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Jorge Jesus, treinador português
Desporto 7 de julho de 2026

Jorge Jesus é o escolhido para suceder a Martínez na seleção

Jorge Jesus, 71 anos, é o eleito de Pedro Proença para novo selecionador de Portugal, com acordo encaminhado para um ciclo de quatro anos até ao Mundial 2030.

Menos de 48 horas depois do adeus ao Mundial, a sucessão já tem nome: Jorge Jesus é o escolhido de Pedro Proença para o banco da seleção. O presidente da FPF não perdeu tempo depois de Roberto Martínez ter confirmado a saída ainda em Dallas, na sequência da eliminação com a Espanha.

Quando fecha o acordo com Jorge Jesus?

O dossiê está encaminhado para ficar resolvido nos próximos dias — a expectativa é que o acordo fique fechado até domingo. Jesus está livre no mercado desde que deixou o comando do Al Nassr, o que facilita a operação: não há cláusulas para pagar nem clube para convencer. Aos 71 anos, o técnico agarra aquele que sempre assumiu ser um sonho antigo: treinar Portugal.

Que missão espera o novo selecionador?

Um ciclo de quatro anos com duas provas grandes no horizonte: o Euro 2028 e, sobretudo, o Mundial 2030, que Portugal organiza em casa com Espanha e Marrocos. É a razão de ser da aposta num nome de peso — a FPF quer chegar ao Mundial caseiro com um projeto consolidado, e não com um selecionador a estrear-se. Pelo caminho ficará também a gestão da renovação geracional, depois de Cristiano Ronaldo se ter despedido dos Mundiais.

De Benfica a Flamengo, do Sporting à Arábia Saudita, Jesus soma títulos e polémicas em doses generosas — mas ninguém lhe nega o currículo nem a aura. Os anúncios oficiais sairão pelos canais da Federação Portuguesa de Futebol.

O Mundial 2026 ainda decorre, mas em Portugal já se pensa em 2030 — e o quadro atualizado da prova continua no nosso acompanhamento diário do Mundial.

Por Vasco Almada

Imagem: Palácio do Planalto / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Montagem com Lamine Yamal, com a camisola de campeão europeu da Espanha, e Kylian Mbappé com a camisola da França
Desporto 12 de julho de 2026

Yamal-Mbappé: o duelo que herda o trono de Ronaldo e Messi nas meias do Mundial

Lamine Yamal e Kylian Mbappé defrontam-se terça-feira nas meias-finais do Mundial 2026. O prodígio espanhol nunca perdeu um jogo a eliminar contra o francês: 5-0.

Durante quase vinte anos, o futebol organizou-se em torno de uma pergunta: Ronaldo ou Messi? Esse tempo está a acabar — e terça-feira, em Dallas, joga-se qualquer coisa parecida com uma sucessão. Lamine Yamal contra Kylian Mbappé, Espanha contra França, uma meia-final de Mundial como palco de estreia da rivalidade que promete ocupar a próxima década.

O simbolismo é difícil de ignorar. Cristiano Ronaldo, aos 41, despediu-se dos Mundiais nos oitavos, precisamente contra a Espanha. Messi, aos 39, ainda anda por aí — a Argentina joga a outra meia-final —, mas até ele já admite que esta é a última volta. O futebol detesta tronos vazios, e estes dois candidatos nem sequer esperaram pela vaga.

Quando jogam Yamal e Mbappé nas meias-finais?

Terça-feira, 14 de julho, às 20h00 de Lisboa, em Dallas — todos os detalhes do jogo, do histórico às horas por fuso, estão na antevisão do França-Espanha. Curiosidade deliciosa: Yamal faz 19 anos na segunda-feira, véspera do encontro. Há maneiras piores de celebrar.

Quem leva vantagem no duelo Yamal-Mbappé?

Os números são surpreendentemente unilaterais: em cinco jogos a eliminar entre os dois, somando clubes e seleções, Yamal ganhou sempre — 5-0. Pela Espanha, afastou a França de Mbappé nas meias-finais do Euro 2024 (2-1, com aquele golaço de fora da área aos 16 anos) e no 5-4 épico das meias da Liga das Nações de 2025. O próprio Yamal não fugiu ao tema depois do apuramento: se alguém deve ter medo, disse, são eles — nós é que os eliminámos do Euro.

Mbappé, aos 27, tem argumentos para responder. É campeão do mundo de 2018, finalista de 2022 com um hat-trick na final, e chega a estas meias com a França praticamente sem falhas no torneio. Um Mundial é precisamente o troféu que falta a Yamal — e o único palco onde Mbappé ainda pode reclamar o trono sem discussão. A ficha do encontro está no site da FIFA.

Seja qual for o desfecho, ganha o futebol: pela primeira vez desde 2006, um Mundial pode ser decidido por gente que não se chama Ronaldo nem Messi. O trono não fica vazio muito tempo.

Por Vasco Almada

Imagem: montagem Tugadaily · Fotos: La Moncloa e Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vista aérea de um campo de futebol durante um jogo
Desporto 12 de julho de 2026

Mundial 2026 hoje: notícias, resultados e quadro atualizado

Acompanhamento contínuo do Mundial 2026: resultados de cada ronda, quadro da fase a eliminar e as histórias do dia, até à final de 19 de julho.

