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Um Airbus A321neo da TAP Air Portugal em aproximação final, com trem de aterragem em baixo
Negócios 29 de julho de 2026

A TAP recebe hoje as propostas finais e só a Air France-KLM e a Lufthansa estão na corrida

Termina a 29 de julho o prazo para as propostas vinculativas pela privatização de 49,9% da TAP. Ficam dois candidatos, a Parpública analisa em agosto e a decisão do Governo chega no início de setembro.

Hoje é o dia em que a privatização da TAP deixa de ser conversa e passa a ser papel assinado. Termina esta quarta-feira o prazo para a entrega das propostas vinculativas pelos 49,9% do capital que o Estado decidiu vender, e só sobraram dois nomes em cima da mesa: a Air France-KLM e a Lufthansa.

Vinculativa quer dizer exatamente o que parece. Já não são intenções nem cenários — é um preço e um compromisso a que o candidato fica preso.

Quando é que se sabe quem compra a TAP?

Não é hoje. Entregues as propostas, a Parpública tem agosto para as analisar, e a expectativa do Governo é decidir no final de agosto ou no início de setembro. Depois disso ainda há o caminho habitual destas operações, com autorizações de concorrência e formalidades que não se resolvem numa semana.

Os dois candidatos foram convidados em abril, com 90 dias para responder a contar da carta da Parpública — daí a data de hoje, que já se conhecia desde meados de julho. Pelo meio houve uma ronda final de reuniões em Lisboa com os presidentes executivos dos dois grupos, aquilo a que se costuma chamar o último check-in antes de fechar a mala.

Quanto vale a proposta industrial de cada um?

Segundo o Governo, muito pouco as separa. O executivo tem repetido que as propostas industriais dos dois grupos são equivalentes — rotas, hub, compromissos com Lisboa e com a marca — e que, por isso, o preço será essencial na escolha final. É uma frase que diz mais do que parece: quando dois projetos empatam no papel, o desempate faz-se em euros.

Para Portugal, a diferença prática entre um comprador e outro está sobretudo em que rede a TAP passa a alimentar. A Air France-KLM puxa para Paris e Amesterdão, a Lufthansa para Frankfurt e Munique. O que fica por escrito sobre o hub de Lisboa e as ligações ao Brasil e a África vale mais do que qualquer comunicado.

E porque é que o Estado vende só metade?

Porque o Governo aprovou a alienação de 49,9%, mantendo o Estado com a posição maioritária e com o objetivo declarado de recuperar parte do investimento público injetado na companhia durante a reestruturação. Os termos da operação estão no comunicado oficial do Governo sobre a fase final da privatização.

É o dossiê económico mais pesado do verão português e chega numa altura em que as contas das grandes empresas nacionais têm dado boas notícias — a Galp fechou o primeiro semestre com 812 milhões de lucro e ainda aumentou o dividendo. A TAP, essa, joga outro campeonato: o de convencer alguém a pagar bem por metade dela.

Por Beatriz Mota

Imagem: Adam Moreira (AEMoreira042281) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Barras de ouro
Negócios 28 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Vista panorâmica do Parque das Nações, em Lisboa
Negócios 28 de julho de 2026

A economia portuguesa abranda este ano e 2027 quase não a levanta, avisa o Fórum para a Competitividade

O Fórum para a Competitividade prevê um crescimento de 1,7% a 1,9% em 2026 e de 1,8% a 2% em 2027, e aponta o dedo às fragilidades estruturais da economia portuguesa.

A economia portuguesa vai crescer este ano menos do que cresceu no ano passado, e o ano seguinte também não traz nenhuma reviravolta. É esse o retrato do Fórum para a Competitividade, e o incómodo não está no número deste ano, está no do próximo. Entre 1,7% e 1,9%, depois de 1,9% em 2025. Uma travagem modesta, portanto. O problema é 2027: a previsão aponta para 1,8% a 2%, ou seja, praticamente o mesmo. Ou seja, isto não é um solavanco de um ano com…

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Logótipo da Galp
Negócios 28 de julho de 2026

A Galp lucrou 812 milhões até junho e ainda vai aumentar o dividendo

O lucro da Galp subiu 44% para 812 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, com mais produção no Brasil e um Brent 28% mais caro. O dividendo sobe para 70 cêntimos.

Há semestres em que uma empresa trabalha muito e ganha pouco. Este não foi um desses para a Galp. 812 milhões de euros, mais 44% do que no mesmo período do ano passado. A explicação tem duas pernas. A primeira é a produção no Brasil, que cresceu 17%. A segunda é o preço: o Brent valorizou 28% num semestre em que o conflito no Médio Oriente não deu tréguas ao mercado, o mesmo movimento que empurrou o barril acima dos 100 dólares e encareceu a gasolina cá…

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Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt ao amanhecer, com o rio Meno e a linha do horizonte da cidade
Negócios 26 de julho de 2026

As notas de euro vão mudar e o BCE quer ouvir-te antes de escolher o desenho

O BCE revelou os 12 desenhos pré-selecionados para as novas notas de euro, com dois temas em disputa. O inquérito público está aberto até 21 de setembro e a decisão final chega até ao fim de 2026.

