunidades 2 de julho de 2026

Cheque-Formação: o apoio do Estado para quem quer estudar sem parar de trabalhar

O IEFP comparticipa formação a quem já trabalha, com especial atenção às competências digitais. Como funciona e por onde se começa a candidatura.

Há uma ideia que ganhou força nos últimos anos: aprender não acaba quando se arranja emprego. O problema é que a formação custa dinheiro e tempo, dois luxos que nem sempre sobram. É aí que entra o Cheque-Formação, um apoio do IEFP pensado precisamente para quem já trabalha e quer atualizar-se sem esvaziar a carteira.

Como funciona

A lógica é simples: o Estado comparticipa parte (ou a totalidade, dentro de um limite) do custo de ações de formação profissional. A variante mais falada é a do digital, que chega a cobrir várias centenas de euros para quem quer melhorar competências informáticas — de folhas de cálculo a ferramentas mais avançadas. O apoio destina-se a pessoas empregadas, seja por conta de outrem, a recibos verdes ou em nome individual, e não exige um nível de partida específico.

O que ter em conta

Como em quase tudo o que envolve fundos públicos, o segredo está nos pormenores. A formação tem de ser dada por uma entidade certificada, é preciso ter a situação regularizada perante as Finanças e a Segurança Social, e há documentos a juntar na candidatura, feita através do portal iefponline. Os montantes e os prazos vão mudando a cada edição, por isso vale sempre a pena confirmar as condições em vigor antes de contar com o cheque.

O balanço é positivo para quem tem disciplina: é dinheiro público a servir para exatamente aquilo que devia — tornar as pessoas mais preparadas para o mercado de trabalho.

Veja também: os apoios do Portugal 2030 para empresas. Medidas e candidaturas no portal do IEFP.

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Empregado de mesa numa esplanada de verão
Oportunidades 2 de julho de 2026

Trabalho de verão: onde estão os empregos sazonais este ano

Restauração, hotelaria e praias precisam de gente de julho a setembro. Um guia rápido para quem quer ganhar uns trocos (e experiência) no verão.

O verão português tem duas caras: a de quem vai de férias e a de quem trabalha para que essas férias aconteçam. Entre julho e setembro, a restauração, a hotelaria e o comércio das zonas de praia entram em modo de contratação acelerada — e é aí que surgem milhares de oportunidades sazonais para estudantes, jovens à procura de experiência e quem quer simplesmente um reforço no orçamento.

Onde procurar

Os balcões mais óbvios são os do costume: restaurantes, bares, esplanadas, hotéis, parques de campismo e lojas em zonas turísticas. O Algarve, a costa alentejana, Lisboa, Porto e as ilhas concentram grande parte da procura, mas o interior turístico também contrata. Vale a pena combinar o método antigo — entregar currículo à porta — com os portais de emprego online e as redes sociais dos próprios estabelecimentos.

O que ter em conta

Trabalho sazonal é trabalho a sério: deve ter contrato, horário definido e as contribuições em dia. Antes de aceitar, confirme o vínculo, o pagamento de horas extra e as folgas. Um emprego de verão pode ser cansativo, mas também é onde muita gente aprende as primeiras lições de responsabilidade — e faz contactos que duram.

Para estudantes, é ainda uma linha no currículo que conta mais do que parece.

Veja também: candidaturas de estágios do IEFP abertas. Medidas e apoios ao emprego no site do IEFP.

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Equipa a trabalhar num escritório moderno
Oportunidades 1 de julho de 2026

Os empregos mais procurados em Portugal em 2026

Com o desemprego em mínimos, há setores onde faltam mãos e sobram vagas. Onde estão as melhores oportunidades este ano — e quem fala línguas leva vantagem.

O mercado de trabalho português está num bom momento. Com o desemprego perto dos 6% — dos valores mais baixos dos últimos anos —, há setores onde os empregadores andam mesmo à procura de gente. Se está a pensar mudar de rumo, este pode ser o ano.

Onde estão as vagas

A tecnologia continua a liderar. Analistas de IT, engenheiros de suporte, especialistas de DevOps e consultores de cloud estão no topo da lista, e as áreas da inteligência artificial e da cibersegurança prometem crescer com força nos próximos anos.

A seguir vêm os cargos multilingues: serviço ao cliente, vendas, marketing digital e apoio técnico, sobretudo para quem domina inglês, alemão, neerlandês, francês ou línguas nórdicas. Portugal tornou-se uma base preferida de grandes centros de serviços internacionais, e isso traduz-se em milhares de vagas.

O turismo, que emprega cerca de 10% da força de trabalho, mantém-se como uma fonte fiável de emprego, e a energia verde é a aposta de futuro que já começa a criar postos.

