EN
Vista aérea de um campo de futebol durante um jogo
Desporto 12 de julho de 2026

Mundial 2026 hoje: notícias, resultados e quadro atualizado

Acompanhamento contínuo do Mundial 2026: resultados de cada ronda, quadro da fase a eliminar e as histórias do dia, até à final de 19 de julho.

Esta é a nossa página de acompanhamento contínuo do Mundial 2026, atualizada a cada ronda até à final de 19 de julho, no MetLife Stadium. Em vez de procurar o artigo do dia, encontra aqui os resultados que interessam, as histórias que marcam o torneio e o caminho até à final — com o calendário e os resultados oficiais sempre disponíveis no site da FIFA.

Como funciona a fase a eliminar do Mundial 2026?

Pela primeira vez há uma ronda de 32 antes dos oitavos: apuram-se os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros, como explicámos no nosso guia da nova fase a eliminar. Desde aí o quadro foi ganhando forma, tal como antecipámos quando os duelos começaram a desenhar-se.

Atualizações

12 de julho de 2026

Dia de descanso, conversa ao rubro: a véspera das meias-finais ficou entregue ao duelo de gerações entre Lamine Yamal e Kylian Mbappé, que nunca perderam um para o outro do lado espanhol — o historial de 5-0 e o que está em jogo estão no retrato do duelo Yamal-Mbappé. Nota à margem do torneio: morreu Hamad bin Khalifa Al Thani, o antigo emir que trouxe o Mundial de 2022 para o Qatar.

As meias-finais estão fechadas: a Inglaterra bateu a Noruega por 2-1 no prolongamento, com bis de Bellingham, e defronta a Argentina, que afastou a Suíça por 3-1 — os detalhes estão na antevisão do Inglaterra-Argentina. Fora de campo, a FIFA confirmou o cartaz do primeiro espetáculo de intervalo de uma final, com Madonna, Shakira, BTS e Coldplay, e soube-se que o EUA-Bélgica bateu o recorde de audiências de futebol na TV americana, com 46 milhões de espectadores.

As meias-finais ficaram fechadas esta madrugada: França-Espanha joga-se terça-feira em Dallas e o Inglaterra-Argentina de quarta-feira, em Atlanta, é a primeira meia-final de sempre entre os dois — a antevisão completa, com horas e histórico, já está publicada. No rescaldo dos quartos, ficou a expulsão insólita de Embolo por ‘identidade trocada’ e a lesão de Courtois, que pode ter fechado uma era na baliza belga.

As meias-finais estão fechadas: França-Espanha e Inglaterra-Argentina. A Argentina venceu a Suíça por 3-1 no prolongamento, num jogo marcado pela expulsão de Breel Embolo — o primeiro cartão por identidade trocada da história dos Mundiais, confirmado pelo árbitro português João Pinheiro. A Inglaterra tinha garantido a vaga horas antes, com um bis de Bellingham no prolongamento frente à Noruega.

O quadro está fechado: a Argentina venceu a Suíça por 3-1 no prolongamento, numa noite marcada pela expulsão de Embolo por simulação, assinalada pelo português João Pinheiro. Meias-finais: França-Espanha (terça, Dallas) e Argentina-Inglaterra (quarta).

A Inglaterra está nas meias-finais: bis de Bellingham no prolongamento para vencer a Noruega por 2-1 em Miami, depois de Schjelderup ter adiantado os noruegueses. Falta só o Argentina-Suíça para fechar o quadro; o vencedor defronta os ingleses.

11 de julho de 2026

As meias-finais começam a ganhar forma: a França defronta a Espanha a 14 de julho, em Dallas, na desforra do Euro 2024 — a antevisão completa está no nosso artigo sobre o França-Espanha das meias-finais. No fecho dos quartos jogavam-se esta noite o Noruega-Inglaterra, em Miami, e o Argentina-Suíça, em Kansas City, com arbitragem do português João Pinheiro; os vencedores fecham o quadro e entram aqui na atualização de amanhã.

O dia ficou marcado pela morte de Jayden Adams, médio sul-africano de 25 anos que disputou o Mundial há semanas — a história está aqui. Em campo, a noite fecha os quartos: Noruega-Inglaterra em Miami (22h00 de Lisboa) e Argentina-Suíça em Kansas City (02h00 de domingo), com João Pinheiro no apito.

A Espanha confirmou a primeira vaga nas meias-finais ao bater a Bélgica por 2-1, com Merino outra vez decisivo e Courtois a sair lesionado e em lágrimas — pode ter sido o adeus do belga aos Mundiais. Este sábado fecham-se os quartos: Noruega-Inglaterra em Miami, com o príncipe Haakon na bancada, e Argentina-Suíça em Kansas City (02:00 de domingo em Lisboa), com o português João Pinheiro no apito.

Dia de fechar o quadro das meias-finais: a Argentina, campeã em título, defronta a Suíça em Kansas City e a Noruega de Haaland mede forças com a Inglaterra em Miami — ambos na madrugada de domingo em Lisboa, com o português João Pinheiro nomeado para o Argentina-Suíça. Fizemos a antevisão do duelo de Kansas City, com Messi na frente da Bota de Ouro com oito golos. Espanha-França já está marcado para dia 14, em Dallas.

