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Autocarro amarelo da Carris Metropolitana numa rua residencial da área metropolitana de Lisboa
Imigração 2 de agosto de 2026

Na Carris Metropolitana há uma operadora com 57% de motoristas estrangeiros

Os motoristas estrangeiros representam entre 25,3% e 57% do quadro das operadoras da Carris Metropolitana. Na Alsa Todi são 275 em 480 condutores, a maioria vinda de países de língua portuguesa.

Se apanha um autocarro amarelo na área metropolitana de Lisboa, há uma probabilidade considerável de quem vai ao volante ter nascido noutro país. Os números das operadoras da Carris Metropolitana mostram motoristas estrangeiros entre 25,3% e 57% do quadro, e a maioria vem de países de língua portuguesa.

A operadora com a percentagem mais alta é a Alsa Todi: 275 de 480 motoristas são de nacionalidade estrangeira, o que dá 57%. Seguem-se a Viação Alvorada com 37%, a Rodoviária de Lisboa com 31% e a TST — Transportes Sul do Tejo com 25,3%.

Porque é que há tantos motoristas estrangeiros na Carris Metropolitana?

Porque não havia portugueses suficientes a querer o lugar. A falta de motoristas ensombrou o arranque da Carris Metropolitana em 2022 e nunca foi verdadeiramente resolvida: horários partidos, turnos de fim de semana, salários que competem mal com a construção e a logística, e uma carta pesada que exige formação específica. As operadoras foram procurar quem estivesse disponível, e encontraram-no sobretudo no Brasil e nos PALOP.

O que é preciso para conduzir autocarros em Portugal vindo de fora?

O caminho passa por três coisas: título de residência que permita trabalhar, carta de condução da categoria D reconhecida ou trocada em Portugal, e o Certificado de Aptidão para Motorista, o CAM, obtido por formação certificada. Para quem chega ao abrigo do regime de autorização de residência CPLP, a parte documental é mais direta do que para nacionais de países terceiros, mas a troca de carta e o CAM continuam a ser obrigatórios para todos. As regras de reconhecimento de cartas estrangeiras estão no portal do IMT.

Vale a pena olhar para o número sem drama. Um sistema de transporte público de uma área metropolitana inteira que só funciona porque há gente que veio de fora não é uma anomalia — é como funcionam praticamente todas as grandes cidades europeias. A diferença é que em Portugal isto aconteceu depressa, e o debate público ainda não apanhou os dados.

Da próxima vez que o autocarro chegar a horas, é provável que tenha sido alguém que chegou ao país há dois anos a fazê-lo acontecer.

Por Juliana Castilho

Imagem: José Carlos Oliveira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Edifício da Direção-Geral da Administração da Justiça, o serviço que gere o registo criminal em Portugal
Imigração 1 de agosto de 2026

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Pedir o certificado de registo criminal em Portugal custa 5 euros pela internet, é válido 90 dias e há um formulário próprio para quem vive no estrangeiro. Guia com custos, canais e prazos.

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Mapa-mundo com os países aderentes à Convenção de Haia da apostila assinalados
Imigração 31 de julho de 2026

A apostila de Haia custa 10,20 euros e é o que faz o seu documento valer noutro país

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Edifício da Junta de Freguesia de Machico, na Madeira
Imigração 31 de julho de 2026

O atestado de residência pede-se na junta de freguesia e custa poucos euros

Guia 2026 do atestado de residência em Portugal: onde se pede, que documentos levar, quanto custa, quanto tempo demora, quanto tempo é válido e para que serve na AIMA, no SNS e na escola.

O atestado de residência pede-se na junta de freguesia da zona onde vive, custa normalmente entre 5 e 15 euros, e na maioria das juntas sai no próprio dia. É o documento que prova onde mora quando não tem — ou não quer usar — uma factura da luz em seu nome, e é pedido em mais sítios do que se imagina. Serve como prova de morada perante quem não aceita outra coisa. Aparece com frequência em processos da AIMA, na inscrição no centro de saúde, na matrícula…

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Loja do Cidadão, onde funcionam balcões de atendimento da AIMA
Imigração 30 de julho de 2026

AIMA em acompanhamento: prazos, backlog e novidades

Acompanhamento contínuo da AIMA — backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Atualizado a cada novidade.