Falar línguas é meio caminho andado

Se há uma dica que vale ouro, é esta: quem fala mais do que uma língua tem uma vantagem enorme. Muitas das melhores oportunidades em Portugal passam por empresas internacionais que precisam de equipas capazes de falar com meio mundo.

Vale também a pena olhar para os apoios ao empreendedorismo e à inovação, como os que descrevemos a propósito do Portugal 2030. Para procurar vagas e formação, o ponto de partida oficial é o IEFP.

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Equipa de uma startup a trabalhar num escritório
Oportunidades 1 de julho de 2026

Dinheiro para inovar: os apoios do Portugal 2030 abertos a empresas

Do Portugal 2030 ao Startup Voucher, há linhas de financiamento a correr em 2026 para quem tem um projeto com pés e cabeça. Onde bater à porta.

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Ter uma boa ideia é meio caminho andado; a outra metade costuma ser encontrar quem a financie. Para empresas e empreendedores em Portugal, 2026 traz várias portas abertas, e vale a pena conhecê-las antes de os prazos fecharem.

O guarda-chuva do Portugal 2030

O grande chapéu é o Portugal 2030, o pacote de fundos europeus que apoia empresas com uma mistura de financiamento, aconselhamento e formação. As linhas cobrem coisas concretas: adoção de tecnologia, desenvolvimento de negócio, qualificação de equipas e expansão para novos mercados. Não é dinheiro caído do céu — exige candidatura, papelada em ordem e um projeto que se sustente —, mas é dos apoios mais robustos ao dispor.

Para projetos de inovação de maior fôlego, há fundos dedicados que somam dezenas de milhões de euros, orientados sobretudo para setores como a tecnologia, a saúde, o clima e as ferramentas digitais.

Para quem está a começar

Quem ainda está no arranque tem o Startup Voucher, um apoio mensal na ordem dos 700 euros durante um período limitado, pensado para tirar uma ideia do papel. E entre programas nacionais e europeus, os montantes vão desde alguns milhares de euros até valores bem mais altos, consoante a fase e o setor.

O denominador comum a quem costuma ter sucesso? Um problema claro, um orçamento realista, contas certas e uma ligação genuína à economia portuguesa. Vale mais um projeto bem preparado do que dez candidaturas atiradas à sorte.

Veja também: a maior contratação do ano na inteligência artificial. Detalhes e candidaturas no portal do Portugal 2030.

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Equipa de hotelaria e restauração ao trabalho
Oportunidades 30 de junho de 2026

Trabalho de verão no turismo: o Algarve está a contratar a sério

Hotéis e restaurantes precisam de milhares de pessoas para a época alta. Onde estão as vagas e o que esperar.

Se procura trabalho rápido para o verão, o turismo continua a ser o maior empregador sazonal do país, e o Sul lidera a corrida. Só uma cadeia hoteleira no Algarve recrutou cerca de 1.600 pessoas para cozinha e serviço de mesa para a época, e a história repete-se em dezenas de unidades de Norte a Sul.

Onde estão as vagas

A procura é forte em hotéis, restaurantes, bares e empresas de animação turística. As funções mais pedidas vão de cozinha e sala a receção, limpeza e apoio a atividades. Muitas vagas não exigem grande experiência, valorizam disponibilidade, jeito para lidar com pessoas e, em muitos sítios, inglês ou outra língua estrangeira, porque o cliente é internacional.

O que esperar e como concorrer

São empregos intensos, de horários longos e muito fim de semana, mas pagam a época e abrem portas para quem quer ficar no setor. Vale a pena candidatar-se em portais de emprego, diretamente nos sites dos grupos hoteleiros e, no caso de quem mora perto, batendo à porta dos estabelecimentos com currículo na mão. Em zonas turísticas, o boca a boca ainda contrata muita gente.

Com a temporada a aquecer, quem se mexer agora apanha as melhores vagas antes de o mês de agosto encher tudo.

Veja também: o StartUp Voucher para jovens e a agenda de festivais do verão.

Ofertas e candidaturas em portais como Jobs in Portugal.

Imagem ilustrativa · Foto: Western Skyline Hotel / Pexels

Equipa de startup a trabalhar
Oportunidades 30 de junho de 2026

StartUp Voucher: 700 euros por mês para tirar a sua ideia do papel

O programa apoia jovens entre os 18 e os 35 anos que querem lançar um negócio, com subsídio mensal e mentoria.

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Ter uma ideia de negócio é fácil; sobreviver aos primeiros meses sem rendimento é que trava muita gente. É exatamente aí que entra o StartUp Voucher, um programa pensado para quem está a começar e precisa de tempo e algum chão financeiro para validar o projeto.