10 de julho de 2026

A Espanha venceu a Bélgica por 2-1 em Inglewood e é a segunda semifinalista, com golos de Fabián Ruiz e Mikel Merino — De Ketelaere ainda travou a série recorde de Unai Simón, aos 650 minutos. Nas meias, a Espanha defronta a França. Do outro lado do quadro, Noruega-Inglaterra decide o próximo apurado. O relato completo está no artigo do jogo e a reação de Lamine Yamal, com elogios a Portugal, dá conversa própria.

O Mundial 2026 tornou-se oficialmente o mais visto de sempre nos estádios: 3.605.357 espetadores nos primeiros 56 jogos, acima do recorde de 1994. A França de Mbappé foi a primeira a garantir as meias-finais, e o Espanha-Bélgica desta noite (20h00 em Lisboa) decide o adversário. Os detalhes do recorde e dos bilhetes a 9.500 euros estão no nosso balanço de bancadas e bilheteiras.

A França é a primeira semifinalista: venceu Marrocos por 2-0 em Boston, com golos de Mbappé e Dembélé, e espera agora pelo vencedor do Espanha-Bélgica, que se joga esta noite às 20h00 de Lisboa. No sábado seguem os outros dois quartos: Noruega-Inglaterra, com Haaland e Kane frente a frente, às 22h00, e o Argentina-Suíça a fechar a ronda.

A FIFA suspendeu Jarell Quansah por dois jogos pelo vermelho frente ao México — o central falha o Noruega-Inglaterra de sábado e uma eventual meia-final. Hoje jogam-se os primeiros 90 minutos dos quartos em Los Angeles: Espanha-Bélgica às 20h00 de Lisboa, com a França já apurada à espera do vencedor do lado de lá do quadro.

9 de julho de 2026

A França é a primeira semifinalista: venceu Marrocos por 2-0 em Boston, com golos de Mbappé (oitavo no torneio) e Dembélé (quinto). Os bleus esperam agora pelo vencedor do Espanha-Bélgica de sexta-feira — o resumo do França-Marrocos está aqui e a antevisão do Espanha-Bélgica aqui. Sábado fecham-se os quartos com Noruega-Inglaterra e Argentina-Suíça.

Arrancam os quartos de final: França-Marrocos abre a fase decisiva em Boston (quinta) e, na sexta, a Espanha que eliminou Portugal defronta a Bélgica em Inglewood — os espanhóis chegam sem sofrer golos, com um recorde de seis jogos seguidos sem encaixar em fases finais.

8 de julho de 2026

O quadro dos quartos ficou fechado: a Suíça eliminou a Colômbia nos penáltis, 72 anos depois dos últimos quartos, depois de um 0-0 que sobreviveu ao prolongamento, e junta-se a França, Marrocos, Espanha, Bélgica, Noruega, Inglaterra e Argentina. Os jogos decorrem de quinta a domingo, a abrir com França-Marrocos em Boston — o calendário completo, com horas em Portugal, está no nosso guia de onde ver. Fora das quatro linhas, a FPF oficializou a saída de Roberto Martínez, com Jorge Jesus encaminhado para a sucessão, e Portugal doou 87 mil euros ao fundo FIFA-Global Citizen para as crianças da Venezuela após o apelo de Shakira.

7 de julho de 2026

Portugal está fora — caiu com a Espanha (0-1, golo de Mikel Merino já nos descontos) e o torneio entra nos quartos de final. O quadro: França–Marrocos (quinta, 9 jul), Espanha–Bélgica (sexta, 10 jul) e Noruega–Inglaterra (sábado, 11 jul), com o quarto jogo no domingo (12 jul) a decidir-se com o último apurado dos oitavos. A Espanha, que eliminou Portugal, mede forças com a Bélgica.

Dia de rescaldo: Roberto Martínez confirmou que deixa o comando da seleção após a eliminação, e ao fim do dia a sucessão ganhou nome: Jorge Jesus é o escolhido de Pedro Proença para um ciclo de quatro anos, com acordo encaminhado para fechar até domingo. A noite encerra os oitavos com Argentina-Egito e Suíça-Colômbia a definirem os últimos lugares dos quartos.

6 de julho de 2026

Portugal está fora: a Espanha venceu por 1-0 em Dallas, com golo de Mikel Merino, no jogo que encerrou o percurso da seleção. Foi também a despedida de Cristiano Ronaldo dos Mundiais, depois de o capitão ter confirmado na véspera que este seria o último.

4 de julho de 2026

Sábado de eliminatórias: Marrocos goleou o Canadá e afastou um dos anfitriões da prova, enquanto a França mediu forças com o Paraguai na mesma jornada.

3 de julho de 2026

Cabo Verde caiu de pé: na primeira eliminatória da sua história, os Tubarões Azuis levaram a Argentina de Messi ao prolongamento e só perderam por 3-2, com um golo cruel perto do fim.

2 de julho de 2026

Portugal venceu a Croácia por 2-1 em Toronto — grande penalidade de Ronaldo e cabeceamento de Gonçalo Ramos ao minuto 94 — no reencontro com o velho conhecido das grandes fases, marcando o clássico ibérico que ninguém queria tão cedo.

1 de julho de 2026

O arranque do mata-mata confirmou o Mundial das surpresas: a Noruega eliminou o Brasil por 2-1, a Bélgica goleou os anfitriões EUA por 4-1 e Marrocos fez história ao afastar a Holanda nos penáltis.