Se está a tratar de residência ou nacionalidade, esta é a página para guardar nos favoritos. Em vez de um artigo por cada anúncio, reunimos aqui o essencial da AIMA: backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Para as regras da cidadania, veja a nova lei da nacionalidade. A informação oficial está na AIMA. Boa notícia para quem anda a juntar papéis: a AIMA passou a aceitar a certidão de domicílio fiscal emitida…

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Edifício de mercado e Loja do Cidadão, com escadas de acesso ao piso superior
Imigração 29 de julho de 2026

Se a AIMA não decidir a renovação em 60 dias úteis, a lei conta isso como aprovado

O deferimento tácito está no artigo 82.º da Lei de Estrangeiros: passados 60 dias úteis sobre o pagamento das taxas sem decisão, a renovação da autorização de residência considera-se deferida. Guia prático.

Se pediu a renovação da autorização de residência, pagou as taxas e passaram mais de 60 dias úteis sem decisão da AIMA, a lei portuguesa trata esse silêncio como um sim. Chama-se deferimento tácito, está previsto no artigo 82.º da Lei de Estrangeiros, e existe precisamente porque o legislador percebeu que a demora do Estado não pode virar-se contra quem cumpriu tudo. Convém dizer já o que isto não é. Não é um atalho, não dispensa requisitos e não serve…

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Fachada do Palácio Ratton, em Lisboa, sede do Tribunal Constitucional
Imigração 28 de julho de 2026

Os investidores do visto gold querem a lei da nacionalidade no Constitucional e ameaçam ir a tribunal em setembro

Um grupo de 1.260 investidores com visto gold entregou uma queixa coletiva à Provedoria de Justiça e pede que a nova lei da nacionalidade seja enviada para o Tribunal Constitucional. Se nada mudar, avançam com uma ação em setembro.

Quem investiu em Portugal a contar com cinco anos até ao passaporte está agora a contar dez, e há 1.260 pessoas que decidiram não engolir a mudança caladas. O grupo entregou uma queixa coletiva na Provedoria de Justiça e quer reunir-se em breve com a nova provedora, Luísa Neto. O pedido tem duas pernas. A primeira é que a Provedoria peça ao Tribunal Constitucional para avaliar a nova lei da nacionalidade. A segunda é mais prática: um regime transitório…

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Balcões de atendimento da Conservatória dos Registos Centrais, em Lisboa, onde correm os processos de nacionalidade
Imigração 26 de julho de 2026

A nova lei da nacionalidade ainda não tem regulamento, e o Governo só tem prazo até 16 de agosto

A Lei Orgânica 1/2026 deu ao Governo 90 dias para atualizar o Regulamento da Nacionalidade Portuguesa. O prazo termina a 16 de agosto de 2026 — e é o regulamento que define papéis, provas e formulários.

O Governo tem até 16 de agosto de 2026 para atualizar o Regulamento da Nacionalidade Portuguesa. É esse o prazo de 90 dias fixado na própria lei que mudou tudo — e, até lá, quem tem um pedido de nacionalidade em mãos vive num intervalo estranho: as regras novas já valem, mas o documento que explica como as cumprir ainda é o antigo. 16 de agosto de 2026. A Lei Orgânica n.º 1/2026 foi publicada a 18 de maio, entrou em vigor no dia seguinte, e o seu artigo…

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O edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas
Imigração 25 de julho de 2026

Uma ordem de regresso emitida em Espanha já pode ser executada em Portugal

O novo regulamento europeu de regresso cria uma Ordem Europeia de Regresso inscrita no Sistema de Informação de Schengen. Explicamos o que muda para quem vive na UE.

A resposta curta é: vai poder, e ainda não é automático. O novo regulamento europeu de regresso cria as condições para que uma decisão emitida num Estado-membro seja reconhecida e executada noutro, sem recomeçar o processo do zero. Mas o reconhecimento só se torna obrigatório depois de a Comissão Europeia verificar, até 1 de julho de 2027, se os Estados-membros têm mecanismos para o fazer, e adotar a decisão de execução que o imponha. É uma decisão de…

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Edifício do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria
Imigração 25 de julho de 2026

Já vai poder processar a AIMA no tribunal da sua zona, e não só em Lisboa

O Governo aprovou juízos especializados em imigração e o fim da concentração dos processos contra a AIMA no tribunal de Lisboa. Explicamos o que muda e quando.