O que dá, na prática

A medida dirige-se a jovens entre os 18 e os 35 anos com uma ideia de empresa, e oferece um subsídio mensal na ordem dos 700 euros durante um período que pode chegar a doze meses. Mais do que o dinheiro, conta o pacote: acesso a mentoria, acompanhamento técnico e a entrada numa rede de incubadoras espalhadas pelo país. É o empurrão para passar do guardanapo ao protótipo.

Vale a pena candidatar-se?

Se tem uma ideia minimamente trabalhada e está disposto a dedicar-lhe tempo a sério, é dos apoios mais acessíveis para quem não tem capital próprio. Não transforma ninguém em milionário, mas dá margem para errar, ajustar e, com sorte e trabalho, descolar. O segredo é preparar bem a candidatura e perceber as regras antes de avançar.

Para quem anda a pensar mudar de vida, é um daqueles programas que merecem cinco minutos de atenção.

Veja também: como concorrer ao emprego público e o ecossistema tecnológico em Portugal.

Condições e candidaturas em Startup Portugal.

Imagem ilustrativa · Foto: cottonbro studio / Pexels

Candidato a preencher um formulário de emprego
Oportunidades 30 de junho de 2026

Quer um emprego no Estado? O guia rápido dos concursos

Bolsa de Emprego Público, portal Emprego Público e CRESAP: onde estão as vagas no setor público e como não perder os prazos.

Trabalhar para o Estado continua a atrair muita gente: estabilidade, horários previsíveis e, em muitas carreiras, progressão clara. O problema é que os concursos públicos têm uma lógica própria, com prazos curtos e linguagem que assusta. Aqui fica o mapa para não andar às aranhas.

Por onde começar

O ponto de partida é a Bolsa de Emprego Público, a BEP, onde são publicadas as vagas da administração pública. Há ainda o portal Emprego Público, onde pode criar uma área pessoal e acompanhar candidaturas, listas de classificação e notificações dos procedimentos a que concorreu.

Para cargos de direção superior, a porta é a CRESAP, a comissão que faz o recrutamento desses lugares. E há sites privados, como bolsas de estágios, que agregam ofertas atualizadas todos os dias — úteis para quem está a começar.

Três conselhos práticos

Primeiro: leia o aviso de abertura até ao fim, porque é lá que estão os requisitos e o método de seleção. Segundo: respeite o prazo ao minuto — concursos públicos não perdoam atrasos. Terceiro: guarde comprovativos de tudo o que submete.

Veja também: hoje é o último dia para entregar o IRS e a espera pela biometria do golden visa. As vagas oficiais estão no portal Emprego Público.

Imagem ilustrativa · Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels

Moedas empilhadas, simbolizando investimento
Oportunidades 30 de junho de 2026

Golden visa: a espera pela biometria chega aos 12 meses

Quem investe no golden visa enfrenta cerca de um ano entre o pedido e a recolha de biometria. O que isso significa para quem pondera avançar.

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O golden visa continua a atrair investidores de todo o mundo a Portugal, mas quem entra agora precisa de uma virtude rara em finanças: paciência. O intervalo entre submeter o pedido e fazer a recolha de biometria anda à volta dos 12 meses, segundo quem acompanha estes processos de perto.

Na prática, quem entregou candidatura até ao final de 2025 está a ser agendado para a recolha de biometria já no último trimestre de 2026. É muito tempo, sobretudo para um programa que vive da promessa de uma via relativamente expedita para a residência.

Vale a pena, mesmo com a fila?

Depende do objetivo. Para quem procura sobretudo mobilidade e um plano B de residência na Europa, o golden visa continua a ter procura, agora muito mais centrado em fundos de investimento do que no imobiliário, depois das alterações dos últimos anos.

Mas é preciso entrar com os olhos abertos. As filas são reais, os prazos escorregam e o programa tem estado debaixo de escrutínio político. Quem avança deve contar com horizontes longos e não com gratificação imediata.

O conselho prático é tratar isto como um investimento de médio prazo, com acompanhamento profissional e expectativas realistas quanto a tempos. Promessas de rapidez milagrosa, normalmente, são bandeira vermelha.

Para já, o Governo insiste que está a trabalhar para encurtar a espera. Os investidores agradecem, mas querem ver para crer.

Veja também: O Governo promete acabar com os atrasos do golden visa. Informação oficial na AIMA.

Imagem ilustrativa · Foto: Towfiqu barbhuiya / Pexels

Estação do Oriente, no Parque das Nações, em Lisboa
Oportunidades 29 de junho de 2026

Invest2030: o apoio a fundo perdido para PME que querem crescer

Dentro do Portugal 2030, o Invest2030 financia a inovação e expansão de PME na indústria, serviços e turismo. O que é e a quem se dirige.

