Faltam 96 marcos do PRR para cumprir e o Governo tem até 31 de agosto para os fechar
Estão concluídos 283 dos 379 marcos e metas do PRR acordados com a Comissão Europeia. Faltam 96, e o prazo para os fechar e executar as subvenções termina a 31 de agosto.
Agora já há uma contabilidade concreta em cima da mesa. Dos 379 marcos e metas que Portugal acordou com a Comissão Europeia no Plano de Recuperação e Resiliência, 283 estão concluídos. Faltam 96, e o relógio pára a 31 de agosto.
O que falta cumprir no PRR?
Noventa e seis marcos, na contabilidade apresentada pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida. É um número que parece grande a um mês do fim, mas boa parte corresponde a obras e reformas já em execução que só ficam formalmente validadas quando a papelada sobe a Bruxelas. Já a promessa política é a mesma que o Governo vem repetindo desde que entregou a sétima e última reprogramação do plano: nenhum euro fica por investir, nenhum euro volta para Bruxelas.
O que acontece se o PRR não for todo executado?
O dinheiro não executado não fica em caixa à espera: perde-se. É por isso que a promessa política vale mais pelo que evita do que pelo que promete — devolver verbas seria o pior resultado possível para um plano que financiou desde habitação a comboios, passando por formação profissional e digitalização do Estado. O ponto de situação oficial e os pedidos de pagamento estão publicados no portal do Governo.
O prazo de 31 de agosto não é uma escolha de calendário nacional. É o limite acordado à escala europeia para o instrumento criado depois da pandemia, e vale para os 27 — vários Estados-membros chegam a esta data com margens bem mais apertadas do que a portuguesa.
Cumprir os marcos, note-se, não é o mesmo que ter os efeitos no terreno. Muita da despesa fecha agora, mas as obras e os programas que ela paga vão continuar a rolar pelos próximos anos, e é aí que se vai medir se o dinheiro foi bem gasto. O retrato macro de como o PRR pesou nas contas está no nosso balanço da economia portuguesa e os fundos europeus.
Imagem: Axel Kirch / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)