A Apple finalmente arregaçou as mangas na IA — e Tim Cook vai sair
Na WWDC 2026, a Siri ganhou conversa a sério, a Apple juntou-se à Google e à Nvidia para os modelos pesados, e Tim Cook anunciou que se despede em setembro.
Durante anos, a piada foi sempre a mesma: a Siri é a assistente que percebe tudo menos o que lhe pedimos. Na WWDC deste ano, a Apple decidiu acabar com a anedota.
A grande estrela foi uma Siri renovada, capaz de manter uma conversa de ida e volta como deve ser. Numa demonstração, tratou de verificar datas de um concerto, criar um lembrete para comprar bilhetes e até traçar o caminho para ir buscar um amigo a meio. É o salto que muita gente esperava — e que a concorrência já dava há um tempo.
A Apple a pedir ajuda (e tudo bem)
O mais revelador foi nos bastidores. A Apple admitiu que o seu modelo de nuvem mais potente corre em GPUs da Nvidia e que está a alargar a sua “Private Cloud Compute” para lá dos próprios data centers, apoiando-se também na Google Cloud. Por outras palavras: a empresa que adora fazer tudo em casa percebeu que, na corrida da IA, mais vale chegar acompanhada.
E a despedida
Pelo meio, a notícia que ninguém esperava no fecho do keynote: Tim Cook, CEO da Apple desde 2011, anunciou que se prepara para sair em setembro. Fim de uma era. Para o resto de nós — incluindo quem usa um iPhone aqui em Portugal — a tradução prática é simples: os telemóveis a partir do iPhone 11 recebem a atualização, com fotos a abrir 70% mais depressa e AirDrop 80% mais rápido. Pequenos luxos do dia a dia.
Imagem: Wikimedia Commons