Crescer custa dinheiro, e nem todas as boas ideias têm caixa para arrancar. É aí que entra o Invest2030, um instrumento dentro do Portugal 2030 que oferece financiamento a fundo perdido — ou seja, apoio que não é para devolver — a pequenas e médias empresas que queiram inovar e expandir-se no continente.

A quem se dirige

O programa abrange PME dos serviços, da indústria e do turismo. A lógica é simples: ajudar empresas com pés assentes na terra a dar o salto seguinte, seja com novos equipamentos, digitalização, novos mercados ou aumento de capacidade. Para um país onde a esmagadora maioria do tecido empresarial são PME, é um apoio que toca muita gente.

O que ter em conta

Apoio a fundo perdido soa a sonho, mas exige trabalho de casa: um plano de investimento sólido, contas em ordem e um projeto que encaixe nos critérios do aviso. Vale a pena perceber os prazos, os limites de apoio e as despesas elegíveis antes de avançar — e, se preciso, pedir ajuda a quem conhece estes processos.

Numa altura em que o crédito está mais caro, um euro que não se paga de volta vale por dois. Para quem tem um plano de crescimento na gaveta, é o momento de o tirar de lá.

Veja também: a poupança voltou a render com os juros a subir. Os avisos estão no portal do Portugal 2030.

Imagem: Wikimedia Commons

Torre de Belém, em Lisboa
Oportunidades 29 de junho de 2026

30 milhões para inovar no turismo: o apoio que está aberto até ao fim do ano

O Portugal 2030 tem um programa de apoio ao turismo com 30 milhões de euros, aberto a entidades públicas, associações e PME. Como concorrer.

Se tem um projeto para mexer com o turismo e anda à espera de uma ajuda para o pôr de pé, há boas notícias. Está aberto um programa de apoio ao turismo no âmbito do Portugal 2030 com uma dotação de cerca de 30 milhões de euros, dirigido a entidades públicas, associações sem fins lucrativos e pequenas e médias empresas.

O que procura financiar

A aposta vai para projetos inovadores que modernizem o setor, com foco em sustentabilidade, digitalização e competitividade — e abrange o continente, a Madeira e os Açores. Por outras palavras, não é só para grandes operadores de Lisboa ou do Algarve: vale para a estalagem familiar, o operador de experiências locais ou a autarquia que quer requalificar uma rota.

Como e até quando

A janela de candidaturas está aberta de forma contínua até 31 de dezembro de 2026, ou até esgotar o orçamento — o que acontecer primeiro. Tradução: não vale a pena adiar para dezembro, porque o dinheiro pode acabar antes. Vale a pena ler bem as condições, preparar a candidatura com calma e perceber se o projeto encaixa nos critérios de sustentabilidade e digitalização.

Para quem trabalha no setor que mais pesa na economia portuguesa, é uma das oportunidades mais concretas do ano. Um bom projeto na gaveta não rende; candidatado, pode mudar de escala.

Veja também: empregos de verão no turismo e nas feiras. Os avisos e candidaturas estão no portal do Portugal 2030.

Imagem: Wikimedia Commons

Moedas e notas de euro
Oportunidades 29 de junho de 2026

Juros a subir: a poupança voltou a render (e o que fazer com isso)

Com o BCE a apertar e a Euribor em máximos, depósitos a prazo e certificados pagam outra vez juros que valem a pena. Um guia simples.

Durante anos, ter dinheiro parado no banco era um exercício de frustração: os depósitos rendiam praticamente zero e a inflação ia comendo o pouco que sobrava. Com o BCE de novo a subir juros e a Euribor em máximos de 18 meses, esse cenário mudou — e vale a pena aproveitar.

A boa notícia é que os depósitos a prazo voltaram a pagar juros que se notam, e os produtos de aforro do Estado também ganharam atratividade. Para quem tem uma almofada de segurança a dormir na conta à ordem, é o momento de a pôr a trabalhar.

Por onde começar

Primeiro, separe o dinheiro que pode mesmo bloquear por uns meses do que precisa de ter sempre à mão. Para o que pode bloquear, compare ofertas de depósitos a prazo entre bancos — as taxas variam mais do que se imagina — e veja as condições dos certificados de aforro e do Tesouro.

Segundo, leia as letras pequenas: prazo, penalização por levantamento antecipado e se a taxa é fixa ou indexada. E não se esqueça do imposto sobre os juros ao comparar rendimentos.

Não é ficar rico, é deixar de perder. Numa altura em que o crédito fica mais caro, fazer a poupança render é a outra metade da mesma equação.

Veja também: o BCE prepara nova subida de juros. As taxas de referência oficiais estão no Banco de Portugal.

Imagem ilustrativa · Wikimedia Commons