A IA vira-se para a eficiência: o fim do 'quanto maior, melhor'
As empresas trocam o 'tokenmaxxing' por modelos mais baratos. Há quem já tenha migrado totalmente para alternativas de baixo custo.
Durante anos, a regra na IA foi simples: maior é melhor, gastem-se os tokens que forem precisos. Essa fase está a passar. As empresas começaram a olhar para a fatura e a perguntar se precisam mesmo do modelo mais caro para cada tarefa, ou se um mais barato chega.
O exemplo que deu que falar veio da startup Lindy, cujo CEO desligou os modelos da Anthropic e moveu 100% do tráfego para a DeepSeek, uma empresa chinesa que oferece alternativas de pesos abertos e custo bem mais baixo. Não é um caso isolado: é o sintoma de uma viragem.
Porque é que isto importa cá
Para programadores e empresas portuguesas, esta corrida à eficiência é uma prenda. Significa preços a cair, mais concorrência e a possibilidade de testar IA sem queimar o orçamento. O segredo passa a ser escolher o modelo certo para cada tarefa, em vez de usar sempre o mais potente por reflexo.
A lição é velha mas aplica-se: não é o tamanho do motor, é saber conduzir.
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Imagem ilustrativa · Foto: panumas nikhomkhai / Pexels