A Microsoft fez os seus próprios modelos de IA — e quer pagar menos à OpenAI
Sete modelos novos, apresentados no Build, prometem custos até dez vezes menores. Tradução: a dependência da OpenAI começa a incomodar.
Durante anos, a Microsoft foi a melhor amiga (e maior financiadora) da OpenAI. Mas amizades caras acabam por pesar — e a empresa decidiu construir alternativas em casa. No seu evento Build, apresentou sete modelos próprios, a família MAI, com um objetivo nada subtil: depender menos da OpenAI e cortar na fatura.
A estrela é o MAI-Thinking-1, o primeiro modelo de “raciocínio” da casa, com 35 mil milhões de parâmetros ativos. Há também modelos para programar, gerar imagens, transcrever e até para voz. O argumento de venda, esse, é o dinheiro: segundo a Microsoft, estes modelos chegam a custar dez vezes menos do que as alternativas, em testes da própria.
Porque é que isto interessa
Quando a empresa corre os modelos na sua nuvem, a Azure, deixa de pagar royalties a terceiros — e parte dessa poupança pode chegar aos programadores. Para quem cria apps e serviços, isso pode significar contas mais leves no fim do mês.
Para o resto de nós, o sinal é mais interessante do que os nomes técnicos: o mercado da IA está a deixar de ter um só fornecedor a mandar nos preços. E quando aparece concorrência a sério, quem costuma ganhar é quem paga a conta.
Imagem: Wikimedia Commons