Francisco Campos atacou no sprint de Queluz. A camisola amarela mudou de dono dentro da mesma equipa
O ciclista da Tavira-Crédito Agrícola cumpriu os 157,1 quilómetros entre a Lourinhã e Queluz em 3:39.08 e bateu Daniel Cavia ao sprint. Rui Oliveira chegou em quarto e tirou a amarela ao colega Julius Johansen.
Francisco Campos ganhou a primeira etapa em linha da 87.ª Volta a Portugal. O ciclista da Tavira-Crédito Agrícola cumpriu os 157,1 quilómetros entre a Lourinhã e Queluz em 3:39.08 horas e resolveu tudo no sprint, à frente do espanhol Daniel Cavia, da Burgos-Burpellet-BH, e do seu próprio companheiro de equipa Miguel Salgueiro.
O pódio da etapa é português em dois terços, e a Tavira sai da tarde com o dia arrumado. Mas a história maior aconteceu quatro posições atrás.
Quem veste a amarela
Rui Oliveira cortou a meta em quarto e isso chegou para lhe pôr a camisola amarela aos ombros. Tira-a a Julius Johansen, o dinamarquês que venceu o prólogo em Lisboa na quarta-feira — e que é, precisamente, seu colega na UAE Emirates. A liderança mudou de pessoa sem sair de equipa, o que costuma ser um sinal de que a corrida está a ser gerida em vez de disputada.
O final em Queluz tinha fama de traiçoeiro e cumpriu-a: rampa curta, curvas apertadas e um pelotão inteiro a chegar junto. Quem tinha visto a antevisão da etapa sabia que ali não se ganhava a Volta, mas podia perder-se.
O que vem a seguir
Sexta-feira o pelotão desce para o sul. A segunda etapa liga Sines a Albufeira ao longo de 180,4 quilómetros, com três metas volantes pelo caminho e uma contagem de montanha de terceira categoria em Odeceixe. É longa, é plana quase toda e tem o vento do Atlântico pelo meio, o que costuma dar corrida nervosa e sprint final. O percurso completo e os horários de cada tirada estão no site oficial da Volta a Portugal.
Por Vasco Almada
Imagem de arquivo (Volta a Portugal, 2016): _morgado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)