29 de junho de 2026

A fase a eliminar arrancou com África do Sul-Canadá e Portugal ficou a saber o caminho: missão cumprida na fase de grupos, Croácia a 2 de julho.

28 de junho de 2026

Sem golos em Miami: Portugal empatou 0-0 com a Colômbia e fechou o Grupo K em segundo. Cabo Verde fez ainda melhor — fase de grupos sem derrotas e apuramento histórico na primeira presença.

23 de junho de 2026

Noite grande em Houston: Portugal 5-0 Uzbequistão, com bis de Ronaldo — o primeiro jogador a marcar em seis Mundiais, como contámos no resumo da jornada. No mesmo dia, Messi ultrapassou Klose e tornou-se o melhor marcador de sempre da prova.

22 de junho de 2026

Cabo Verde voltou a surpreender: 2-2 frente ao Uruguai, primeiro golo de sempre num Mundial e o apuramento nas próprias mãos, depois de já ter empatado com a Espanha na estreia.

20 de junho de 2026

Estreia com tropeção: Portugal 1-1 RD Congo, com golo madrugador de João Neves anulado pelo empate congolês em cima do intervalo — o primeiro ponto da história congolesa em Mundiais.

15 de junho de 2026

A contagem decrescente: Portugal chegou ao arranque com o sexto Mundial de Ronaldo e a memória de Diogo Jota — e a pergunta de sempre: seria esta a última dança?

Por Vasco Almada

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Montagem com Lamine Yamal, com a camisola de campeão europeu da Espanha, e Kylian Mbappé com a camisola da França
Desporto 12 de julho de 2026

Yamal-Mbappé: o duelo que herda o trono de Ronaldo e Messi nas meias do Mundial

Lamine Yamal e Kylian Mbappé defrontam-se terça-feira nas meias-finais do Mundial 2026. O prodígio espanhol nunca perdeu um jogo a eliminar contra o francês: 5-0.

Durante quase vinte anos, o futebol organizou-se em torno de uma pergunta: Ronaldo ou Messi? Esse tempo está a acabar — e terça-feira, em Dallas, joga-se qualquer coisa parecida com uma sucessão. Lamine Yamal contra Kylian Mbappé, Espanha contra França, uma meia-final de Mundial como palco de estreia da rivalidade que promete ocupar a próxima década.

O simbolismo é difícil de ignorar. Cristiano Ronaldo, aos 41, despediu-se dos Mundiais nos oitavos, precisamente contra a Espanha. Messi, aos 39, ainda anda por aí — a Argentina joga a outra meia-final —, mas até ele já admite que esta é a última volta. O futebol detesta tronos vazios, e estes dois candidatos nem sequer esperaram pela vaga.

Quando jogam Yamal e Mbappé nas meias-finais?

Terça-feira, 14 de julho, às 20h00 de Lisboa, em Dallas — todos os detalhes do jogo, do histórico às horas por fuso, estão na antevisão do França-Espanha. Curiosidade deliciosa: Yamal faz 19 anos na segunda-feira, véspera do encontro. Há maneiras piores de celebrar.

Quem leva vantagem no duelo Yamal-Mbappé?

Os números são surpreendentemente unilaterais: em cinco jogos a eliminar entre os dois, somando clubes e seleções, Yamal ganhou sempre — 5-0. Pela Espanha, afastou a França de Mbappé nas meias-finais do Euro 2024 (2-1, com aquele golaço de fora da área aos 16 anos) e no 5-4 épico das meias da Liga das Nações de 2025. O próprio Yamal não fugiu ao tema depois do apuramento: se alguém deve ter medo, disse, são eles — nós é que os eliminámos do Euro.

Mbappé, aos 27, tem argumentos para responder. É campeão do mundo de 2018, finalista de 2022 com um hat-trick na final, e chega a estas meias com a França praticamente sem falhas no torneio. Um Mundial é precisamente o troféu que falta a Yamal — e o único palco onde Mbappé ainda pode reclamar o trono sem discussão. A ficha do encontro está no site da FIFA.

Seja qual for o desfecho, ganha o futebol: pela primeira vez desde 2006, um Mundial pode ser decidido por gente que não se chama Ronaldo nem Messi. O trono não fica vazio muito tempo.

Por Vasco Almada

Imagem: montagem Tugadaily · Fotos: La Moncloa e Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Adeptos da Bélgica enchem o estádio de Seattle num jogo do Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Mundial 2026 bate recorde de audiências na TV americana: 46 milhões viram EUA-Bélgica

O EUA-Bélgica dos oitavos tornou-se a transmissão de futebol mais vista de sempre na televisão americana: 46 milhões entre Fox e Telemundo, perto dos números da NFL.

O futebol nunca tinha parado a televisão americana assim. O EUA-Bélgica dos oitavos de final do Mundial 2026 — a derrota por 4-1 que eliminou os anfitriões — tornou-se a transmissão de futebol mais vista de sempre na história da TV dos Estados Unidos, segundo os dados finais da Nielsen: 33,1 milhões de espectadores em média na Fox, mais 12,9 milhões na Telemundo, num total combinado de 46 milhões.

O que significam 46 milhões de espectadores?