Esta é a nossa página de acompanhamento contínuo do Mundial 2026, atualizada a cada ronda até à final de 19 de julho, no MetLife Stadium. Em vez de procurar o artigo do dia, encontra aqui os resultados que interessam, as histórias que marcam o torneio e o caminho até à final — com o calendário e os resultados oficiais sempre disponíveis no site da FIFA.

Como funciona a fase a eliminar do Mundial 2026?

Pela primeira vez há uma ronda de 32 antes dos oitavos: apuram-se os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros, como explicámos no nosso guia da nova fase a eliminar. Desde aí o quadro foi ganhando forma, tal como antecipámos quando os duelos começaram a desenhar-se.

Atualizações

12 de julho de 2026

Dia de descanso, conversa ao rubro: a véspera das meias-finais ficou entregue ao duelo de gerações entre Lamine Yamal e Kylian Mbappé, que nunca perderam um para o outro do lado espanhol — o historial de 5-0 e o que está em jogo estão no retrato do duelo Yamal-Mbappé. Nota à margem do torneio: morreu Hamad bin Khalifa Al Thani, o antigo emir que trouxe o Mundial de 2022 para o Qatar.

As meias-finais estão fechadas: a Inglaterra bateu a Noruega por 2-1 no prolongamento, com bis de Bellingham, e defronta a Argentina, que afastou a Suíça por 3-1 — os detalhes estão na antevisão do Inglaterra-Argentina. Fora de campo, a FIFA confirmou o cartaz do primeiro espetáculo de intervalo de uma final, com Madonna, Shakira, BTS e Coldplay, e soube-se que o EUA-Bélgica bateu o recorde de audiências de futebol na TV americana, com 46 milhões de espectadores.

As meias-finais ficaram fechadas esta madrugada: França-Espanha joga-se terça-feira em Dallas e o Inglaterra-Argentina de quarta-feira, em Atlanta, é a primeira meia-final de sempre entre os dois — a antevisão completa, com horas e histórico, já está publicada. No rescaldo dos quartos, ficou a expulsão insólita de Embolo por ‘identidade trocada’ e a lesão de Courtois, que pode ter fechado uma era na baliza belga.

As meias-finais estão fechadas: França-Espanha e Inglaterra-Argentina. A Argentina venceu a Suíça por 3-1 no prolongamento, num jogo marcado pela expulsão de Breel Embolo — o primeiro cartão por identidade trocada da história dos Mundiais, confirmado pelo árbitro português João Pinheiro. A Inglaterra tinha garantido a vaga horas antes, com um bis de Bellingham no prolongamento frente à Noruega.

O quadro está fechado: a Argentina venceu a Suíça por 3-1 no prolongamento, numa noite marcada pela expulsão de Embolo por simulação, assinalada pelo português João Pinheiro. Meias-finais: França-Espanha (terça, Dallas) e Argentina-Inglaterra (quarta).

A Inglaterra está nas meias-finais: bis de Bellingham no prolongamento para vencer a Noruega por 2-1 em Miami, depois de Schjelderup ter adiantado os noruegueses. Falta só o Argentina-Suíça para fechar o quadro; o vencedor defronta os ingleses.

11 de julho de 2026

As meias-finais começam a ganhar forma: a França defronta a Espanha a 14 de julho, em Dallas, na desforra do Euro 2024 — a antevisão completa está no nosso artigo sobre o França-Espanha das meias-finais. No fecho dos quartos jogavam-se esta noite o Noruega-Inglaterra, em Miami, e o Argentina-Suíça, em Kansas City, com arbitragem do português João Pinheiro; os vencedores fecham o quadro e entram aqui na atualização de amanhã.

O dia ficou marcado pela morte de Jayden Adams, médio sul-africano de 25 anos que disputou o Mundial há semanas — a história está aqui. Em campo, a noite fecha os quartos: Noruega-Inglaterra em Miami (22h00 de Lisboa) e Argentina-Suíça em Kansas City (02h00 de domingo), com João Pinheiro no apito.

A Espanha confirmou a primeira vaga nas meias-finais ao bater a Bélgica por 2-1, com Merino outra vez decisivo e Courtois a sair lesionado e em lágrimas — pode ter sido o adeus do belga aos Mundiais. Este sábado fecham-se os quartos: Noruega-Inglaterra em Miami, com o príncipe Haakon na bancada, e Argentina-Suíça em Kansas City (02:00 de domingo em Lisboa), com o português João Pinheiro no apito.

Dia de fechar o quadro das meias-finais: a Argentina, campeã em título, defronta a Suíça em Kansas City e a Noruega de Haaland mede forças com a Inglaterra em Miami — ambos na madrugada de domingo em Lisboa, com o português João Pinheiro nomeado para o Argentina-Suíça. Fizemos a antevisão do duelo de Kansas City, com Messi na frente da Bota de Ouro com oito golos. Espanha-França já está marcado para dia 14, em Dallas.

10 de julho de 2026

A Espanha venceu a Bélgica por 2-1 em Inglewood e é a segunda semifinalista, com golos de Fabián Ruiz e Mikel Merino — De Ketelaere ainda travou a série recorde de Unai Simón, aos 650 minutos. Nas meias, a Espanha defronta a França. Do outro lado do quadro, Noruega-Inglaterra decide o próximo apurado. O relato completo está no artigo do jogo e a reação de Lamine Yamal, com elogios a Portugal, dá conversa própria.