As notas que tens na carteira vão ser substituídas, e pela primeira vez desde 2002 o desenho muda mesmo. A 23 de julho, Christine Lagarde apresentou os 12 desenhos pré-selecionados para a próxima geração de notas de euro — dois por cada valor, dos 5 aos 200 — e abriu um inquérito público onde qualquer pessoa pode dizer de que lado está. Fica aberto até 21 de setembro. De um lado está Cultura Europeia, que troca as pontes e janelas genéricas das notas…

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Gráfico de barras: rondas de mil milhões de dólares representam 60% do financiamento global de capital de risco em 2026
Negócios 25 de julho de 2026

Seis em cada dez euros de capital de risco foram parar a rondas gigantes este ano

Cerca de 60% do financiamento global a startups em 2026 foi para rondas de mil milhões de dólares ou mais, num total de cerca de 320 mil milhões. Explica muita coisa.

Cerca de 60% de todo o financiamento a startups no mundo este ano foi para rondas de mil milhões de dólares ou mais. Essas operações gigantes absorveram perto de 320 mil milhões de dólares. É essa a estatística que explica uma contradição que anda a irritar meio setor. Porque os totais mentem. O investimento em capital de risco pode parecer historicamente forte nos gráficos enquanto muitos fundadores em fase inicial descrevem um ambiente horrível para…

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Sede da Intel em Santa Clara, na Califórnia
Negócios 25 de julho de 2026

A Intel andava a perder a corrida da IA e afinal está a ganhar dinheiro com ela

A Intel apresentou resultados acima do esperado, subiu as previsões e aumentou o investimento de 18 para 20 mil milhões de dólares. Não vendeu uma GPU para isso.

Durante dois anos, a história contada sobre a Intel foi sempre a mesma: a empresa que chegou tarde à inteligência artificial e ficou a ver a Nvidia levar tudo. Os últimos resultados obrigam a corrigir pelo menos metade dessa frase. Resultados trimestrais acima do esperado, o crescimento de receita mais rápido dos últimos anos e uma previsão para o terceiro trimestre acima das estimativas de Wall Street. A empresa aumentou também o investimento previsto…

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Vista aérea de um centro de dados da Google em Council Bluffs, Iowa
Negócios 25 de julho de 2026

A Google gastou tanto em data centers que ficou sem dinheiro livre no trimestre

A Alphabet fechou o segundo trimestre com fluxo de caixa livre negativo em 5,9 mil milhões de dólares, depois de duplicar o investimento em infraestrutura. E ainda subiu a fasquia para o resto do ano.

A Alphabet teve um trimestre excelente e a bolsa castigou-a à mesma. As receitas subiram 24%, a nuvem cresceu 82% — números com que a maioria das empresas do mundo sonha — e mesmo assim as ações caíram. A culpa é de uma linha só: o investimento. Porque a empresa gastou mais em infraestrutura do que gerou a operar. No segundo trimestre, a compra de equipamento e instalações duplicou face ao ano anterior, para 44,9 mil milhões de dólares, contra 39,1 mil…

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Gráfico da percentagem de eletricidade renovável no consumo final: Áustria 90,8%, Suécia 89,2%, Dinamarca 77,7% e Portugal 65,6%
Negócios 25 de julho de 2026

Portugal é o quarto país da UE com mais eletricidade renovável — e a Áustria ainda vai muito à frente

Portugal tem 65,6% de eletricidade renovável no consumo final, atrás de Áustria, Suécia e Dinamarca, segundo o Eurostat. O que isso significa para a fatura.

Portugal tem a quarta maior fatia de eletricidade renovável no consumo final de toda a União Europeia: 65,6%, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. À frente ficam apenas a Áustria, com 90,8%, a Suécia, com 89,2%, e a Dinamarca, com 77,7%. Quer dizer que, de cada dez unidades de eletricidade consumidas no país, quase sete vieram do vento, da água, do sol ou de biomassa. É uma conta de consumo final, portanto já leva em linha de conta o que importamos…

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Notas de euro de 50 e 100 espalhadas sobre cartões bancários
Negócios 25 de julho de 2026

O salário mínimo devia saltar já para 1.050 euros? A CGTP acha que sim

A CGTP voltou a exigir o salário mínimo nacional nos 1.050 euros já, enquanto o acordo em vigor só prevê 970 euros em 2027 e os patrões dizem que não há margem.

