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Sede da Comissão Europeia, o edifício Berlaymont, em Bruxelas, com bandeiras da UE
Notícias 24 de julho de 2026

O PRR entrou na reta final e o Governo já entregou a última reprogramação em Bruxelas — para não devolver nem um euro

O PRR está a semanas do fim e o Governo entregou a sétima e última reprogramação a Bruxelas, a correr contra o prazo para não perder verba europeia.

O PRR está mesmo a acabar, e o Governo não quer chegar ao fim com dinheiro por gastar. Esta semana entregou em Bruxelas a sétima — e, garante, última — reprogramação do plano, aquela mexida final nas contas que serve para uma coisa só: não ter de devolver verba europeia por não a ter conseguido aplicar a tempo.

A lógica é simples de perceber. O Plano de Recuperação e Resiliência tem um prazo rígido para concluir os investimentos, e o que não estiver executado até lá deixa de poder ser pago. Quando um projeto encalha ou fica mais barato do que o previsto, sobra dinheiro. Em vez de deixar essa verba cair, o Governo desvia-a para outras frentes que ainda conseguem gastá-la dentro do prazo — sobretudo apoios à inovação e à competitividade das empresas.

Porque é que o Governo mexeu no PRR agora?

Porque é a última janela. Faltam poucas semanas para o plano fechar e esta é a derradeira oportunidade de acertar as contas antes de a porta bater. Depois disto, não há mais ajustes: o que ficar por executar fica mesmo por executar, e a fatura volta para Bruxelas. Daí a pressa em redistribuir cada euro que ainda dê para aproveitar, num plano que canalizou milhares de milhões para a economia portuguesa ao longo dos últimos anos.

O que acontece a seguir?

O calendário aperta: os investimentos têm de estar concluídos até ao fim do verão, e é aí que se vai ver quanto do PRR Portugal conseguiu mesmo transformar em obra feita — casas, comboios, escolas, apoios a empresas — e quanto ficou pelo caminho. A execução final é o que conta para a nota que Bruxelas dá ao país. O ponto de situação oficial de cada investimento está no portal Recuperar Portugal.

Para as famílias e para as empresas, a mensagem prática é esta: os apoios que ainda estão abertos têm agora um relógio a contar, e vale a pena candidatar-se enquanto a verba existe. Depois de setembro, muita coisa deixa simplesmente de estar em cima da mesa.

Por Marta Carneiro

Imagem: Euro Pictures / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Avião Air Tractor de combate a incêndios em voo, do tipo enviado por Portugal para a França
Notícias 24 de julho de 2026

Portugal mandou dois aviões ajudar a França a apagar os incêndios — e foi o próprio Macron a agradecer

Portugal enviou dois aviões Air Tractor para ajudar a França a combater incêndios no sudoeste, através do mecanismo de proteção civil da UE. Macron confirmou o reforço.

Há poucas semanas era Portugal a pedir ajuda para os seus fogos. Agora é ao contrário: o país enviou dois aviões para o sudoeste da França, onde os incêndios estão a devorar hectares e a obrigar a evacuar milhares de pessoas. E não foi um agradecimento qualquer — foi o Presidente Emmanuel Macron, em pessoa, a nomear Portugal na lista dos reforços que aí vêm. Dois aviões Air Tractor, os pequenos aparelhos amarelos que largam água sobre as chamas e são um…

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Ambulância do INEM junto a uma unidade de saúde
Notícias 24 de julho de 2026

As urgências entram no verão sem as escalas todas fechadas — e o SNS já avisa

O SNS entra no verão de 2026 com o plano de contingência ativo mas sem as escalas das urgências todas garantidas; a ministra admitiu falta de recursos humanos e há novos incentivos ao trabalho suplementar dos médicos.

Verão em Portugal é sinónimo de praia, festivais e estradas cheias — e, todos os anos, de urgências hospitalares sob pressão. Este ano não é exceção, e o próprio Serviço Nacional de Saúde já pôs as cartas na mesa: as escalas não estão todas fechadas. A ministra da Saúde admitiu não ter "a escala completa para os próximos três meses", apontando o dedo à falta de recursos humanos. Traduzindo: em algumas unidades, sobretudo à noite e nas especialidades mais…

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Helicóptero de combate a incêndios com balde de água suspenso, num céu limpo
Notícias 23 de julho de 2026

Perigo de incêndio dispara em dezenas de concelhos com o calor a apertar em Portugal

O perigo de incêndio subiu para muito elevado em cerca de 80 concelhos à medida que o calor aumenta. Veja os distritos em risco e como se proteger.