O Mundial 2026 tornou-se oficialmente o mais visto de sempre nos estádios: 3.605.357 espetadores nos primeiros 56 jogos, acima do recorde de 1994. A França de Mbappé foi a primeira a garantir as meias-finais, e o Espanha-Bélgica desta noite (20h00 em Lisboa) decide o adversário. Os detalhes do recorde e dos bilhetes a 9.500 euros estão no nosso balanço de bancadas e bilheteiras.

A França é a primeira semifinalista: venceu Marrocos por 2-0 em Boston, com golos de Mbappé e Dembélé, e espera agora pelo vencedor do Espanha-Bélgica, que se joga esta noite às 20h00 de Lisboa. No sábado seguem os outros dois quartos: Noruega-Inglaterra, com Haaland e Kane frente a frente, às 22h00, e o Argentina-Suíça a fechar a ronda.

A FIFA suspendeu Jarell Quansah por dois jogos pelo vermelho frente ao México — o central falha o Noruega-Inglaterra de sábado e uma eventual meia-final. Hoje jogam-se os primeiros 90 minutos dos quartos em Los Angeles: Espanha-Bélgica às 20h00 de Lisboa, com a França já apurada à espera do vencedor do lado de lá do quadro.

9 de julho de 2026

A França é a primeira semifinalista: venceu Marrocos por 2-0 em Boston, com golos de Mbappé (oitavo no torneio) e Dembélé (quinto). Os bleus esperam agora pelo vencedor do Espanha-Bélgica de sexta-feira — o resumo do França-Marrocos está aqui e a antevisão do Espanha-Bélgica aqui. Sábado fecham-se os quartos com Noruega-Inglaterra e Argentina-Suíça.

Arrancam os quartos de final: França-Marrocos abre a fase decisiva em Boston (quinta) e, na sexta, a Espanha que eliminou Portugal defronta a Bélgica em Inglewood — os espanhóis chegam sem sofrer golos, com um recorde de seis jogos seguidos sem encaixar em fases finais.

8 de julho de 2026

O quadro dos quartos ficou fechado: a Suíça eliminou a Colômbia nos penáltis, 72 anos depois dos últimos quartos, depois de um 0-0 que sobreviveu ao prolongamento, e junta-se a França, Marrocos, Espanha, Bélgica, Noruega, Inglaterra e Argentina. Os jogos decorrem de quinta a domingo, a abrir com França-Marrocos em Boston — o calendário completo, com horas em Portugal, está no nosso guia de onde ver. Fora das quatro linhas, a FPF oficializou a saída de Roberto Martínez, com Jorge Jesus encaminhado para a sucessão, e Portugal doou 87 mil euros ao fundo FIFA-Global Citizen para as crianças da Venezuela após o apelo de Shakira.

7 de julho de 2026

Portugal está fora — caiu com a Espanha (0-1, golo de Mikel Merino já nos descontos) e o torneio entra nos quartos de final. O quadro: França–Marrocos (quinta, 9 jul), Espanha–Bélgica (sexta, 10 jul) e Noruega–Inglaterra (sábado, 11 jul), com o quarto jogo no domingo (12 jul) a decidir-se com o último apurado dos oitavos. A Espanha, que eliminou Portugal, mede forças com a Bélgica.

Dia de rescaldo: Roberto Martínez confirmou que deixa o comando da seleção após a eliminação, e ao fim do dia a sucessão ganhou nome: Jorge Jesus é o escolhido de Pedro Proença para um ciclo de quatro anos, com acordo encaminhado para fechar até domingo. A noite encerra os oitavos com Argentina-Egito e Suíça-Colômbia a definirem os últimos lugares dos quartos.

6 de julho de 2026

Portugal está fora: a Espanha venceu por 1-0 em Dallas, com golo de Mikel Merino, no jogo que encerrou o percurso da seleção. Foi também a despedida de Cristiano Ronaldo dos Mundiais, depois de o capitão ter confirmado na véspera que este seria o último.

4 de julho de 2026

Sábado de eliminatórias: Marrocos goleou o Canadá e afastou um dos anfitriões da prova, enquanto a França mediu forças com o Paraguai na mesma jornada.

3 de julho de 2026

Cabo Verde caiu de pé: na primeira eliminatória da sua história, os Tubarões Azuis levaram a Argentina de Messi ao prolongamento e só perderam por 3-2, com um golo cruel perto do fim.

2 de julho de 2026

Portugal venceu a Croácia por 2-1 em Toronto — grande penalidade de Ronaldo e cabeceamento de Gonçalo Ramos ao minuto 94 — no reencontro com o velho conhecido das grandes fases, marcando o clássico ibérico que ninguém queria tão cedo.

1 de julho de 2026

O arranque do mata-mata confirmou o Mundial das surpresas: a Noruega eliminou o Brasil por 2-1, a Bélgica goleou os anfitriões EUA por 4-1 e Marrocos fez história ao afastar a Holanda nos penáltis.

29 de junho de 2026

A fase a eliminar arrancou com África do Sul-Canadá e Portugal ficou a saber o caminho: missão cumprida na fase de grupos, Croácia a 2 de julho.

28 de junho de 2026

Sem golos em Miami: Portugal empatou 0-0 com a Colômbia e fechou o Grupo K em segundo. Cabo Verde fez ainda melhor — fase de grupos sem derrotas e apuramento histórico na primeira presença.