Que o futebol jogou, por uma noite, na liga dos gigantes. O número fica a um passo dos 47,4 milhões que as finais de conferência da NFL fizeram em janeiro — a referência máxima do desporto televisivo americano — e faz do jogo a transmissão não-NFL mais vista desde o sétimo jogo da World Series de 2016. E isto num Mundial que já tinha rebentado a escala dentro dos estádios, com 3,6 milhões de espectadores nas bancadas antes das meias-finais.

E agora, com os EUA fora?

A eliminação dos anfitriões custou a Cinderela local, mas o cartaz que sobra é o sonho de qualquer emissora: as quatro seleções mais cotadas do ranking chegaram às meias-finais, com Inglaterra-Argentina já marcado e França-Espanha do outro lado do quadro. A final de 19 de julho, no MetLife Stadium, tem tudo para atacar o recorde acabado de estabelecer — os dados oficiais de audiências e bilhética do torneio vão sendo publicados pela FIFA.

Os americanos saíram do relvado cedo demais. Do sofá, pelos vistos, não sai ninguém.

Por Vasco Almada

Imagem: SounderBruce / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Bukayo Saka em ação pela Inglaterra no Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Inglaterra-Argentina nas meias-finais do Mundial 2026: quando é o jogo e porque é histórico

Inglaterra-Argentina joga-se a 15 de julho, às 20h00 de Lisboa, em Atlanta. É a primeira meia-final de sempre entre os dois num Mundial — e vale a final de 19 de julho.

O quadro das meias-finais fechou com um cartaz de luxo: Inglaterra-Argentina, quarta-feira, em Atlanta. Nove décadas de história entre as duas seleções — e, por incrível que pareça, nunca se tinham encontrado numa meia-final de um Mundial. Há sempre uma primeira vez, e esta vale um lugar na final de 19 de julho, em Nova Iorque/Nova Jérsia.

Quando é o Inglaterra-Argentina e a que horas?

O jogo é na quarta-feira, 15 de julho, às 20h00 de Lisboa (15h00 locais), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A ficha oficial da partida está no site da FIFA.

Como chegam as duas seleções?

As duas precisaram de prolongamento para cá chegar — e das mesmas doses de sofrimento. A Inglaterra só desatou o nó frente à Noruega já depois dos 90 minutos, com um bis de Bellingham a decidir o 2-1; a Argentina respondeu na madrugada seguinte, quando Álvarez desbloqueou o 3-1 à Suíça num jogo marcado pela expulsão insólita de Embolo. Campeã em título de um lado, a geração de Bellingham, Saka e Kane do outro: é o duelo entre quem já sabe o que é levantar a taça e quem anda há 60 anos a tentar repetir 1966.

Inglaterra e Argentina já se defrontaram num Mundial?

Muitas vezes — e quase sempre com polémica no bilhete. Foi neste palco que Maradona fez, no mesmo jogo de 1986, a “mão de Deus” e o golo do século; em 1998 houve o vermelho de Beckham, em 2002 a desforra do mesmo Beckham de penálti. Mas nunca numa meia-final: este é o encontro mais alto de sempre entre as duas. Quem passar defronta na final o vencedor do França-Espanha de terça-feira — e nós vamos atualizando tudo no nosso acompanhamento diário do Mundial.

Por Vasco Almada

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Breel Embolo em ação num jogo de futebol
Desporto 12 de julho de 2026

Embolo expulso por 'identidade trocada': o que diz a regra que marcou o Argentina-Suíça

Breel Embolo foi expulso no Argentina-Suíça do Mundial 2026 ao abrigo do protocolo de identidade trocada. Explicamos o que diz a IFAB e porque é inédito.

A resposta curta: Embolo foi expulso porque o cartão amarelo do lance tinha sido mostrado ao jogador errado. Aos 72 minutos do Argentina-Suíça dos quartos de final, em Kansas City, Leandro Paredes viu amarelo por alegada falta sobre Breel Embolo. O VAR chamou o árbitro, as imagens mostraram o suíço a deixar-se cair antes de qualquer contacto — e a decisão foi invertida: amarelo retirado a Paredes, amarelo a Embolo por simulação. Como já tinha um, seguiu mais cedo para o balneário. A Suíça jogou reduzida a dez mais de 50 minutos e acabou eliminada, 3-1 no prolongamento.

O que é o cartão por “identidade trocada”?

É o mecanismo previsto pela IFAB para quando “o árbitro mostra um cartão amarelo ou vermelho mas penalizou claramente o jogador errado, de qualquer das equipas”. Nesses casos o VAR pode intervir, o cartão é anulado e passa para quem realmente cometeu a infração. O que torna este caso único é a combinação: nunca num Mundial uma revisão de identidade trocada tinha terminado em expulsão — e logo num quarto de final.

Porque é que a decisão gerou tanta polémica?

Porque juntou tudo o que inflama um jogo grande: uma revisão demorada, uma simulação assinalada dentro da área e uma eliminação em jogo. Na Suíça, a fúria fez manchetes; do outro lado, elogiou-se a coragem de assumir a decisão num palco daqueles. No meio está o árbitro português João Pinheiro, que confirmou o castigo depois de rever as imagens — contámos como o jogo virou a partir daí no nosso relato da noite.

Veja também: o quadro atualizado do Mundial 2026.

Por Vasco Almada

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

Conor McGregor em 2025
Desporto 12 de julho de 2026

McGregor lesionado aos 69 segundos: o regresso ao UFC acabou quase antes de começar

Conor McGregor lesionou-se no joelho aos 69 segundos do combate com Max Holloway no UFC 329, e o regresso após cinco anos terminou em derrota imediata.

