A Anthropic prepara-se para chegar à bolsa já em outubro — antes da OpenAI
A Anthropic, dona do Claude, tem bancos a marcar reuniões com investidores para um IPO que pode acontecer já em outubro, à frente da OpenAI.
A corrida das gigantes da inteligência artificial à bolsa tem um favorito novo. A Anthropic, a empresa por trás dos modelos Claude, já tem os bancos a agendar reuniões entre investidores e a sua equipa executiva, o passo clássico que antecede uma estreia em bolsa — e, segundo a imprensa financeira norte-americana, o IPO pode acontecer já em outubro.
Quando é o IPO da Anthropic?
Nenhuma data está fechada, mas o calendário aponta para o outono: a empresa entregou o registo confidencial junto do regulador americano em junho e tem agora Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup e JPMorgan a preparar a operação. Se o plano se cumprir, será uma das maiores estreias em bolsa de sempre no setor tecnológico — a última ronda privada avaliou a empresa perto do bilião de dólares (um trilhão, para leitores brasileiros).
O detalhe mais saboroso é a ordem de chegada. A OpenAI, que durante anos foi o rosto do setor, adiou a própria estreia para 2027 — o que deixa a rival mais nova com a hipótese de ser a primeira grande empresa de IA generativa a negociar em Wall Street. E o momento não é inocente: segundo várias publicações financeiras, a receita anualizada da Anthropic terá ultrapassado a da OpenAI pela primeira vez este ano, sinal de que a batalha comercial está mais renhida do que nunca.
O apetite dos investidores, esse, vai ser testado num mercado nervoso — na semana passada, bastou a OpenAI anunciar modelos mais eficientes para as ações dos chips afundarem, e a concorrência não dá tréguas, com a China a aproximar-se pelo lado dos modelos abertos. Os anúncios oficiais da empresa estão em anthropic.com.
Outubro está à porta. Se a Anthropic cumprir o calendário, Wall Street vai ter o seu primeiro grande teste ao valor real da IA generativa.
Por Beatriz Mota
Imagem: TechCrunch / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)