23 de junho de 2026

Noite grande em Houston: Portugal 5-0 Uzbequistão, com bis de Ronaldo — o primeiro jogador a marcar em seis Mundiais, como contámos no resumo da jornada. No mesmo dia, Messi ultrapassou Klose e tornou-se o melhor marcador de sempre da prova.

22 de junho de 2026

Cabo Verde voltou a surpreender: 2-2 frente ao Uruguai, primeiro golo de sempre num Mundial e o apuramento nas próprias mãos, depois de já ter empatado com a Espanha na estreia.

20 de junho de 2026

Estreia com tropeção: Portugal 1-1 RD Congo, com golo madrugador de João Neves anulado pelo empate congolês em cima do intervalo — o primeiro ponto da história congolesa em Mundiais.

15 de junho de 2026

A contagem decrescente: Portugal chegou ao arranque com o sexto Mundial de Ronaldo e a memória de Diogo Jota — e a pergunta de sempre: seria esta a última dança?

Por Vasco Almada

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Adeptos da Bélgica enchem o estádio de Seattle num jogo do Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Mundial 2026 bate recorde de audiências na TV americana: 46 milhões viram EUA-Bélgica

O EUA-Bélgica dos oitavos tornou-se a transmissão de futebol mais vista de sempre na televisão americana: 46 milhões entre Fox e Telemundo, perto dos números da NFL.

O futebol nunca tinha parado a televisão americana assim. O EUA-Bélgica dos oitavos de final do Mundial 2026 — a derrota por 4-1 que eliminou os anfitriões — tornou-se a transmissão de futebol mais vista de sempre na história da TV dos Estados Unidos, segundo os dados finais da Nielsen: 33,1 milhões de espectadores em média na Fox, mais 12,9 milhões na Telemundo, num total combinado de 46 milhões.

O que significam 46 milhões de espectadores?

Que o futebol jogou, por uma noite, na liga dos gigantes. O número fica a um passo dos 47,4 milhões que as finais de conferência da NFL fizeram em janeiro — a referência máxima do desporto televisivo americano — e faz do jogo a transmissão não-NFL mais vista desde o sétimo jogo da World Series de 2016. E isto num Mundial que já tinha rebentado a escala dentro dos estádios, com 3,6 milhões de espectadores nas bancadas antes das meias-finais.

E agora, com os EUA fora?

A eliminação dos anfitriões custou a Cinderela local, mas o cartaz que sobra é o sonho de qualquer emissora: as quatro seleções mais cotadas do ranking chegaram às meias-finais, com Inglaterra-Argentina já marcado e França-Espanha do outro lado do quadro. A final de 19 de julho, no MetLife Stadium, tem tudo para atacar o recorde acabado de estabelecer — os dados oficiais de audiências e bilhética do torneio vão sendo publicados pela FIFA.

Os americanos saíram do relvado cedo demais. Do sofá, pelos vistos, não sai ninguém.

Por Vasco Almada

Imagem: SounderBruce / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Bukayo Saka em ação pela Inglaterra no Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Inglaterra-Argentina nas meias-finais do Mundial 2026: quando é o jogo e porque é histórico

Inglaterra-Argentina joga-se a 15 de julho, às 20h00 de Lisboa, em Atlanta. É a primeira meia-final de sempre entre os dois num Mundial — e vale a final de 19 de julho.

O quadro das meias-finais fechou com um cartaz de luxo: Inglaterra-Argentina, quarta-feira, em Atlanta. Nove décadas de história entre as duas seleções — e, por incrível que pareça, nunca se tinham encontrado numa meia-final de um Mundial. Há sempre uma primeira vez, e esta vale um lugar na final de 19 de julho, em Nova Iorque/Nova Jérsia.

Quando é o Inglaterra-Argentina e a que horas?

O jogo é na quarta-feira, 15 de julho, às 20h00 de Lisboa (15h00 locais), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. A ficha oficial da partida está no site da FIFA.

Como chegam as duas seleções?

As duas precisaram de prolongamento para cá chegar — e das mesmas doses de sofrimento. A Inglaterra só desatou o nó frente à Noruega já depois dos 90 minutos, com um bis de Bellingham a decidir o 2-1; a Argentina respondeu na madrugada seguinte, quando Álvarez desbloqueou o 3-1 à Suíça num jogo marcado pela expulsão insólita de Embolo. Campeã em título de um lado, a geração de Bellingham, Saka e Kane do outro: é o duelo entre quem já sabe o que é levantar a taça e quem anda há 60 anos a tentar repetir 1966.

Inglaterra e Argentina já se defrontaram num Mundial?

Muitas vezes — e quase sempre com polémica no bilhete. Foi neste palco que Maradona fez, no mesmo jogo de 1986, a “mão de Deus” e o golo do século; em 1998 houve o vermelho de Beckham, em 2002 a desforra do mesmo Beckham de penálti. Mas nunca numa meia-final: este é o encontro mais alto de sempre entre as duas. Quem passar defronta na final o vencedor do França-Espanha de terça-feira — e nós vamos atualizando tudo no nosso acompanhamento diário do Mundial.

Por Vasco Almada

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Breel Embolo em ação num jogo de futebol
Desporto 12 de julho de 2026

Embolo expulso por 'identidade trocada': o que diz a regra que marcou o Argentina-Suíça

Breel Embolo foi expulso no Argentina-Suíça do Mundial 2026 ao abrigo do protocolo de identidade trocada. Explicamos o que diz a IFAB e porque é inédito.