Quem vive em Faro e tem um processo parado contra a AIMA continua, hoje, a depender de um tribunal em Lisboa. Isso está prestes a mudar: o Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma reforma da justiça administrativa e fiscal que cria juízos especializados em imigração e proteção internacional e acaba com a concentração destas ações no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa. A regra passa a ser simples: o processo segue para o tribunal…

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Página interior de um passaporte português
Imigração 23 de julho de 2026

A AIMA já deixa pedir a residência permanente online, sem marcação presencial

Desde 1 de julho de 2026, a AIMA permite pedir e renovar cartões e certificados de residência permanente pelo Portal das Renovações. Quem pode e como se faz.

Boas notícias para quem já perdeu uma manhã à espera numa loja da AIMA: desde 1 de julho de 2026 é possível tratar da residência permanente sem sair de casa. A agência abriu no Portal das Renovações o pedido de certificados e cartões de residência permanente, e a marcação presencial deixa de ser o único caminho. Passa a poder pedir online a emissão do certificado de residência permanente de cidadão da União Europeia e do cartão de residência permanente…

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Fachada da sede da Polícia Judiciária, em Lisboa
Imigração 20 de julho de 2026

Candidatos aos vistos gold perderam 1,2 milhões às mãos do próprio advogado — a PJ deteve-o

Um advogado de 58 anos foi detido em Odivelas por desviar cerca de 1,2 milhões de euros a pelo menos 33 clientes estrangeiros candidatos aos vistos gold.

A pessoa contratada para proteger o processo era quem estava a esvaziá-lo. A Polícia Judiciária deteve em Odivelas um advogado de 58 anos suspeito de desviar cerca de 1,2 milhões de euros a clientes estrangeiros que lhe confiaram os pedidos de autorização de residência para investimento — os chamados vistos gold. Há pelo menos 33 lesados identificados, muitos deles cidadãos chineses, e a investigação admite que a lista cresça. Da forma mais simples e mais…

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Cão de grande porte junto a caixas de transporte de madeira usadas em viagens de animais
Imigração 20 de julho de 2026

Trazer o cão ou o gato para Portugal? O microchip vem primeiro — e a ordem importa

Para trazer um cão ou gato para Portugal precisa de microchip, vacina da raiva dada depois do chip e, fora da UE, certificado sanitário. O guia completo, passo a passo.

A resposta curta: para entrar em Portugal, o seu cão ou gato precisa de microchip, de uma vacina antirrábica válida dada DEPOIS do microchip, e de documento de viagem — passaporte europeu de animal de companhia se vem da UE, certificado sanitário se vem de fora. A ordem dos passos não é um detalhe burocrático: uma vacina dada antes de o chip estar colocado é considerada inválida, e é precisamente aí que muitos processos morrem na fronteira. Dentro da…

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Moedas de euro espalhadas sobre cartões bancários de várias cores
Imigração 19 de julho de 2026

Abrir conta bancária em Portugal pede três documentos — e há uma conta que custa 5,37 euros por ano

Abrir conta bancária em Portugal exige passaporte ou título de residência, NIF e comprovativo de morada. Não residentes podem abrir conta, e os serviços mínimos bancários custam no máximo 5,37 euros por ano em 2026.

Abrir conta bancária em Portugal é, na prática, uma questão de três documentos: identificação (passaporte ou título de residência), número de contribuinte português (NIF) e um comprovativo de morada. Com isso na pasta, a maioria dos bancos abre-lhe conta no próprio dia — e sim, não residentes também podem. Este guia explica o processo, os custos e a conta barata que muitos balcões se esquecem de mencionar. O pacote base é o mesmo em quase todos os bancos:…

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Edifício da Reitoria da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária
Imigração 18 de julho de 2026

Emigrantes têm vagas próprias no ensino superior — e o prazo especial fecha já a 27 de julho

O contingente prioritário para emigrantes, familiares e lusodescendentes no acesso ao ensino superior tem candidaturas até 27 de julho, antes do fecho geral de 6 de agosto. Saiba quem conta e como funciona.

Se a sua família vive fora de Portugal e há um filho a sonhar com uma universidade portuguesa, o calendário deste ano tem uma armadilha simpática: o prazo do contingente prioritário para emigrantes fecha a 27 de julho — dez dias antes do fecho geral da primeira fase, a 6 de agosto. É uma quota de vagas reservada, dentro do Concurso Nacional de Acesso, para portugueses emigrados, familiares que com eles residam e lusodescendentes — uma forma de garantir…

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