São 6,2 milhões para equipas que acompanham jovens à saída do acolhimento residencial, e o prazo fecha a 2 de outubro
O aviso PESSOAS-2026-9 financia equipas de mentoria para jovens com medida de promoção e proteção, até 24 meses por jovem, nas regiões Norte, Centro e Alentejo. Candidaturas abertas desde 3 de agosto, com cofinanciamento FSE+ de 85%.
Candidatar / Saber maisHá um momento na vida de um jovem institucionalizado em que o sistema deixa de o acompanhar e ele passa a ter de tratar de tudo sozinho: arrendar um quarto, gerir um ordenado, inscrever-se num curso, marcar uma consulta. É esse degrau que este dinheiro tenta suavizar.
O aviso PESSOAS-2026-9 abriu candidaturas com mais de 6,2 milhões de euros do Fundo Social Europeu Mais para financiar equipas que acompanhem, um a um, jovens que têm ou tiveram aplicada uma medida de promoção e proteção. A lógica é de mentoria e proximidade, com um plano individual por jovem e um limite de 24 meses de acompanhamento.
Quem se pode candidatar
Instituições particulares de solidariedade social e equiparadas que já tenham acordo ou protocolo de cooperação com o Instituto da Segurança Social nas respostas de Acolhimento Residencial, Autonomia Supervisionada ou CAFAP. Também podem concorrer outras entidades que já desenvolvam respostas de autonomia supervisionada e acompanhem jovens ao abrigo daquelas medidas.
A gestão dos apoios fica do lado do Instituto da Segurança Social, que funciona aqui como organismo intermédio do programa.
As datas e os números que interessam
As candidaturas abriram a 3 de agosto e fecham a 2 de outubro de 2026, submetidas através do Balcão dos Fundos. O aviso destina-se a operações nas regiões Norte, Centro e Alentejo — Lisboa, Algarve e as regiões autónomas ficam de fora desta linha. A taxa de cofinanciamento é de 85% pelo FSE+, o que significa que a entidade tem de assegurar os restantes 15%.
As áreas cobertas são deliberadamente largas: educação e formação, inserção profissional, habitação, saúde, gestão financeira, competências pessoais e reforço das relações sociais, além do diagnóstico, da supervisão técnica das equipas e da preparação da transição.
Para quem gere uma IPSS e anda a fazer contas ao calendário de avisos, esta linha soma-se a outras que continuam abertas, como os 30 milhões para projetos de turismo, esses com um prazo bastante mais folgado.
Sete semanas parecem muito tempo. Não são, quando é preciso montar equipa, orçamento e plano de intervenção antes de submeter.
Por Miguel Sarmento
Imagem: PESSOAS 2030 / Portugal 2030