A resposta curta: Embolo foi expulso porque o cartão amarelo do lance tinha sido mostrado ao jogador errado. Aos 72 minutos do Argentina-Suíça dos quartos de final, em Kansas City, Leandro Paredes viu amarelo por alegada falta sobre Breel Embolo. O VAR chamou o árbitro, as imagens mostraram o suíço a deixar-se cair antes de qualquer contacto — e a decisão foi invertida: amarelo retirado a Paredes, amarelo a Embolo por simulação. Como já tinha um, seguiu mais cedo para o balneário. A Suíça jogou reduzida a dez mais de 50 minutos e acabou eliminada, 3-1 no prolongamento.

O que é o cartão por “identidade trocada”?

É o mecanismo previsto pela IFAB para quando “o árbitro mostra um cartão amarelo ou vermelho mas penalizou claramente o jogador errado, de qualquer das equipas”. Nesses casos o VAR pode intervir, o cartão é anulado e passa para quem realmente cometeu a infração. O que torna este caso único é a combinação: nunca num Mundial uma revisão de identidade trocada tinha terminado em expulsão — e logo num quarto de final.

Porque é que a decisão gerou tanta polémica?

Porque juntou tudo o que inflama um jogo grande: uma revisão demorada, uma simulação assinalada dentro da área e uma eliminação em jogo. Na Suíça, a fúria fez manchetes; do outro lado, elogiou-se a coragem de assumir a decisão num palco daqueles. No meio está o árbitro português João Pinheiro, que confirmou o castigo depois de rever as imagens — contámos como o jogo virou a partir daí no nosso relato da noite.

Veja também: o quadro atualizado do Mundial 2026.

Por Vasco Almada

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

Conor McGregor em 2025
Desporto 12 de julho de 2026

McGregor lesionado aos 69 segundos: o regresso ao UFC acabou quase antes de começar

Conor McGregor lesionou-se no joelho aos 69 segundos do combate com Max Holloway no UFC 329, e o regresso após cinco anos terminou em derrota imediata.

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Sessenta e nove segundos. Foi quanto durou o regresso de Conor McGregor ao octógono, cinco anos depois da última luta — e acabou da pior maneira: com o irlandês a coxear e Max Holloway declarado vencedor no UFC 329, em Las Vegas.

O que aconteceu no McGregor-Holloway?

McGregor, de 37 anos, entrou como nos velhos tempos — moicano igual ao da estreia no UFC, sprint pelo octógono e um pontapé voador logo a abrir. Foi aí que tudo se desfez: ao aterrar, o joelho direito cedeu. O irlandês ainda tentou disfarçar, escorregou repetidamente nas trocas seguintes, e foi o próprio Holloway a chamar a atenção do árbitro Mike Beltran para a lesão antes de o combate ser interrompido. Vitória oficial de Holloway ao minuto 1:09 do primeiro assalto — o desfecho mais anticlimático possível para uma das reaparições mais aguardadas da história da modalidade.

E agora, McGregor volta a lutar?

O presidente do UFC, Dana White, adiantou que os médicos acreditam tratar-se de uma rotura do ligamento cruzado anterior — precisamente a lesão de pesadelo para um atleta de 37 anos que já tinha partido a tíbia em 2021. Uma recuperação de LCA leva normalmente nove meses a um ano, o que empurra qualquer regresso para 2027 e deixa no ar a pergunta inevitável: valerá a pena? Do outro lado, Holloway soma uma vitória estranha mas valiosa na estreia na categoria de meios-médios.

Noite de contrastes no desporto mundial: enquanto Las Vegas via um regresso desfazer-se em segundos, o Mundial 2026 fechava as meias-finais — o quadro atualizado está aqui.

Por Vasco Almada

Imagem: U.S. Secretary of Defense / Wikimedia Commons (domínio público)

Julián Álvarez com a camisola da Argentina no Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Argentina-Suíça 3-1: Álvarez decide no prolongamento e a meia-final é com a Inglaterra

A Argentina venceu a Suíça por 3-1 após prolongamento nos quartos do Mundial 2026, com a expulsão de Embolo por simulação assinalada pelo português João Pinheiro.

O quadro das meias-finais fechou de madrugada em Kansas City, e fechou com drama q.b.: a Argentina bateu a Suíça por 3-1 após prolongamento e marcou encontro com a Inglaterra. Pelo meio houve uma expulsão por simulação, meia hora suíça de resistência heroica — e um árbitro português no centro de tudo.

Como foi o Argentina-Suíça?

Começou conforme o guião: Mac Allister adiantou a Argentina aos 10 minutos, com assistência de Messi, e durante uma hora os campeões controlaram. A Suíça empatou aos 67, por Dan Ndoye, e pouco depois o jogo virou caso: Breel Embolo viu a segunda amarela por simulação — atirou-se dentro da área a reclamar um contacto que as imagens não mostraram — e deixou os suíços reduzidos a dez por mais de 50 minutos, entre o fim do tempo regulamentar e o prolongamento. A resistência durou até aos 112, quando Julián Álvarez desfez o nó; Lautaro Martínez fechou a conta já nos descontos do prolongamento.

E o árbitro português, como se saiu?

