A Apple reconstruiu a Siri — e por baixo está o Gemini da Google
Na WWDC, a Apple revelou uma Siri renovada movida a um modelo Google de 1,2 biliões de parâmetros, e deixa o utilizador escolher entre ChatGPT, Gemini e Claude.
Durante anos, a Siri foi aquela amiga simpática mas um bocadinho lenta de raciocínio. Na conferência de programadores da Apple, a WWDC, a empresa decidiu fazer-lhe um transplante completo de cérebro — e o doador é, surpresa, a Google.
A nova Siri passa a correr sobre um modelo Gemini feito à medida, com 1,2 biliões de parâmetros, alegadamente licenciado por cerca de mil milhões de dólares por ano. Mas a parte mais interessante é a liberdade: a Apple vai abrir um sistema de “Extensões” que deixa o utilizador escolher o motor de IA por trás das funções — ChatGPT, Gemini ou o Claude da Anthropic.
Porque é que isto é grande
Ver a Apple, sempre tão fechada no seu jardim, a pagar à rival Google e a deixar escolher concorrentes é quase chocante. Diz tudo sobre a corrida à IA: nem a empresa mais valiosa do mundo consegue fazer tudo sozinha.
Para quem usa iPhone, a promessa é simples — uma assistente que finalmente percebe o que lhe pedimos. Resta ver se a prática acompanha a apresentação. Chegaram também o iOS 27 e o macOS 27.
Imagem ilustrativa · Foto: Alan Quirván / Pexels