Preços abrandam pela primeira vez desde 2024 e vendas caem
O Índice de Preços da Habitação subiu 17,8% no 1.º trimestre — a primeira desaceleração desde 2024. As transações caíram 8,7%.
Há um sinal novo no mercado, e é subtil mas importante. No primeiro trimestre de 2026, o Índice de Preços da Habitação subiu 17,8% em termos homólogos, segundo o INE. Continua altíssimo, mas é a primeira desaceleração desde o segundo trimestre de 2024, logo a seguir a uma subida histórica de 18,9% no fim de 2025.
Ao mesmo tempo, mexeu-se menos: foram transacionadas 37.745 habitações no arranque do ano, uma queda de 8,7% face ao mesmo período de 2025. Famílias mais cautelosas, juros a subir e preços nas alturas explicam boa parte do recuo.
Travagem ou pausa?
Ninguém deve confundir abrandamento com descida. Os preços continuam a subir, só que a um ritmo um pouco menos vertiginoso. Para quem vende, é altura de ser realista no pedido; para quem compra, há mais espaço para negociar do que havia há um ano, ainda que a fasquia continue alta.
O próximo trimestre dirá se isto é uma travagem a sério ou apenas uma pausa para respirar.
Veja também: o novo recorde de preços e a leitura da DBRS. Estatísticas oficiais no INE.
Imagem: Wikimedia Commons