João Pinheiro, cuja nomeação já tinha dado que falar antes do jogo, acabou por assinar a decisão da noite — a segunda amarela a Embolo, confirmada depois de revisão das imagens. Uma expulsão por simulação num quarto de final é raríssima, e é o tipo de decisão corajosa que tanto pode valer elogios da FIFA como semanas de polémica em Berna.

Quem joga as meias-finais do Mundial 2026?

De um lado, França-Espanha, terça-feira, em Dallas; do outro, Argentina-Inglaterra, quarta-feira — a Inglaterra que também precisou de prolongamento para despachar a Noruega com um bis de Bellingham. Quatro seleções, três campeãs mundiais e um Messi a duas vitórias de revalidar o título aos 39 anos. A semana promete.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Jude Bellingham em ação pela Inglaterra no Mundial 2026
Desporto 12 de julho de 2026

Noruega-Inglaterra 1-2: bis de Bellingham no prolongamento apura os ingleses para as meias

A Inglaterra venceu a Noruega por 2-1 nos quartos do Mundial 2026, com dois golos de Jude Bellingham. Haaland despede-se em Miami; ingleses aguardam Argentina-Suíça.

Quando a Inglaterra precisou de alguém que resolvesse, foi buscar o suspeito do costume. Jude Bellingham marcou os dois golos da vitória por 2-1 sobre a Noruega em Miami, num jogo sofrido até ao prolongamento, e colocou os ingleses nas meias-finais do Mundial 2026.

Como foi o Noruega-Inglaterra?

Um susto de cada vez. A Noruega adiantou-se aos 36 minutos por Andreas Schjelderup, lançado no onze e autor de um remate de ângulo apertado que bateu no poste antes de entrar. A resposta chegou em cima do intervalo: cruzamento de Anthony Gordon e Bellingham, com espaço trabalhado dentro da área, a empatar no canto inferior. Sem golos até ao fim dos 90, o desempate caiu no arranque do prolongamento — remate de Morgan Rogers defendido e Bellingham, mais rápido do que toda a gente, a encostar na recarga. É o quarto golo do médio nos últimos dois jogos, depois de uma primeira fase em que a antevisão prometia o duelo Haaland-Kane e o herói acabou por ser outro.

Jogou-se num forno: calor húmido da Florida com sensação térmica acima dos 40 graus, condições que transformaram o jogo numa prova de gestão de esforço tanto como de futebol. A ficha oficial da partida está no site da FIFA.

Quem defronta a Inglaterra nas meias-finais?

O vencedor do Argentina-Suíça, que fecha os quartos esta madrugada em Kansas City. Do outro lado do quadro já está tudo definido, com o França-Espanha marcado para dia 14 em Dallas. Para a Noruega de Haaland, que fez um Mundial memorável, a viagem acaba nos quartos — de cabeça erguida e com a sensação de que esteve a meia hora de mudar a história.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Michael Olise em ação pela França no Mundial 2026
Desporto 11 de julho de 2026

França-Espanha nas meias-finais do Mundial 2026: quando é o jogo e o que está em jogo

França-Espanha joga-se a 14 de julho, às 20h00 de Lisboa, em Dallas. A desforra do Euro 2024 vale um lugar na final do Mundial 2026.

Está marcado o primeiro grande duelo das meias-finais: França-Espanha, terça-feira, em Dallas. Dois anos depois de a Espanha ter travado os franceses nas meias do Euro 2024, o reencontro chega em palco ainda maior — e desta vez vale um lugar na final do Mundial, a 19 de julho, em Nova Iorque/Nova Jérsia.

Quando é o França-Espanha e a que horas?

O jogo é na terça-feira, 14 de julho, às 20h00 de Lisboa (14h00 locais), no estádio de Dallas, no Texas. A ficha oficial da partida está no site da FIFA.

Como chegam as duas seleções?

A França chega em modo rolo compressor: não sofreu um único golo em toda a fase a eliminar — 3-0 à Suécia, 1-0 ao Paraguai e 2-0 a Marrocos — e tem Mbappé com oito golos no torneio. A Espanha ganhou de forma menos vistosa mas igualmente teimosa, quase sempre por uma bola de diferença, e chega embalada depois de vencer a Bélgica por 2-1 com mais um golo decisivo de Merino.

O duelo dentro do duelo é fácil de vender: Mbappé contra Lamine Yamal, os dois rostos da rivalidade que o futebol de seleções herdou do Barcelona-Real Madrid. E há um recorde à espreita — Michael Olise leva seis assistências neste Mundial; mais uma e iguala a marca histórica de Pelé numa só edição.

E a desforra do Euro 2024?

É o tempero extra. Em 2024, a Espanha eliminou a França nas meias-finais (2-1) a caminho do título europeu. Os franceses não esqueceram; os espanhóis garantem que a receita ainda funciona. Quem passar encontra na final o vencedor do outro lado do quadro — que fica fechado esta noite, com tudo atualizado no nosso acompanhamento diário do Mundial.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Bandeira da África do Sul
Desporto 11 de julho de 2026

Jayden Adams morre aos 25 anos: médio jogou o Mundial 2026 pela África do Sul há semanas

Jayden Adams, médio da África do Sul e do Mamelodi Sundowns, morreu aos 25 anos, semanas depois de disputar o Mundial 2026. A causa da morte não foi divulgada e a polícia abriu inquérito.

Jayden Adams, médio internacional sul-africano de 25 anos, morreu este sábado, poucas semanas depois de ter disputado o Mundial 2026 pelos Bafana Bafana. A notícia caiu como um balde de água fria num torneio que ainda decorre — e transformou um fim de semana de quartos de final num dia de luto para o futebol africano.

