Metade dos portugueses quer o Orçamento de 2027 viabilizado — e os olhos estão postos no Chega
Um barómetro divulgado esta terça-feira indica que 50,8% dos portugueses defendem a viabilização do OE 2027; só 22,2% querem o chumbo e 27% estão indecisos.
Os portugueses já escolheram o desfecho que querem para a próxima batalha orçamental: 50,8% defendem que a oposição deve viabilizar o Orçamento do Estado para 2027, segundo um barómetro da Intercampus divulgado esta terça-feira. Só 22,2% acham que o documento deve ser chumbado — e há uma fatia considerável, 27%, que ainda não sabe o que pensar.
Quem tem mais responsabilidade na aprovação do OE 2027?
Para os inquiridos, a resposta é clara: o Chega é apontado como o partido com maior responsabilidade na aprovação das contas públicas do próximo ano. Faz sentido aritmético — num parlamento onde o Governo não tem maioria, é a bancada de André Ventura que mais facilmente decide o destino do documento, seja pelo voto a favor, seja pela abstenção.
O recado dos eleitores chega num momento sensível. O Governo de Luís Montenegro acabou de ver a reforma laboral chumbada no Parlamento, o PS afina a estratégia em torno do custo de vida e o outono orçamental promete ser tudo menos aborrecido. A margem de indecisos sugere que muita gente está à espera de ver o que o documento traz antes de tomar partido — o que, convenhamos, é uma posição bastante razoável.
Quando é apresentado o Orçamento do Estado para 2027?
A proposta deve ser entregue na Assembleia da República até 10 de outubro, como manda o calendário habitual, com a votação na generalidade semanas depois — o processo pode ser acompanhado no site do Parlamento. Até lá, contam-se os votos, os humores e as linhas vermelhas de cada bancada.
Sondagem é sondagem: mede o ambiente, não decide nada. Mas quando metade do país pede estabilidade e só um quinto pede chumbo, os partidos que sonham com eleições antecipadas ficam com um argumento a menos.
Imagem: Alvesgaspar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)