Casas em Portugal batem novo recorde: preço médio acima dos 262 mil euros
O INE confirma máximos históricos no preço da habitação. Há um sinal de abrandamento, mas comprar casa continua um desafio para a maioria.
Se anda à procura de casa, já desconfiava: está cada vez mais caro. Os números do INE confirmam o que a carteira sente. No primeiro trimestre de 2026, o preço médio das casas vendidas chegou aos 262.839 euros, um máximo de sempre, mais 13% do que há um ano.
E não é só o preço de venda. A avaliação bancária mediana fixou-se em maio nos 2.208 euros por metro quadrado, também um recorde, com Lisboa e Porto a puxarem os valores para cima como de costume.
Um travão muito ligeiro
Há, ainda assim, um detalhe que merece nota. O índice de preços da habitação subiu 17,8% em termos homólogos — uma loucura, sim, mas foi a primeira desaceleração desde meados de 2024, depois de ter tocado os 18,9% no fim de 2025. Por outras palavras: continua a subir depressa, só que um pouco menos depressa.
As famílias também começam a hesitar. Entre janeiro e março venderam-se 37.745 casas, menos 8,7% do que no mesmo período de 2025. Com a Euribor a teimar em não descer e os preços nas alturas, há quem prefira esperar para ver.
O retrato é o de sempre, agravado: salários que não acompanham, oferta que não chega, e uma geração mais nova a sentir que a casa própria fica cada ano um bocadinho mais longe.
Veja também: como está a prestação da casa com a Euribor e a isenção de IMT para jovens. Os dados oficiais estão no INE.
Imagem ilustrativa · Foto: Jakub Zerdzicki / Pexels