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Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt ao amanhecer, com o rio Meno e a linha do horizonte da cidade
Negócios 26 de julho de 2026

As notas de euro vão mudar e o BCE quer ouvir-te antes de escolher o desenho

O BCE revelou os 12 desenhos pré-selecionados para as novas notas de euro, com dois temas em disputa. O inquérito público está aberto até 21 de setembro e a decisão final chega até ao fim de 2026.

As notas que tens na carteira vão ser substituídas, e pela primeira vez desde 2002 o desenho muda mesmo. A 23 de julho, Christine Lagarde apresentou os 12 desenhos pré-selecionados para a próxima geração de notas de euro — dois por cada valor, dos 5 aos 200 — e abriu um inquérito público onde qualquer pessoa pode dizer de que lado está. Fica aberto até 21 de setembro.

Quais são os dois temas em disputa?

De um lado está Cultura Europeia, que troca as pontes e janelas genéricas das notas atuais por rostos que existiram mesmo: Maria Callas, Marie Curie, Cervantes, Leonardo da Vinci, Beethoven. Do outro está Rios e Aves, apostado na biodiversidade do continente em vez de figuras históricas. São duas ideias muito diferentes do que uma nota deve dizer sobre quem a usa — pessoas que fizeram a Europa, ou a natureza que a Europa ainda tem.

Vale a pena notar o que muda de fundo. As notas de euro nunca tiveram gente: a série original evitou de propósito qualquer rosto ou monumento real, para não parecer que um país estava a ganhar à custa dos outros. Escolher Cervantes ou Callas é abandonar essa neutralidade cuidadosa, e é por isso que a votação não é só uma questão de gosto.

Como participar no inquérito do BCE?

O inquérito está no site oficial do Banco Central Europeu e aceita respostas de qualquer cidadão da zona euro até 21 de setembro de 2026. Não é um referendo — o Conselho do BCE decide, pesando as recomendações do júri, a avaliação técnica dos projetos e o resultado da consulta.

Quando é que as notas de euro mudam?

O conceito vencedor deve ser escolhido até ao final de 2026, mas ninguém vai pagar o café com a nota nova para o ano. Entre a decisão, a produção e a distribuição pelos bancos centrais nacionais passam-se anos, e as notas atuais continuam válidas durante todo esse tempo. É o mesmo BCE que anda a mexer nos juros e a arrastar a Euribor atrás — só que desta vez a decisão vai andar na carteira de toda a gente durante uma geração.

Por Beatriz Mota

Imagem: DXR / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Barras de ouro
Negócios 26 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Gráfico de barras: rondas de mil milhões de dólares representam 60% do financiamento global de capital de risco em 2026
Negócios 25 de julho de 2026

Seis em cada dez euros de capital de risco foram parar a rondas gigantes este ano

Cerca de 60% do financiamento global a startups em 2026 foi para rondas de mil milhões de dólares ou mais, num total de cerca de 320 mil milhões. Explica muita coisa.

Cerca de 60% de todo o financiamento a startups no mundo este ano foi para rondas de mil milhões de dólares ou mais. Essas operações gigantes absorveram perto de 320 mil milhões de dólares. É essa a estatística que explica uma contradição que anda a irritar meio setor. Porque os totais mentem. O investimento em capital de risco pode parecer historicamente forte nos gráficos enquanto muitos fundadores em fase inicial descrevem um ambiente horrível para…

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Sede da Intel em Santa Clara, na Califórnia
Negócios 25 de julho de 2026

A Intel andava a perder a corrida da IA e afinal está a ganhar dinheiro com ela

A Intel apresentou resultados acima do esperado, subiu as previsões e aumentou o investimento de 18 para 20 mil milhões de dólares. Não vendeu uma GPU para isso.

Durante dois anos, a história contada sobre a Intel foi sempre a mesma: a empresa que chegou tarde à inteligência artificial e ficou a ver a Nvidia levar tudo. Os últimos resultados obrigam a corrigir pelo menos metade dessa frase. Resultados trimestrais acima do esperado, o crescimento de receita mais rápido dos últimos anos e uma previsão para o terceiro trimestre acima das estimativas de Wall Street. A empresa aumentou também o investimento previsto…

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Vista aérea de um centro de dados da Google em Council Bluffs, Iowa
Negócios 25 de julho de 2026

A Google gastou tanto em data centers que ficou sem dinheiro livre no trimestre

A Alphabet fechou o segundo trimestre com fluxo de caixa livre negativo em 5,9 mil milhões de dólares, depois de duplicar o investimento em infraestrutura. E ainda subiu a fasquia para o resto do ano.