Ver vídeo · YouTube

Sessenta e nove segundos. Foi quanto durou o regresso de Conor McGregor ao octógono, cinco anos depois da última luta — e acabou da pior maneira: com o irlandês a coxear e Max Holloway declarado vencedor no UFC 329, em Las Vegas.

O que aconteceu no McGregor-Holloway?

McGregor, de 37 anos, entrou como nos velhos tempos — moicano igual ao da estreia no UFC, sprint pelo octógono e um pontapé voador logo a abrir. Foi aí que tudo se desfez: ao aterrar, o joelho direito cedeu. O irlandês ainda tentou disfarçar, escorregou repetidamente nas trocas seguintes, e foi o próprio Holloway a chamar a atenção do árbitro Mike Beltran para a lesão antes de o combate ser interrompido. Vitória oficial de Holloway ao minuto 1:09 do primeiro assalto — o desfecho mais anticlimático possível para uma das reaparições mais aguardadas da história da modalidade.

E agora, McGregor volta a lutar?

O presidente do UFC, Dana White, adiantou que os médicos acreditam tratar-se de uma rotura do ligamento cruzado anterior — precisamente a lesão de pesadelo para um atleta de 37 anos que já tinha partido a tíbia em 2021. Uma recuperação de LCA leva normalmente nove meses a um ano, o que empurra qualquer regresso para 2027 e deixa no ar a pergunta inevitável: valerá a pena? Do outro lado, Holloway soma uma vitória estranha mas valiosa na estreia na categoria de meios-médios.

Noite de contrastes no desporto mundial: enquanto Las Vegas via um regresso desfazer-se em segundos, o Mundial 2026 fechava as meias-finais — o quadro atualizado está aqui.

Por Vasco Almada

Imagem: U.S. Secretary of Defense / Wikimedia Commons (domínio público)

Julián Álvarez com a camisola da Argentina no Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Argentina-Suíça 3-1: Álvarez decide no prolongamento e a meia-final é com a Inglaterra

A Argentina venceu a Suíça por 3-1 após prolongamento nos quartos do Mundial 2026, com a expulsão de Embolo por simulação assinalada pelo português João Pinheiro.

O quadro das meias-finais fechou de madrugada em Kansas City, e fechou com drama q.b.: a Argentina bateu a Suíça por 3-1 após prolongamento e marcou encontro com a Inglaterra. Pelo meio houve uma expulsão por simulação, meia hora suíça de resistência heroica — e um árbitro português no centro de tudo.

Como foi o Argentina-Suíça?

Começou conforme o guião: Mac Allister adiantou a Argentina aos 10 minutos, com assistência de Messi, e durante uma hora os campeões controlaram. A Suíça empatou aos 67, por Dan Ndoye, e pouco depois o jogo virou caso: Breel Embolo viu a segunda amarela por simulação — atirou-se dentro da área a reclamar um contacto que as imagens não mostraram — e deixou os suíços reduzidos a dez por mais de 50 minutos, entre o fim do tempo regulamentar e o prolongamento. A resistência durou até aos 112, quando Julián Álvarez desfez o nó; Lautaro Martínez fechou a conta já nos descontos do prolongamento.

E o árbitro português, como se saiu?

João Pinheiro, cuja nomeação já tinha dado que falar antes do jogo, acabou por assinar a decisão da noite — a segunda amarela a Embolo, confirmada depois de revisão das imagens. Uma expulsão por simulação num quarto de final é raríssima, e é o tipo de decisão corajosa que tanto pode valer elogios da FIFA como semanas de polémica em Berna.

Quem joga as meias-finais do Mundial 2026?

De um lado, França-Espanha, terça-feira, em Dallas; do outro, Argentina-Inglaterra, quarta-feira — a Inglaterra que também precisou de prolongamento para despachar a Noruega com um bis de Bellingham. Quatro seleções, três campeãs mundiais e um Messi a duas vitórias de revalidar o título aos 39 anos. A semana promete.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Jude Bellingham em ação pela Inglaterra no Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Noruega-Inglaterra 1-2: bis de Bellingham no prolongamento apura os ingleses para as meias

A Inglaterra venceu a Noruega por 2-1 nos quartos do Mundial 2026, com dois golos de Jude Bellingham. Haaland despede-se em Miami; ingleses aguardam Argentina-Suíça.

Quando a Inglaterra precisou de alguém que resolvesse, foi buscar o suspeito do costume. Jude Bellingham marcou os dois golos da vitória por 2-1 sobre a Noruega em Miami, num jogo sofrido até ao prolongamento, e colocou os ingleses nas meias-finais do Mundial 2026.

Como foi o Noruega-Inglaterra?

Um susto de cada vez. A Noruega adiantou-se aos 36 minutos por Andreas Schjelderup, lançado no onze e autor de um remate de ângulo apertado que bateu no poste antes de entrar. A resposta chegou em cima do intervalo: cruzamento de Anthony Gordon e Bellingham, com espaço trabalhado dentro da área, a empatar no canto inferior. Sem golos até ao fim dos 90, o desempate caiu no arranque do prolongamento — remate de Morgan Rogers defendido e Bellingham, mais rápido do que toda a gente, a encostar na recarga. É o quarto golo do médio nos últimos dois jogos, depois de uma primeira fase em que a antevisão prometia o duelo Haaland-Kane e o herói acabou por ser outro.

