A Menzies fica com o handling de Lisboa, Porto e Faro depois de a ANAC afastar o consórcio rival
A ANAC concluiu na sexta-feira, 23 de outubro, que a SPdH, a antiga Groundforce controlada pela Menzies Aviation, tem capacidade técnica para a assistência em escala nos três aeroportos e emitiu as licenças. O consórcio Clece/South, do grupo da Iberia, tinha a proposta mais bem classificada, mas foi excluído por não mobilizar os meios exigidos.
A empresa que já trata das bagagens, das escadas e dos autocarros de placa nos três maiores aeroportos do país vai continuar a fazê-lo. A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) concluiu na sexta-feira, 23 de outubro, a avaliação da SPdH, a antiga Groundforce controlada pela Menzies Aviation, e emitiu as licenças de assistência em escala a terceiros para Lisboa, Porto e Faro.
Segundo o comunicado da ANAC, divulgado pela Lusa, a SPdH “demonstra a capacidade técnica necessária” para a atividade. O comunicado do regulador da aviação civil, tal como foi divulgado, não detalha quantas licenças são nem por quanto tempo.
Como se chegou aqui
O concurso não começou a favor da Menzies. A proposta mais bem classificada, para os três aeroportos e por sete anos, era a do agrupamento formado pela Clece e pela South Europe Ground Services, a empresa de handling do grupo da Iberia.
Só que, na fase de licenciamento, a ANAC concluiu que o consórcio não demonstrou cumprir os requisitos, em particular a mobilização dos meios necessários. Sindicatos do setor relataram dificuldades do grupo em recrutar trabalhadores. Em julho, a exclusão ficou decidida e a SPdH foi chamada a entregar os seus documentos de habilitação, o passo que agora termina.
Pelo meio houve tribunal. A SPdH contestou o procedimento que tinha posto o consórcio espanhol à frente, e o Governo prolongou as licenças em vigor para garantir que os aviões continuavam a ser assistidos enquanto o processo corria.
E a TAP
A SPdH era detida em 50,1% pela Menzies e em 49,9% pela TAP. A companhia vendeu entretanto a sua posição, no âmbito dos compromissos assumidos com a Comissão Europeia no plano de reestruturação, o mesmo plano que tem de estar cumprido antes de fechar a entrada da Lufthansa no capital da TAP.
Para quem viaja, a decisão significa sobretudo continuidade: as mesmas equipas no chão, sem a mudança de operador que estava em cima da mesa desde o início do concurso.
Por Beatriz Mota
Imagem: DarwIn (PESP) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)