O calor não dá tréguas e o mato está seco — a combinação que mais preocupa quem combate incêndios. O perigo de incêndio rural voltou a subir em Portugal continental, com cerca de 80 concelhos em risco muito elevado e outras dezenas em risco elevado, à medida que as temperaturas sobem ao longo da semana. O perigo concentra-se sobretudo no interior norte e centro e em pontos do sul: distritos como Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda,…

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Fachada do Palais Bourbon, sede da Assembleia Nacional francesa
Notícias 22 de julho de 2026

A França vai proibir as redes sociais aos menores de 15 anos — e é a primeira da UE a fazê-lo

O parlamento francês aprovou a proibição de redes sociais para menores de 15 anos e o fim dos telemóveis nas escolas. Falta o aval do Conselho Constitucional.

A França deu esta semana um passo que nenhum outro país da União Europeia tinha dado: as duas câmaras do parlamento aprovaram uma lei que proíbe o acesso às redes sociais a menores de 15 anos. É uma das bandeiras do segundo mandato de Emmanuel Macron e coloca o país na linha da frente de um debate que atravessa o mundo — o do efeito das redes na saúde e na segurança dos mais novos. A lei não fica por aí. Proíbe também o uso de telemóveis dentro das…

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Praia cheia de chapéus-de-sol em Albufeira, no Algarve, num dia de calor
Notícias 22 de julho de 2026

O calor volta a apertar em Portugal esta quarta — e o Sul pode roçar os 39 graus

A onda de calor tem novo pico a 22 de julho: interior e Sul entre 35 e 39 graus, mar anormalmente quente e risco de incêndio outra vez em cima da mesa.

Se sentiu que o ar estava outra vez pesado esta manhã, não é impressão sua. Esta quarta-feira, 22 de julho, é o dia mais quente deste episódio, com o interior e o Sul do país a subirem dois a três graus face a terça e várias zonas a ficarem entre os 35 e os 39 graus. O aquecimento aperta sobretudo no interior e no sotavento algarvio. Nas capitais de distrito do Alentejo, o termómetro anda perto dos 36 graus em Évora, 35 em Beja e 34 em Portalegre, e no…

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O estreito de Bab-el-Mandeb, uma das rotas de navegação mais movimentadas do mundo, visto do mar
Notícias 22 de julho de 2026

Os Houthis declararam bloqueio naval à Arábia Saudita — e o petróleo do mundo ficou logo em alerta

Os Houthis do Iémen anunciaram um bloqueio naval à Arábia Saudita, abrindo uma nova frente na guerra entre os EUA e o Irão e ameaçando as rotas de petróleo do Mar Vermelho.

Os Houthis do Iémen anunciaram a 20 de julho um bloqueio naval à Arábia Saudita, e é a espécie de frase que faz um analista de energia largar o café. O grupo, alinhado com o Irão, diz que passa a impor um "embargo marítimo" à navegação saudita com efeito imediato — e garante ter mísseis anti-navio, fornecidos por Teerão, prontos para disparar sobre quem furar o bloqueio. Não é um episódio isolado. Os Houthis já tinham quebrado uma trégua de quatro anos…

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Estudantes à entrada do Liceu Camões, em Lisboa
Notícias 21 de julho de 2026

A 2.ª fase dos exames nacionais começa hoje — e há alunos que ainda não sabem a nota da 1.ª

A 2.ª fase dos exames nacionais decorre de 21 a 24 de julho, com as orais até dia 28. Cerca de 1.400 notas da 1.ª fase seguiram 'suspensas' para as escolas.

A 2.ª fase dos exames nacionais arranca esta terça-feira, e fá-lo num ambiente pouco habitual: parte dos alunos entra na sala sem saber ao certo que nota tirou na 1.ª. As provas escritas decorrem de 21 a 24 de julho — o calendário foi empurrado uns dias pelo caos das classificações — e as orais de línguas estrangeiras prolongam-se até 28. O calendário oficial, prova a prova, está no site do IAVE. Porque a 1.ª fase fechou torta. As pautas só foram afixadas…

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Praça da Independência (Maidan) no centro de Kiev, capital da Ucrânia
Notícias 20 de julho de 2026

A Rússia atacou Kiev com um dos maiores bombardeamentos da guerra — e a Ucrânia respondeu com 400 drones

Um ataque com mísseis balísticos fez seis mortos em Kiev e dez perto de Odessa. A Ucrânia respondeu com 400 drones sobre Moscovo.

A Rússia lançou sobre Kiev um dos maiores ataques com mísseis balísticos desde o início da guerra, e o balanço desta segunda-feira conta pelo menos seis mortos e dezenas de feridos na capital ucraniana. Perto de Odessa, no sul, outro ataque russo matou dez pessoas. Moradores de Kiev descreveram duas vagas de explosões, com prédios a tremer e portas arrancadas pela onda de choque. Com uma enxurrada de drones: cerca de 400 aparelhos foram lançados contra…

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Bandeira do Chile
Notícias 20 de julho de 2026

O Chile declarou estado de catástrofe — as chuvas isolaram quase 100 mil pessoas no norte

O Chile está em estado de catástrofe no norte depois de dias de tempestade: quase 100 mil pessoas isoladas, milhares realojadas e a pior chuvada em décadas em Coquimbo e Atacama.