Jogou-se num forno: calor húmido da Florida com sensação térmica acima dos 40 graus, condições que transformaram o jogo numa prova de gestão de esforço tanto como de futebol. A ficha oficial da partida está no site da FIFA.

Quem defronta a Inglaterra nas meias-finais?

O vencedor do Argentina-Suíça, que fecha os quartos esta madrugada em Kansas City. Do outro lado do quadro já está tudo definido, com o França-Espanha marcado para dia 14 em Dallas. Para a Noruega de Haaland, que fez um Mundial memorável, a viagem acaba nos quartos — de cabeça erguida e com a sensação de que esteve a meia hora de mudar a história.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Michael Olise em ação pela França no Mundial 2026
Desporto 11 de julho de 2026

França-Espanha nas meias-finais do Mundial 2026: quando é o jogo e o que está em jogo

França-Espanha joga-se a 14 de julho, às 20h00 de Lisboa, em Dallas. A desforra do Euro 2024 vale um lugar na final do Mundial 2026.

Está marcado o primeiro grande duelo das meias-finais: França-Espanha, terça-feira, em Dallas. Dois anos depois de a Espanha ter travado os franceses nas meias do Euro 2024, o reencontro chega em palco ainda maior — e desta vez vale um lugar na final do Mundial, a 19 de julho, em Nova Iorque/Nova Jérsia.

Quando é o França-Espanha e a que horas?

O jogo é na terça-feira, 14 de julho, às 20h00 de Lisboa (14h00 locais), no estádio de Dallas, no Texas. A ficha oficial da partida está no site da FIFA.

Como chegam as duas seleções?

A França chega em modo rolo compressor: não sofreu um único golo em toda a fase a eliminar — 3-0 à Suécia, 1-0 ao Paraguai e 2-0 a Marrocos — e tem Mbappé com oito golos no torneio. A Espanha ganhou de forma menos vistosa mas igualmente teimosa, quase sempre por uma bola de diferença, e chega embalada depois de vencer a Bélgica por 2-1 com mais um golo decisivo de Merino.

O duelo dentro do duelo é fácil de vender: Mbappé contra Lamine Yamal, os dois rostos da rivalidade que o futebol de seleções herdou do Barcelona-Real Madrid. E há um recorde à espreita — Michael Olise leva seis assistências neste Mundial; mais uma e iguala a marca histórica de Pelé numa só edição.

E a desforra do Euro 2024?

É o tempero extra. Em 2024, a Espanha eliminou a França nas meias-finais (2-1) a caminho do título europeu. Os franceses não esqueceram; os espanhóis garantem que a receita ainda funciona. Quem passar encontra na final o vencedor do outro lado do quadro — que fica fechado esta noite, com tudo atualizado no nosso acompanhamento diário do Mundial.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Bandeira da África do Sul
Desporto 11 de julho de 2026

Jayden Adams morre aos 25 anos: médio jogou o Mundial 2026 pela África do Sul há semanas

Jayden Adams, médio da África do Sul e do Mamelodi Sundowns, morreu aos 25 anos, semanas depois de disputar o Mundial 2026. A causa da morte não foi divulgada e a polícia abriu inquérito.

Jayden Adams, médio internacional sul-africano de 25 anos, morreu este sábado, poucas semanas depois de ter disputado o Mundial 2026 pelos Bafana Bafana. A notícia caiu como um balde de água fria num torneio que ainda decorre — e transformou um fim de semana de quartos de final num dia de luto para o futebol africano.

O que se sabe sobre a morte de Jayden Adams?

Pouco, para já. A causa da morte não foi divulgada e a imprensa sul-africana avança que a polícia abriu um inquérito. O Mamelodi Sundowns, clube onde jogava, confirmou a morte e pediu privacidade para a família; a federação e o sindicato de jogadores falaram numa perda imensa para o país. O comunicado oficial do clube está no site do Mamelodi Sundowns.

Adams tinha vivido um Mundial particularmente duro no plano pessoal: a avó morreu na véspera do jogo com a República Checa, e ainda assim o médio manteve-se com a equipa até ao fim da campanha.

Quem era Jayden Adams?

Formado na África do Sul e peça do Mamelodi Sundowns campeão africano em 2025/26, Adams somava 13 internacionalizações e dois golos, ambos na qualificação para este Mundial. No torneio, foi titular frente ao México e à Chéquia e saiu do banco na vitória sobre a Coreia do Sul que valeu à África do Sul a primeira presença de sempre nos oitavos de final, onde caiu com o Canadá.

A tragédia atravessa um Mundial que não tem dado tréguas às emoções — ainda esta semana acompanhámos a saída em lágrimas de Courtois, que pode ter sido um adeus aos Mundiais, e todas as histórias do torneio continuam reunidas no nosso acompanhamento diário do Mundial 2026.

Fica a memória de um jogador que carregou o país às costas num verão histórico. Este tema é sensível: se estiver a passar por um momento difícil, em Portugal a linha SNS 24 (808 24 24 24) tem apoio em saúde mental disponível.

