Euribor a subir volta a apertar quem tem casa a crédito
Com o BCE a levar os juros para 2,25%, a Euribor sobe e as prestações da casa voltam a pesar no orçamento das famílias.
Quem tem crédito à habitação aprendeu a olhar para uma palavra estranha como se fosse a previsão do tempo: Euribor. E a previsão voltou a virar para cima. Com o Banco Central Europeu a colocar os juros de referência em 2,25 por cento, a Euribor acompanha, e a prestação da casa sobe com ela.
A mecânica é simples. A maioria dos créditos em Portugal está indexada à Euribor a seis ou doze meses. Quando ela sobe, a prestação só muda na data de revisão do contrato, mas muda. Para uma família com um empréstimo médio, falamos de dezenas de euros a mais por mês, que se somam ao fim do ano.
O que pode fazer
O primeiro passo é perceber em que indexante está e quando é a próxima revisão. Depois, vale a pena comparar: renegociar o spread, transferir o crédito para outro banco ou ponderar uma taxa mista são opções que estão na mesa. Não há solução mágica, mas há margem para mexer.
Há também o outro lado da moeda. Juros mais altos arrefecem a procura e ajudam a travar a escalada dos preços, algo que já se começou a notar nas últimas estatísticas. Para quem ainda procura casa, é um pequeno alívio; para quem já comprou, é a fatura a chegar.
A regra de ouro é não fazer contas só com o cenário cor-de-rosa. Quem pede crédito hoje deve simular a prestação com a Euribor mais alta, para não levar sustos lá à frente.
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Imagem: Wikimedia Commons