A Alphabet teve um trimestre excelente e a bolsa castigou-a à mesma. As receitas subiram 24%, a nuvem cresceu 82% — números com que a maioria das empresas do mundo sonha — e mesmo assim as ações caíram. A culpa é de uma linha só: o investimento. Porque a empresa gastou mais em infraestrutura do que gerou a operar. No segundo trimestre, a compra de equipamento e instalações duplicou face ao ano anterior, para 44,9 mil milhões de dólares, contra 39,1 mil…

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Gráfico da percentagem de eletricidade renovável no consumo final: Áustria 90,8%, Suécia 89,2%, Dinamarca 77,7% e Portugal 65,6%
Negócios 25 de julho de 2026

Portugal é o quarto país da UE com mais eletricidade renovável — e a Áustria ainda vai muito à frente

Portugal tem 65,6% de eletricidade renovável no consumo final, atrás de Áustria, Suécia e Dinamarca, segundo o Eurostat. O que isso significa para a fatura.

Portugal tem a quarta maior fatia de eletricidade renovável no consumo final de toda a União Europeia: 65,6%, segundo os dados divulgados pelo Eurostat. À frente ficam apenas a Áustria, com 90,8%, a Suécia, com 89,2%, e a Dinamarca, com 77,7%. Quer dizer que, de cada dez unidades de eletricidade consumidas no país, quase sete vieram do vento, da água, do sol ou de biomassa. É uma conta de consumo final, portanto já leva em linha de conta o que importamos…

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Notas de euro de 50 e 100 espalhadas sobre cartões bancários
Negócios 25 de julho de 2026

O salário mínimo devia saltar já para 1.050 euros? A CGTP acha que sim

A CGTP voltou a exigir o salário mínimo nacional nos 1.050 euros já, enquanto o acordo em vigor só prevê 970 euros em 2027 e os patrões dizem que não há margem.

A CGTP não quer esperar por 2027. A central sindical voltou esta semana a exigir que o salário mínimo nacional suba já para 1.050 euros — bem acima dos 970 euros que estão prometidos para o próximo ano — e o pedido reacendeu uma discussão que promete arrastar-se pelo verão. O número que está em cima da mesa hoje é este: o acordo de rendimentos assinado em 2024 entre o Governo, a UGT e as confederações patronais prevê que o mínimo suba 50 euros em 2027,…

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O porto de Sines, com navios de carga ao largo
Negócios 24 de julho de 2026

O investimento estrangeiro bateu recorde em Portugal — e Montenegro diz que o país nunca foi tão amigo de quem investe

Portugal fechou 2025 com um recorde de investimento estrangeiro contratado pela AICEP. O primeiro-ministro garante estabilidade, mas o Banco de Portugal prevê um crescimento mais modesto até 2027.

Portugal está a puxar mais dinheiro de fora do que alguma vez puxou. Em 2025, o investimento estrangeiro contratado pela AICEP, a agência que capta investimento para o país, bateu um recorde — e o primeiro-ministro fez questão de o sublinhar esta semana, numa cerimónia de arranque de obras na Figueira da Foz. Luís Montenegro resumiu a mensagem numa frase: Portugal é hoje "mais amigo do investimento". O argumento é a estabilidade — política, económica e…

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Porto de Sines, no litoral alentejano
Negócios 24 de julho de 2026

A Catalyxx escolheu Sines para a primeira fábrica de químicos renováveis — 120 milhões e obras já este ano

A espanhola Catalyxx vai investir 120 milhões de euros numa fábrica de químicos renováveis em Sines, com obras a arrancar no último trimestre de 2026 e o projeto classificado como PIN.

Sines volta a ser o endereço escolhido por quem quer construir indústria pesada em Portugal — e desta vez a aposta é verde. A espanhola Catalyxx anunciou que vai erguer ali a sua primeira fábrica comercial de químicos renováveis, com um cheque a condizer. São 120 milhões de euros, através da Catalyxx Ibérica, num projeto que junta capital privado a apoio público — incluindo uma contribuição de 20 milhões da parceria europeia Circular Bio-based Europe. As…

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Unidade industrial de metalomecânica com estruturas metálicas e chaminés
Negócios 23 de julho de 2026

A alemã Hennig vai construir uma fábrica na Figueira da Foz e promete mais de 600 empregos

A Hennig investe 50 milhões de euros numa nova fábrica na Figueira da Foz. São 452 postos na primeira fase e mais de 600 no total. Saiba o que vai produzir.