Por Vasco Almada

Imagem: Flag design by Frederick Brownell, image by Wikimedia Com… / Wikimedia Commons (domínio público)

Thibaut Courtois, guarda-redes da Bélgica
Desporto 11 de julho de 2026

Courtois sai em lágrimas: a lesão que pode ter encerrado uma era nos Mundiais

Thibaut Courtois saiu lesionado no Espanha-Bélgica dos quartos do Mundial 2026, em lágrimas, após 21 jogos seguidos em Mundiais. Aos 34 anos, pode ter sido o adeus.

Há derrotas que doem mais do que o resultado. A Bélgica caiu nos quartos do Mundial 2026 frente à Espanha, mas a imagem que ficou da noite de Inglewood não foi nenhum golo — foi Thibaut Courtois a abandonar o relvado em lágrimas, com uma lesão muscular na perna esquerda, a meio de um jogo que a Espanha acabaria por vencer por 2-1.

Porque é que a lesão de Courtois pode ser um adeus aos Mundiais?

Porque os números não perdoam. Courtois tem 34 anos e somava 21 jogos consecutivos completos em fases finais de Mundiais — nunca tinha sido substituído numa Copa do Mundo até esta noite. Quando o Mundial de 2030 chegar, terá 38. Pode um guarda-redes de elite durar até lá? Já aconteceu, mas o próprio pareceu perceber o peso do momento: saiu desconsolado, de rosto tapado, enquanto o estádio inteiro aplaudia.

A ironia é cruel. Antes da lesão, Courtois ainda tinha travado a Espanha com uma defesa à antiga a remate de Dani Olmo — foi no ressalto dessa defesa que Fabián Ruiz abriu o marcador. O jogo mudou quando ele saiu: a Espanha carregou, e Mikel Merino, outra vez saído do banco, fez o 2-1 aos 88 minutos.

O que fica da geração dourada belga?

Um vazio difícil de preencher. Esta era a última dança provável de uma geração que dominou rankings e prometeu títulos que nunca chegaram — De Bruyne, Lukaku, Courtois. A goleada aos Estados Unidos nos oitavos, com bis de De Ketelaere, tinha reacendido a esperança; os quartos apagaram-na outra vez. Para a nova fornada — De Ketelaere incluído — fica o testemunho e a fatura das expectativas. A ficha do jogo e o quadro atualizado estão no centro de jogos da FIFA.

Se foi mesmo o último jogo de Courtois num Mundial, saiu como jogou sempre: a segurar a baliza até o corpo dizer basta.

Por Vasco Almada

Imagem: Кирилл Венедиктов / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Morten Hjulmand com a camisola do Sporting
Desporto 11 de julho de 2026

Hjulmand no Atlético de Madrid: Sporting encaixa 40 milhões e o capitão despede-se

Morten Hjulmand é oficialmente jogador do Atlético de Madrid. O Sporting recebe 40 milhões de euros fixos mais 5 em bónus e o dinamarquês assina até 2031.

Acabou a novela: Morten Hjulmand é jogador do Atlético de Madrid. O clube espanhol oficializou este sábado a contratação do médio dinamarquês ao Sporting, que encaixa 40 milhões de euros fixos — um valor que pode chegar aos 45 com bónus — num contrato válido até junho de 2031. O capitão leonino sai, e sai pela porta grande.

Quanto recebe o Sporting pela venda de Hjulmand?

Quarenta milhões fixos, mais até cinco em variáveis: 750 mil euros por cada época em que o dinamarquês some 30 jogos (até um teto de três milhões), 500 mil sempre que o Atlético se apure para a Liga dos Campeões e 250 mil por cada passagem aos oitavos e aos quartos da prova. Feitas as contas, é uma das dez maiores vendas da história do clube de Alvalade — e a confirmação de um verão agitado no mercado, em que a saída do capitão já se adivinhava.

O que deixa Hjulmand em Alvalade?

Três anos, 141 jogos, dez golos, doze assistências — e, mais importante, dois campeonatos nacionais e uma Taça de Portugal. Chegou do Lecce em 2023 como aposta, saiu como capitão e patrão do meio-campo. Em Madrid, espera-o um contrato de cinco épocas e um treinador que gosta exatamente do que ele oferece: pulmão, critério e uma agressividade bem-educada. O anúncio oficial, com direito a boas-vindas, já está no site do Atlético de Madrid.

Para o Sporting, o desafio agora é conhecido: transformar 40 milhões num meio-campo que não sinta a falta do dinamarquês. Para Hjulmand, é a rampa que os capitães de Alvalade conhecem bem — sair campeão e entrar num gigante europeu.

Por Vasco Almada

Imagem: Splinter1333 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vista aérea do Arrowhead Stadium, em Kansas City
Desporto 11 de julho de 2026

Argentina-Suíça: a que horas é o jogo dos quartos e porque dá que falar o árbitro português

Argentina-Suíça joga-se este sábado em Kansas City (02:00 de domingo em Lisboa), com Messi na frente da Bota de Ouro e o português João Pinheiro no apito.

A Argentina, campeã em título, defronta a Suíça este sábado nos quartos de final do Mundial 2026, no Arrowhead Stadium, em Kansas City. Para quem vê de Portugal, o apito inicial é às 02:00 da madrugada de domingo — café forte ou sesta estratégica, escolha sua.

A que horas é o Argentina-Suíça e o que está em jogo?

