A Espanha chega à final do Mundial 2026 com um só golo sofrido — e a Argentina tem dois dias para achar a falha
A Espanha fez seis jogos sem sofrer no Mundial 2026 e só encaixou um golo em todo o torneio. No domingo, no MetLife Stadium, é este muro que o campeão em título tem de furar.
Há um número que explica porque é que a Espanha chega a domingo como favorita: um. Um golo sofrido em sete jogos de Mundial. Nenhuma seleção tinha chegado a uma final assim — seis jogos de baliza intacta na mesma edição, coisa nunca vista em Mundiais — e é essa muralha que a Argentina de Messi tem 48 horas para estudar.
Quantos golos sofreu a Espanha no Mundial 2026?
Apenas um, em toda a campanha — e seis dos sete jogos acabaram sem que Simón fosse buscar a bola ao fundo da rede, marca inédita numa única edição. Não é sorte: é uma equipa que quase não deixa o adversário chegar à área, com o meio-campo a sufocar a saída de bola e Simón a resolver o pouco que sobra.
Do outro lado está o contra-argumento óbvio: a Argentina campeã do mundo não precisa de muitas ocasiões. Bastou-lhe meia hora inspirada para virar a meia-final com a Inglaterra, e Messi, aos 39 anos, continua a decidir jogos com um passe. A equipa que ganhar torna-se um caso histórico: a Argentina seria a primeira a revalidar o título desde o Brasil de 1958 e 1962; a Espanha juntaria o Mundial ao Europeu que já tem na prateleira.
Que final é esta, afinal?
É a primeira final de sempre entre o campeão da Europa e o campeão da América do Sul — os dois títulos continentais frente a frente, com 50 milhões de dólares de prémio para quem levantar a taça. Joga-se domingo, 19 de julho, às 20h00 de Lisboa, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia — os horários, canais e alternativas de streaming estão no nosso guia para ver a final em Portugal, e a ficha oficial do jogo no site da FIFA.
Um muro histórico contra o melhor finalista da era moderna. Se a Espanha sofrer o segundo golo do seu Mundial no pior dia possível, ninguém lhe vai lembrar o recorde.
Por Vasco Almada
Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)