Boas notícias para a Figueira da Foz e para a região Centro. A alemã Hennig avançou com a construção da sua nova fábrica na Zona Industrial do Pincho, em Alhadas, num projeto que promete mudar o mapa de emprego do concelho. O primeiro-ministro esteve no lançamento da obra, que sela um dos maiores investimentos industriais da região nos últimos anos. São 50 milhões de euros. A empresa comprou todos os lotes disponíveis do parque, cerca de 107 mil metros…

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Praia cheia de banhistas e chapéus-de-sol em Lagos, no Algarve
Negócios 21 de julho de 2026

O turismo caminha para outro verão recorde — e agora o dinheiro conta mais que as camas

Portugal volta a bater recordes no turismo em 2026: mais de 5,8 milhões de hóspedes só no primeiro trimestre e proveitos a chegar aos mil milhões. E 62% dos especialistas esperam ainda mais receita neste verão.

O turismo português está outra vez a caminho de um verão de recordes — mas a história de 2026 já não é só sobre encher hotéis. É sobre quanto cada cama rende. E aí Portugal está a subir mais depressa do que no número de hóspedes. Só no primeiro trimestre, o alojamento turístico recebeu 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas, mais 1,5% e 1,3% do que no ano anterior. Parecem subidas modestas, mas os proveitos dispararam para perto dos mil…

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Imagem promocional da Dstelecom, operadora grossista de fibra ótica
Negócios 20 de julho de 2026

A Dstelecom está à venda e a KKR entrou na corrida — a fibra de Braga pode valer 400 milhões

A KKR e a Vauban são finalistas na compra da posição maioritária na Dstelecom, a operadora grossista de fibra que chega a um milhão de casas.

A Dstelecom, a operadora grossista de fibra ótica nascida em Braga, entrou na reta final de uma venda que está a atrair gigantes: a norte-americana KKR e a francesa Vauban Infrastructure Partners estão entre os finalistas para comprar a posição maioritária da empresa, numa operação que pode avaliar o grupo entre 300 e 400 milhões de euros. Os 54% detidos pela Cube Infrastructure Managers, o fundo que há uma década apostou na empresa. Os restantes 46%…

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Linha de confeção numa fábrica têxtil, com costureiras a trabalhar em máquinas de costura
Negócios 20 de julho de 2026

Destruir roupa por vender passou a ser proibido na UE — e Portugal pode ganhar com isso

Desde 19 de julho, as grandes empresas estão proibidas de destruir roupa e calçado por vender na UE. Em Portugal, a fiscalização cabe à ASAE — e a indústria vê uma oportunidade.

Acabou-se a trituradora como destino de coleções inteiras. Desde 19 de julho, as grandes empresas que vendem na União Europeia estão proibidas de destruir roupa, acessórios e calçado que não conseguiram vender — é uma das primeiras regras práticas do novo regulamento europeu do ecodesign, e mexe com um dos segredos mais incómodos da moda. Destruir vestuário e calçado novos por vender, pura e simplesmente. A obrigação aplica-se para já às grandes empresas…

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Gráfico de barras com os preços médios do gasóleo e da gasolina antes e depois da subida de 20 de julho
Negócios 19 de julho de 2026

O gasóleo sobe 13,5 cêntimos já esta segunda-feira — o maior salto do ano

Os combustíveis sobem a 20 de julho: gasóleo +13,5 cêntimos para perto de 1,99 euros e gasolina +6,5 para cerca de 1,98. A culpa é da escalada no Médio Oriente — e o ISP pode mexer.

Se costuma atestar à segunda-feira, talvez valha a pena passar pela bomba ainda hoje. O gasóleo simples sobe cerca de 13,5 cêntimos por litro a partir de 20 de julho e a gasolina 95 sobe 6,5 cêntimos — a maior atualização semanal do ano, segundo as previsões avançadas pelo ACP com base nas cotações internacionais. Num depósito de 50 litros a gasóleo, são quase sete euros a mais de uma semana para a outra. O litro de gasóleo simples deve passar a custar,…

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Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, em palco na conferência TechCrunch Disrupt
Negócios 19 de julho de 2026

A Anthropic prepara-se para chegar à bolsa já em outubro — antes da OpenAI

A Anthropic, dona do Claude, tem bancos a marcar reuniões com investidores para um IPO que pode acontecer já em outubro, à frente da OpenAI.

A corrida das gigantes da inteligência artificial à bolsa tem um favorito novo. A Anthropic, a empresa por trás dos modelos Claude, já tem os bancos a agendar reuniões entre investidores e a sua equipa executiva, o passo clássico que antecede uma estreia em bolsa — e, segundo a imprensa financeira norte-americana, o IPO pode acontecer já em outubro. Nenhuma data está fechada, mas o calendário aponta para o outono: a empresa entregou o registo confidencial…

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