O jogo começa às 20:00 locais de sábado (02:00 de domingo em Lisboa) e o vencedor apanha nas meias-finais quem sair do Noruega-Inglaterra, também disputado este sábado em Miami. Do outro lado do quadro, Espanha e França já marcaram encontro para dia 14, em Dallas.

A campeã do mundo chega cá com o coração aos saltos: safou-se duas vezes por 3-2, com reviravoltas dramáticas frente a Cabo Verde e ao Egito. Messi, aos 39 anos, lidera a corrida à Bota de Ouro com oito golos e continua a decidir jogos em minutos. A Suíça, por seu lado, voltou aos quartos de um Mundial 72 anos depois — a última vez foi em 1954, em casa — e chegou cá a ganhar nos penáltis à Colômbia. O histórico, esse, é um fardo: os suíços nunca venceram a Argentina, que soma 15 golos contra 3 no confronto direto.

Porque preocupa João Pinheiro os argentinos?

Porque é ele que apita. A FIFA nomeou o árbitro português para o jogo, e a imprensa argentina passou a semana a recordar arbitragens antigas que deixaram marcas. Verdade ou superstição, é um português em campo nuns quartos de final onde Portugal já não joga — o que, admitamos, tem a sua ironia. A ficha completa do encontro está no centro de jogos da FIFA.

Se a lógica mandar, a Argentina passa. Mas esta edição já despachou favoritos que tinham a lógica toda do lado deles — e a Suíça guardou 72 anos de paciência para estas noites.

Por Vasco Almada

Imagem: Ichabod / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Kevin De Bruyne em ação pela Bélgica
Desporto 10 de julho de 2026

Espanha-Bélgica 2-1: Merino volta a decidir e marca meia-final com a França

Espanha venceu a Bélgica por 2-1 nos quartos do Mundial 2026, com golos de Fabián Ruiz e Mikel Merino. De Ketelaere ainda empatou. Segue-se a França nas meias.

A Espanha está nas meias-finais do Mundial 2026 — e voltou a ser Mikel Merino a resolver. O 2-1 sobre a Bélgica em Inglewood, esta sexta-feira, marca encontro com a França na próxima ronda e prolonga o pesadelo que o médio já tinha oferecido a Portugal, quando decidiu o duelo dos oitavos nos descontos.

Como foi o Espanha-Bélgica?

A Espanha venceu 2-1, com o jogo a seguir o guião esperado: posse espanhola, Bélgica à espreita na transição. Fabián Ruiz abriu o marcador aos 29 minutos, após uma jogada coletiva de sala de aula, mas Charles De Ketelaere respondeu de cabeça aos 40 — o mesmo De Ketelaere que já tinha afundado os Estados Unidos nos oitavos. Quando o prolongamento parecia espreitar, Merino apareceu na área aos 87 minutos para fazer o 2-1 final.

O que significou o golo belga?

Mais do que um empate momentâneo: acabou com a maior série de imbatibilidade de sempre de um guarda-redes em fases finais de Mundiais. Unai Simón caiu aos 650 minutos sem sofrer, um registo que já tinha custado caro a Portugal e que era o grande escudo espanhol na prova.

Quem defronta a Espanha nas meias-finais do Mundial 2026?

A França, que na quinta-feira tinha afastado Marrocos e foi a primeira seleção a garantir o bilhete. O vencedor desse duelo fica à espera do que sair do lado do quadro de Noruega e Inglaterra. Vamos seguindo tudo, resultado a resultado, no diário do Mundial 2026, e a ficha oficial do jogo está no centro de jogos da FIFA.

Para a geração de Pedri e Lamine Yamal, 2010 está cada vez menos longe.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Lamine Yamal, internacional espanhol
Desporto 10 de julho de 2026

Lamine Yamal: «Portugal era uma das três melhores seleções do Mundial»

Depois do Espanha-Bélgica, Lamine Yamal elogiou Portugal e Cristiano Ronaldo. A frase que está a dar que falar entre adeptos portugueses no Mundial 2026.

Quem eliminou Portugal do Mundial não esqueceu Portugal. Com a Espanha já apurada para as meias-finais, Lamine Yamal deixou o elogio que correu as redações portuguesas em minutos: para o jovem craque espanhol, Portugal era uma das três melhores seleções da prova.

O que disse Yamal sobre Portugal?

Que a seleção portuguesa estava entre as três melhores do Mundial 2026 — palavras do próprio, repetidas em várias entrevistas depois de a Espanha ter carimbado a passagem às meias-finais frente à Bélgica. Yamal aproveitou ainda para elogiar Cristiano Ronaldo, o adversário que cresceu a ver jogar e que defrontou em Dallas, naquele que o próprio capitão português tinha anunciado como o seu último Mundial.

Porque é que o elogio pesa?

Porque vem de quem fez a eliminação doer. Foi a Espanha de Yamal que afastou Portugal nos oitavos, com um golo nos descontos — e é sempre mais fácil ouvir isto de um adversário que seguiu em frente do que dizê-lo ao espelho. Aos 18 anos, prestes a completar 19 durante o torneio, o extremo do Barcelona fala já como um veterano: com a pose de quem sabe que o Mundial pode ser seu.

Consolo pequeno para os adeptos portugueses? Talvez. Mas no futebol, como na vida, há derrotas que ganham outro sabor quando o carrasco tira o chapéu. A ficha completa da prova está no site oficial da FIFA.

Por Vasco Almada

Imagem: Biso / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)