O norte do Chile está oficialmente em estado de catástrofe. Depois de vários dias de vento e chuva intensa, o presidente José Antonio Kast ativou o regime de exceção que entrega aos militares a coordenação do socorro nas zonas mais atingidas — e os números explicam porquê: quase 100 mil pessoas estão isoladas por estradas cortadas e pontes danificadas. O temporal começou a bater no país na quarta-feira e concentrou a fúria onde ninguém esperava: Coquimbo…

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Vista da cidade de Caracas, com o monte Ávila ao fundo
Notícias 20 de julho de 2026

Os sismos na Venezuela já fizeram 5.208 mortos — e mais de 120 são portugueses ou lusodescendentes

O balanço dos sismos na Venezuela subiu para 5.208 mortos e 16.740 feridos. Entre as vítimas há mais de 120 portugueses e lusodescendentes, e há 50 desaparecidos.

Quase um mês depois, a terra ainda não deixou a Venezuela respirar. O balanço oficial dos dois sismos de 24 de junho subiu esta segunda-feira para 5.208 mortos — mais 89 do que na contagem anterior — e 16.740 feridos, segundo os números apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. E para Portugal a tragédia tem um peso muito próprio: entre as vítimas mortais contam-se mais de 120 portugueses e lusodescendentes, com cerca de 50…

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Mapa do Irão com a província do Khuzistão, onde fica Darkhovin, destacada a vermelho
Notícias 20 de julho de 2026

Os EUA atacaram a central nuclear de Darkhovin — e o Irão dá o acordo por morto

Os EUA bombardearam a central nuclear de Darkhovin, em construção no Khuzistão, ao nono dia de ataques ao Irão. Teerão anunciou que deixa de cumprir o acordo e a AIEA está a avaliar os danos.

O conflito entre os Estados Unidos e o Irão cruzou este domingo uma linha que ainda não tinha sido tocada: uma central nuclear. Por volta das 03h39 locais, vários projéteis norte-americanos atingiram o estaleiro de Darkhovin, no sudoeste do país, e Teerão respondeu da forma mais previsível — anunciou que deixa de cumprir o acordo alcançado em maio. Donald Trump, questionado sobre o anúncio iraniano, despachou o assunto: não podia importar-se menos.…

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Fachada da Escola Secundária Sá de Miranda, em Braga
Notícias 19 de julho de 2026

As notas dos exames enviadas na sexta tinham erros — e as escolas só souberam este domingo

A EduQA admitiu que um erro de exportação corrompeu parte das notas dos exames nacionais enviadas às escolas na sexta-feira. A correção seguiu às 23h, mas o aviso às escolas só chegou no domingo.

O verão dos exames nacionais continua a dar dores de cabeça. Depois das centenas de provas afixadas com nota suspensa, a EduQA admitiu este domingo que parte das notas enviadas às escolas na sexta-feira à noite estava simplesmente errada. Um erro de exportação nos ficheiros fez com que algumas classificações seguissem incorretas no primeiro lote de resultados que o Júri Nacional de Exames distribuiu às escolas na sexta-feira, por volta das 19h30. O…

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Bandeira da Jordânia, com as faixas preta, branca e verde e a estrela branca sobre o triângulo vermelho
Notícias 19 de julho de 2026

O Irão matou dois militares dos EUA na Jordânia — e Washington já respondeu

O Irão reivindicou o ataque à base de Al-Azraq, na Jordânia, que matou dois militares dos EUA. Washington respondeu com novos bombardeamentos e Khamenei fala em 'fantasia ingénua'.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão acaba de cruzar mais uma linha. Um ataque com drones e mísseis à base de Al-Azraq, na Jordânia, matou dois militares norte-americanos — as primeiras baixas dos EUA desde que o cessar-fogo ruiu, elevando para quinze o total de militares americanos mortos desde o início do conflito. A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou o ataque sem rodeios, e a resposta não tardou: Washington lançou uma nova vaga de…

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Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irão, sentado ao lado de Ali Larijani
Notícias 19 de julho de 2026

O Irão promete 'lições inesquecíveis' e a guerra já ataca a água do Golfo

Ao oitavo dia de ataques dos EUA, o Irão voltou a atingir centrais de dessalinização no Kuwait e o líder supremo ameaça com 'lições inesquecíveis'.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão entrou no oitavo dia sem sinal de travão — e com um alvo novo e assustadoramente concreto: a água potável do Golfo. Pelo segundo dia consecutivo, mísseis iranianos atingiram uma central de produção de eletricidade e dessalinização no Kuwait, provocando incêndios numa infraestrutura de que dependem milhões de pessoas numa das regiões mais áridas do planeta. A retórica também subiu de tom. O líder supremo iraniano,…

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