A CGTP não quer esperar por 2027. A central sindical voltou esta semana a exigir que o salário mínimo nacional suba já para 1.050 euros — bem acima dos 970 euros que estão prometidos para o próximo ano — e o pedido reacendeu uma discussão que promete arrastar-se pelo verão. O número que está em cima da mesa hoje é este: o acordo de rendimentos assinado em 2024 entre o Governo, a UGT e as confederações patronais prevê que o mínimo suba 50 euros em 2027,…

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O porto de Sines, com navios de carga ao largo
Negócios 24 de julho de 2026

O investimento estrangeiro bateu recorde em Portugal — e Montenegro diz que o país nunca foi tão amigo de quem investe

Portugal fechou 2025 com um recorde de investimento estrangeiro contratado pela AICEP. O primeiro-ministro garante estabilidade, mas o Banco de Portugal prevê um crescimento mais modesto até 2027.

Portugal está a puxar mais dinheiro de fora do que alguma vez puxou. Em 2025, o investimento estrangeiro contratado pela AICEP, a agência que capta investimento para o país, bateu um recorde — e o primeiro-ministro fez questão de o sublinhar esta semana, numa cerimónia de arranque de obras na Figueira da Foz. Luís Montenegro resumiu a mensagem numa frase: Portugal é hoje "mais amigo do investimento". O argumento é a estabilidade — política, económica e…

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Porto de Sines, no litoral alentejano
Negócios 24 de julho de 2026

A Catalyxx escolheu Sines para a primeira fábrica de químicos renováveis — 120 milhões e obras já este ano

A espanhola Catalyxx vai investir 120 milhões de euros numa fábrica de químicos renováveis em Sines, com obras a arrancar no último trimestre de 2026 e o projeto classificado como PIN.

Sines volta a ser o endereço escolhido por quem quer construir indústria pesada em Portugal — e desta vez a aposta é verde. A espanhola Catalyxx anunciou que vai erguer ali a sua primeira fábrica comercial de químicos renováveis, com um cheque a condizer. São 120 milhões de euros, através da Catalyxx Ibérica, num projeto que junta capital privado a apoio público — incluindo uma contribuição de 20 milhões da parceria europeia Circular Bio-based Europe. As…

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Unidade industrial de metalomecânica com estruturas metálicas e chaminés
Negócios 23 de julho de 2026

A alemã Hennig vai construir uma fábrica na Figueira da Foz e promete mais de 600 empregos

A Hennig investe 50 milhões de euros numa nova fábrica na Figueira da Foz. São 452 postos na primeira fase e mais de 600 no total. Saiba o que vai produzir.

Boas notícias para a Figueira da Foz e para a região Centro. A alemã Hennig avançou com a construção da sua nova fábrica na Zona Industrial do Pincho, em Alhadas, num projeto que promete mudar o mapa de emprego do concelho. O primeiro-ministro esteve no lançamento da obra, que sela um dos maiores investimentos industriais da região nos últimos anos. São 50 milhões de euros. A empresa comprou todos os lotes disponíveis do parque, cerca de 107 mil metros…

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Praia cheia de banhistas e chapéus-de-sol em Lagos, no Algarve
Negócios 21 de julho de 2026

O turismo caminha para outro verão recorde — e agora o dinheiro conta mais que as camas

Portugal volta a bater recordes no turismo em 2026: mais de 5,8 milhões de hóspedes só no primeiro trimestre e proveitos a chegar aos mil milhões. E 62% dos especialistas esperam ainda mais receita neste verão.

O turismo português está outra vez a caminho de um verão de recordes — mas a história de 2026 já não é só sobre encher hotéis. É sobre quanto cada cama rende. E aí Portugal está a subir mais depressa do que no número de hóspedes. Só no primeiro trimestre, o alojamento turístico recebeu 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas, mais 1,5% e 1,3% do que no ano anterior. Parecem subidas modestas, mas os proveitos dispararam para perto dos mil…

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Imagem promocional da Dstelecom, operadora grossista de fibra ótica
Negócios 20 de julho de 2026

A Dstelecom está à venda e a KKR entrou na corrida — a fibra de Braga pode valer 400 milhões

A KKR e a Vauban são finalistas na compra da posição maioritária na Dstelecom, a operadora grossista de fibra que chega a um milhão de casas.

A Dstelecom, a operadora grossista de fibra ótica nascida em Braga, entrou na reta final de uma venda que está a atrair gigantes: a norte-americana KKR e a francesa Vauban Infrastructure Partners estão entre os finalistas para comprar a posição maioritária da empresa, numa operação que pode avaliar o grupo entre 300 e 400 milhões de euros. Os 54% detidos pela Cube Infrastructure Managers, o fundo que há uma década apostou na empresa. Os restantes 46%…

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