O que se sabe sobre a morte de Jayden Adams?

Pouco, para já. A causa da morte não foi divulgada e a imprensa sul-africana avança que a polícia abriu um inquérito. O Mamelodi Sundowns, clube onde jogava, confirmou a morte e pediu privacidade para a família; a federação e o sindicato de jogadores falaram numa perda imensa para o país. O comunicado oficial do clube está no site do Mamelodi Sundowns.

Adams tinha vivido um Mundial particularmente duro no plano pessoal: a avó morreu na véspera do jogo com a República Checa, e ainda assim o médio manteve-se com a equipa até ao fim da campanha.

Quem era Jayden Adams?

Formado na África do Sul e peça do Mamelodi Sundowns campeão africano em 2025/26, Adams somava 13 internacionalizações e dois golos, ambos na qualificação para este Mundial. No torneio, foi titular frente ao México e à Chéquia e saiu do banco na vitória sobre a Coreia do Sul que valeu à África do Sul a primeira presença de sempre nos oitavos de final, onde caiu com o Canadá.

A tragédia atravessa um Mundial que não tem dado tréguas às emoções — ainda esta semana acompanhámos a saída em lágrimas de Courtois, que pode ter sido um adeus aos Mundiais, e todas as histórias do torneio continuam reunidas no nosso acompanhamento diário do Mundial 2026.

Fica a memória de um jogador que carregou o país às costas num verão histórico. Este tema é sensível: se estiver a passar por um momento difícil, em Portugal a linha SNS 24 (808 24 24 24) tem apoio em saúde mental disponível.

Por Vasco Almada

Imagem: Flag design by Frederick Brownell, image by Wikimedia Com… / Wikimedia Commons (domínio público)

Thibaut Courtois, guarda-redes da Bélgica
Desporto 11 de julho de 2026

Courtois sai em lágrimas: a lesão que pode ter encerrado uma era nos Mundiais

Thibaut Courtois saiu lesionado no Espanha-Bélgica dos quartos do Mundial 2026, em lágrimas, após 21 jogos seguidos em Mundiais. Aos 34 anos, pode ter sido o adeus.

Há derrotas que doem mais do que o resultado. A Bélgica caiu nos quartos do Mundial 2026 frente à Espanha, mas a imagem que ficou da noite de Inglewood não foi nenhum golo — foi Thibaut Courtois a abandonar o relvado em lágrimas, com uma lesão muscular na perna esquerda, a meio de um jogo que a Espanha acabaria por vencer por 2-1.

Porque é que a lesão de Courtois pode ser um adeus aos Mundiais?

Porque os números não perdoam. Courtois tem 34 anos e somava 21 jogos consecutivos completos em fases finais de Mundiais — nunca tinha sido substituído numa Copa do Mundo até esta noite. Quando o Mundial de 2030 chegar, terá 38. Pode um guarda-redes de elite durar até lá? Já aconteceu, mas o próprio pareceu perceber o peso do momento: saiu desconsolado, de rosto tapado, enquanto o estádio inteiro aplaudia.

A ironia é cruel. Antes da lesão, Courtois ainda tinha travado a Espanha com uma defesa à antiga a remate de Dani Olmo — foi no ressalto dessa defesa que Fabián Ruiz abriu o marcador. O jogo mudou quando ele saiu: a Espanha carregou, e Mikel Merino, outra vez saído do banco, fez o 2-1 aos 88 minutos.

O que fica da geração dourada belga?

Um vazio difícil de preencher. Esta era a última dança provável de uma geração que dominou rankings e prometeu títulos que nunca chegaram — De Bruyne, Lukaku, Courtois. A goleada aos Estados Unidos nos oitavos, com bis de De Ketelaere, tinha reacendido a esperança; os quartos apagaram-na outra vez. Para a nova fornada — De Ketelaere incluído — fica o testemunho e a fatura das expectativas. A ficha do jogo e o quadro atualizado estão no centro de jogos da FIFA.

Se foi mesmo o último jogo de Courtois num Mundial, saiu como jogou sempre: a segurar a baliza até o corpo dizer basta.

Por Vasco Almada

Imagem: Кирилл Венедиктов / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Morten Hjulmand com a camisola do Sporting
Desporto 11 de julho de 2026

Hjulmand no Atlético de Madrid: Sporting encaixa 40 milhões e o capitão despede-se

Morten Hjulmand é oficialmente jogador do Atlético de Madrid. O Sporting recebe 40 milhões de euros fixos mais 5 em bónus e o dinamarquês assina até 2031.

Acabou a novela: Morten Hjulmand é jogador do Atlético de Madrid. O clube espanhol oficializou este sábado a contratação do médio dinamarquês ao Sporting, que encaixa 40 milhões de euros fixos — um valor que pode chegar aos 45 com bónus — num contrato válido até junho de 2031. O capitão leonino sai, e sai pela porta grande.

Quanto recebe o Sporting pela venda de Hjulmand?

Quarenta milhões fixos, mais até cinco em variáveis: 750 mil euros por cada época em que o dinamarquês some 30 jogos (até um teto de três milhões), 500 mil sempre que o Atlético se apure para a Liga dos Campeões e 250 mil por cada passagem aos oitavos e aos quartos da prova. Feitas as contas, é uma das dez maiores vendas da história do clube de Alvalade — e a confirmação de um verão agitado no mercado, em que a saída do capitão já se adivinhava.

