Esta é a nova marca do Instagram (e há quem esteja a ler Instagzam)
Adam Mosseri apresentou a 13 de agosto a primeira alteração ao logótipo escrito do Instagram em dez anos. As serifas foram achatadas e separadas das letras vizinhas, o ícone da app fica igual, e a piada instalou-se por causa de uma letra.
O Instagram mudou o logótipo escrito pela primeira vez desde 2016. A alteração foi anunciada a 13 de agosto pelo diretor da aplicação, Adam Mosseri, nas contas oficiais do Instagram e do Threads, e está a chegar aos telemóveis de todo o mundo ao longo destes dias.
O que mudou é subtil e, ao mesmo tempo, impossível de ignorar depois de reparar. A caligrafia manteve-se, porque é o elemento que qualquer pessoa reconhece à distância de três metros. Mas o traço ficou mais compacto e mais cheio, as serifas foram achatadas e destacadas das letras vizinhas, e o s, o r e o g ganharam curvas mais redondas. O ícone colorido no ecrã inicial não mexeu. O gradiente que toda a gente associa à marca passa a aparecer com menos frequência.
Não é só um logótipo. A Meta apresentou um sistema com três famílias tipográficas, Instagram Sans, Instagram Pen e Instagram Mono, que vai sendo aplicado ao longo de 2026 e além disso. A marca nominativa é apenas a primeira peça a sair.
A letra que estragou tudo
E depois há a receção. Em poucas horas, Reddit, X e o próprio Threads chegaram à mesma conclusão: o r fechou-se de tal maneira contra o g que muita gente lê Instagzam à primeira vista. A alcunha pegou e ainda não largou.
Não é uma reação inédita. Redesenhos de marcas com este nível de reconhecimento praticamente garantem uma semana de troça, e a maioria sobrevive-lhe. O detalhe interessante é que a crítica não é sobre gosto, é sobre legibilidade, que é precisamente o terreno onde um redesenho tipográfico não devia perder.
Porquê agora
Jasmine Probst, diretora de design de produto do Instagram, justificou a manutenção da caligrafia com o argumento de que a escrita à mão reflete individualidade, e que referenciá-la fazia sentido para uma aplicação construída à volta da criatividade pessoal. A equipa de design escreveu na sua conta que explorou centenas de direções antes de chegar a algo fresco e simples.
Para os utilizadores portugueses não muda nada de funcional. Muda a marca que aparece por cima do feed, e muda o material que empresas e criadores usam nos seus próprios conteúdos. Quem trabalha com a plataforma vai querer atualizar os ficheiros que tem guardados, sobretudo depois das novas regras de monetização anunciadas pelo YouTube terem lembrado a todos que as plataformas mexem nas regras sem aviso longo. Os ficheiros aprovados e as regras de utilização estão no centro de recursos de marca do Instagram, na Meta.
Por Oliver Grant
Imagem: marca nominativa da Meta (domínio público) · montagem Tugadaily