A nova Siri da Apple vai correr com Gemini e deixar-te escolher a IA
Na WWDC, a Apple apresentou uma Siri reconstruída assente num modelo Google Gemini e um sistema que permite escolher entre ChatGPT, Gemini e Claude.
A Apple costuma chegar tarde às festas, mas chega de fato a rigor. Na sua conferência de programadores, a empresa apresentou finalmente a grande reformulação da Siri, a assistente que andava anos a precisar de uma reviravolta.
A novidade que deu mais que falar é com quem a Apple se juntou. A nova Siri vai assentar num modelo personalizado da Google, o Gemini, num acordo que pagará à dona do Android cerca de mil milhões de dólares por ano. A assistente passa a falar de forma mais natural, ida e volta, e a encadear tarefas: verificar datas de um concerto, criar um lembrete para comprar bilhetes e até traçar o caminho para ir buscar um amigo.
Escolhe o teu motor
O detalhe mais interessante para os curiosos é o sistema de extensões. A Apple vai deixar o utilizador escolher qual a inteligência artificial por trás de algumas funções, entre o ChatGPT, o Gemini e o Claude, da Anthropic. É a Apple a fazer aquilo que faz melhor: pegar em tecnologia dos outros e embrulhá-la à sua maneira.
A empresa insiste no argumento da privacidade, lembrando que recolhe menos dados do que os serviços de IA na nuvem e que usa a informação guardada no próprio telemóvel para personalizar. Os investidores não ficaram totalmente convencidos: a ação chegou a cair perto de 2 por cento depois do anúncio.
Para o utilizador comum, a leitura é simples. A guerra da IA já não se joga só nos laboratórios, joga-se no telemóvel que temos no bolso, e a Apple acaba de entrar nela a sério.
Veja também: O GPT-5.6 da OpenAI. Mais no site oficial da Apple.
Imagem: Wikimedia Commons