O que deixa Hjulmand em Alvalade?

Três anos, 141 jogos, dez golos, doze assistências — e, mais importante, dois campeonatos nacionais e uma Taça de Portugal. Chegou do Lecce em 2023 como aposta, saiu como capitão e patrão do meio-campo. Em Madrid, espera-o um contrato de cinco épocas e um treinador que gosta exatamente do que ele oferece: pulmão, critério e uma agressividade bem-educada. O anúncio oficial, com direito a boas-vindas, já está no site do Atlético de Madrid.

Para o Sporting, o desafio agora é conhecido: transformar 40 milhões num meio-campo que não sinta a falta do dinamarquês. Para Hjulmand, é a rampa que os capitães de Alvalade conhecem bem — sair campeão e entrar num gigante europeu.

Por Vasco Almada

Imagem: Splinter1333 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Vista aérea do Arrowhead Stadium, em Kansas City
Desporto 11 de julho de 2026

Argentina-Suíça: a que horas é o jogo dos quartos e porque dá que falar o árbitro português

Argentina-Suíça joga-se este sábado em Kansas City (02:00 de domingo em Lisboa), com Messi na frente da Bota de Ouro e o português João Pinheiro no apito.

A Argentina, campeã em título, defronta a Suíça este sábado nos quartos de final do Mundial 2026, no Arrowhead Stadium, em Kansas City. Para quem vê de Portugal, o apito inicial é às 02:00 da madrugada de domingo — café forte ou sesta estratégica, escolha sua.

A que horas é o Argentina-Suíça e o que está em jogo?

O jogo começa às 20:00 locais de sábado (02:00 de domingo em Lisboa) e o vencedor apanha nas meias-finais quem sair do Noruega-Inglaterra, também disputado este sábado em Miami. Do outro lado do quadro, Espanha e França já marcaram encontro para dia 14, em Dallas.

A campeã do mundo chega cá com o coração aos saltos: safou-se duas vezes por 3-2, com reviravoltas dramáticas frente a Cabo Verde e ao Egito. Messi, aos 39 anos, lidera a corrida à Bota de Ouro com oito golos e continua a decidir jogos em minutos. A Suíça, por seu lado, voltou aos quartos de um Mundial 72 anos depois — a última vez foi em 1954, em casa — e chegou cá a ganhar nos penáltis à Colômbia. O histórico, esse, é um fardo: os suíços nunca venceram a Argentina, que soma 15 golos contra 3 no confronto direto.

Porque preocupa João Pinheiro os argentinos?

Porque é ele que apita. A FIFA nomeou o árbitro português para o jogo, e a imprensa argentina passou a semana a recordar arbitragens antigas que deixaram marcas. Verdade ou superstição, é um português em campo nuns quartos de final onde Portugal já não joga — o que, admitamos, tem a sua ironia. A ficha completa do encontro está no centro de jogos da FIFA.

Se a lógica mandar, a Argentina passa. Mas esta edição já despachou favoritos que tinham a lógica toda do lado deles — e a Suíça guardou 72 anos de paciência para estas noites.

Por Vasco Almada

Imagem: Ichabod / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Kevin De Bruyne em ação pela Bélgica
Desporto 10 de julho de 2026

Espanha-Bélgica 2-1: Merino volta a decidir e marca meia-final com a França

Espanha venceu a Bélgica por 2-1 nos quartos do Mundial 2026, com golos de Fabián Ruiz e Mikel Merino. De Ketelaere ainda empatou. Segue-se a França nas meias.

A Espanha está nas meias-finais do Mundial 2026 — e voltou a ser Mikel Merino a resolver. O 2-1 sobre a Bélgica em Inglewood, esta sexta-feira, marca encontro com a França na próxima ronda e prolonga o pesadelo que o médio já tinha oferecido a Portugal, quando decidiu o duelo dos oitavos nos descontos.

Como foi o Espanha-Bélgica?

A Espanha venceu 2-1, com o jogo a seguir o guião esperado: posse espanhola, Bélgica à espreita na transição. Fabián Ruiz abriu o marcador aos 29 minutos, após uma jogada coletiva de sala de aula, mas Charles De Ketelaere respondeu de cabeça aos 40 — o mesmo De Ketelaere que já tinha afundado os Estados Unidos nos oitavos. Quando o prolongamento parecia espreitar, Merino apareceu na área aos 87 minutos para fazer o 2-1 final.

O que significou o golo belga?

Mais do que um empate momentâneo: acabou com a maior série de imbatibilidade de sempre de um guarda-redes em fases finais de Mundiais. Unai Simón caiu aos 650 minutos sem sofrer, um registo que já tinha custado caro a Portugal e que era o grande escudo espanhol na prova.

Quem defronta a Espanha nas meias-finais do Mundial 2026?

A França, que na quinta-feira tinha afastado Marrocos e foi a primeira seleção a garantir o bilhete. O vencedor desse duelo fica à espera do que sair do lado do quadro de Noruega e Inglaterra. Vamos seguindo tudo, resultado a resultado, no diário do Mundial 2026, e a ficha oficial do jogo está no centro de jogos da FIFA.

Para a geração de Pedri e Lamine Yamal, 2010 está cada vez menos longe.

Por Vasco Almada

Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)